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Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

17
Mai17

Nos últimos tempos


Runner Wannabe

Nos últimos tempos, em imagens mais ou menos ilustrativas.

 

 

 O meu humor tem sido função directa das minhas melhoras... e das não melhoras.

(Motivo pelo qual escusei-me de vir para aqui penar de queixume ou rejubilar de optimisto.

Até a mim me cansa!)

 

 

  Massagens, muitas, todos os dias! E são dolorosas...e falar delas é penoso!

Se o polegar da senhora estivesse a coçar a parte de trás da tíbia, era a imagem perfeita!

 

 

Alongamentos (vários) - várias vezes ao dia

(Antes e depois das corridinhas também!) 

Umas corridinhas simbólicas, com gosto a "tão bom"  mas... com nuances de medo!

Imaginem em slow motion...pronto...é isso!

(A pouco e pouco - mesmo muito pouco - vou aumentando a duração das corridas)

 

 

  Eu durante os primeiros 10 minutos da votação do Eurofestival!

Mais alguém se identifica? :D

 

 

2017-02-25 15.56.58.jpg

 Eu, no final das votações do Eurofestival...mas continuava eufórica!

 

 

Pronto, é este o resumo desde a última publicação.

Resumindo: massagens, alongamentos e pequenas corridinhas...and repeat!

As melhorias são lentas...mas é o que se pode arranjar!

 

Boas corridas!

 

 

26
Abr17

Enquanto a malta ia para a corrida, eu ia para o massagista.


Runner Wannabe

Metro de Lisboa, Baixa-Chiado

Um conjunto de corredores fardados a rigor, entrou na “minha” carruagem e sacudiu-me do torpor matinal, de quem não se importa de passar pelas brasas por "só mais cinco minutos"!  Nas paragens seguintes, outros grupos que se dirigiam para o mesmo destino, juntaram-se à festa e compuseram a palete de cores da carruagem, com um claro predomínio de cores que se veem a partir da Lua!

 

Enquanto a malta ia para a corrida, eu ia para o massagista – pensava eu em jeito tugo-fatalista - mas depois lá me distraí com as conversas dos corredores - coisa tugo-típica.

Falavam de tempos, marcas, corridas, equipamentos, treino, particularidades do percurso, provas passadas e provas futuras.

Passaram-se algumas estações, passou-me o sono… e ali estava eu, disfarçada de “civil”, a sorver as informações, a achar piada e a pensar: na próxima Corrida da Liberdade, já poderei usar a vossa “farda” e seguir com o resto do batalhão!

Mais 2 ou 3 estações e sairia.

Desejei boa corrida aos corredores que estavam junto a mim e lá fui levar mais umas marteladas, para endireitar as peças tortas – assim pensava eu…

 

Zona de Benfica

Cheguei cedo…para variar!

Costumo chegar cedo a estas coisas. A culpa foi de uma avó, que me obrigava a estar meia-hora antes da hora marcada, de qualquer coisa! Era o seu conceito de pontualidade “não fosse alguma coisa acontecer", dizia ela.

A minha noção de pontualidade ficou irremediavelmente afectada, contudo, um pouco mais realista. Para mim ser pontual, é chegar 5 minutos antes. Mas desta vez cheguei 10 minutos adiantada!

A acompanhar a leitura de revistas-de-sala-de-espera, tinha como banda sonora, os discursos na  Assembleia da República, transmitidos em directo pela televisão, e os gemidos do cliente que me precedia, ao receber as "bênções" das mãos do Urbano.

 

Gaita! A seguir sou eu, eu sei que isto dói, mas logo de manhã apanhar uma “sova”? Bahhh….

Não me apetecia, a sério, mas tinha de ser!

 

Podes vir S. - disse o Urbano.

 

Antes do “enxerto”, fiz um relatório detalhado, dos quês, dos ondes e de alguma informação que tenha considerado pertinente.

As massagens e as dicas que o Urbano me tem dado, colocaram-me no caminho da recuperação. As evoluções são óbvias (agora), mas foram lentas e dolorosas. Contudo nos últimos dias, aconteceu um salto qualitativo na recuperação da lesão. Melhorias inesperadas na forma como sinto o  pé e tornozelo a reagir às solicitações do dia-a-dia, ou de pequenas corridas, fazem-me agora acreditar que a recuperação total já não será tão morosa. Mas deste assunto falarei na próxima publicação.

 

Para meu enorme espanto, durante a sessão não proferi mais do que 3 “ais”! Trinta minutos e 3 “ais”? É um record! Ainda pensei “será que me estou a habituar à dor?”.

O que se passa é que as inflamações estão a passar, logo as massagens não provocam dor de intensidade semelhante à sentida, em fases mais precoces da recuperação. Aliás, praticamente não senti dor!

Saí mole e relaxada, como não imaginava poder sair! Bocejava que nem uma perdida, e não fosse ter marcado um teste da passada, acho que me encostava a um canto e dormia!

 

Rumei à Sport Zone do Colombo, para o referido teste. Já o devia ter feito, é verdade, mas fico contente por não me ter enganado quanto ao resultado! Mas já lá vamos.

 

Cheguei 10 minutos antes da hora marcada (para variar) e aproveitei para namorar uns trapinhos. Com o aproximar da hora, e após o pagamento do teste, fui encaminhada para a zona de Running tendo-me sido pedido que esperasse junto à passadeira. Como não me apetecia estar sentadinha à espera, continuei a bisbilhotar os artigos de running! 

Excuse me, do you need any help? Um colaborador da Sport Zone, abordou-me assim.

Naqueles milisegundos ainda me senti tentada em responder no mesmo idioma, mas não resisti em desmanchar o mal-entendido.

 - Não, não obrigada, só estou à espera da pessoa que me vai fazer o teste da passada! É você?

 - Ah, desculpe, pensei que não fosse portuguesa!

 - Não faz mal, acontece às vezes.

 - Mas é você que me vai fazer o teste?

 - Não, é uma colega.Fez marcação?

 - Sim e já paguei!

- Vou chamá-la.

- Ok, obrigada!

 

Passados alguns minutos estava em cima da passadeira. Bicho estranho aquele, até nos habituarmos. Depois de uma caminhada, seguiu-se uma corridinha.

 - Costuma correr sem apoiar o calcanhar?

- Não, mas já notei que o estou a fazer aqui na passadeira, dê-me só mais uns segundos para me habituar.

Lá descontraí e o tum, tum, tum dos meus calcanhares lá se começou a fazer ouvir. Imagens feitas. Mas quanto a passadeira parou...vai de tonturas! Tive me agarrar ao braço da máquina e ainda tive de me sentar, para recuperar.

 

A senhora tem síndrome vertiginoso? 

Pensamento 1: Antes tratavam-me por menina, agora já é por senhora? Dassss.....!!!

Pensamento 2: Tenho é fome!

 

Não, deve ser o meu ouvido interno a demorar na atualização, nunca tinha andado nestas coisas, isto já passa!  

(é por estas e por outras que o título de "senhora"/cota se justifica plenamente!)

 

A análise da imagens revelou que apesar de ter passada pronada -  com o pé direito a pronar ligeiramente mais que o esquerdo - o grau não justifica o uso de calçado para passada pronada. A recomendação feita recaiu em calçado para passada neutra. Foi este resultado que sempre suspeitei que o teste mostrasse.

 

Perguntaram-me se estava interessada em experimentar alguns modelos, sem qualquer compromisso de compra. Aproveitei e experimentei 2 pares, uns Nike e uns Asics. O preço de cada um destes meninos tinha 3 dígitos, com os valores a tangenciar as duas centenas de euros! Ainda perguntei se os ténis traziam GPS incorporado, ou se caminhavam sobre a água, ou se carregavam baterias…enfim um rol de parvoíces que ilustravam o meu grau de exigência para com um produto…com aqueles preços!

Mas seria injusto não dizer, que ao experimentar um desses ténis (os Nike), apeteceu-me saltar para cima da passadeira e baixar dos 50’ aos 10K, sem treino, lesionada e antes de almoço…eu sei, ridículo…principalmente porque eram quase 13:00 e eu estava faminta! 

 

Felizmente tive a sorte num aspeto. A técnica que me atendeu, conhece os modelos de ténis que uso e confirmou que para as especificidades da minha passada, os ténis eram adequados. Claro que voltou a fazer referência a modelos super-hiper-mega-caros, mas era o papel dela!

 

Conclusões: andar de mochila e exibir um ar de surpreendida ou perdida, pode levar outras pessoas a pensarem que sou turista e por default, estrangeira; correr em passadeira, é estranho; o meu grau de pronação não justifica sapatos para pronadores; os sapatos que tenho são adequados; sapatos que tangenciam as duas centenas de euros, definitivamente têm de oferecer mais do que falsas sensações de recordes batidos, por margens bizarramente grandes!

 

Corridinhas

Desde a última publicação, aumentei os tempos de corrida. O sr. Tornozelo continua a acomodar bem a carga proposta, se bem que hoje, devido a outros factores, deu um ar de sua graça. 

Comecei por singelos  5' de tempo total de corrida. Depois 7', depois 9' e hoje já registei 11' (7'+4'). É um trabalho em progresso!

As corridas têm sido feitas em asfalto, mas esta manhã, por uma razão que não me recordo, decidi correr em terra batida. Má opção! Ainda é cedo para terra batida. O tornozelo sentiu saudades da estabilidade do asfalto, onde terei de treinar, até a articulação estar forte o suficiente, para conseguir absorver e compensar a instabilidade, provocada pelas irregularidades de estradas de terra batida.

Prossegui com cautela. O plano eram 7’ de corrida + 2’ de caminhada + 4’ de corrida + 2’ caminhada, que foi cumprido na íntegra…mas claro, sabe sempre a pouco! A parte cardio continua a reagir bem.

 

Agora é continuar atenta às sensações que vou tendo e ajustar, consoante considere seguro (espero ter bom senso).

Massagens (auto-massagens), exercícios específicos vão continuar, e com ou sem horta, exercícios de reforço muscular são para ser levados a sério, muito a sério, se me quiser juntar aos batalhões de corredores de “fardas”, cujas cores se veem da Lua! Corredores que comemoram a liberdade, causas solidárias, o bem-estar ou simplesmente a alegria de correr.

 

Bons treinos!

Boas corridas!

20
Abr17

5'+2'


Runner Wannabe

Eu bem espero por “matéria-prima" para fazer uns updates...mas isto é mesmo a conta-gotas!

 

Corrida, muito pouca (mesmo)!

As cifras estão nos 5’(corrida)+2’ (marcha)+2’(corrida), com aquecimentos com cerca de 15 minutos, com especial relevo para joelhos, gémeos e pés.

 

As massagens continuam. Todos os dias massajo as zonas e pontos recomendados. A intensidade das mesmas deixa-me frequentemente num estado alterado de consciência – em que fico tão alterada, mas tão alterada… que já nem vocifero obscenidades! Mas as melhorias vão surgindo, mesmo que lentas. Talvez até já haja margem de manobra para arriscar um pouquinho mais nas corridas, mas por agora fico-me por estes pequenos joggings dia sim, dia não. A bicicleta (2 a 3 vezes/semana), tem ajudado a manter a forma e as caminhadas foram substituídas pelas corridinhas.

 

Outros exercícios

Por outros exercícios entenda-se exercícios de reforço muscular (RM), exercícios de flexibilidade (F) e outros exercícios que puxam pelo cabedal de uma pessoa!

Regra geral RM e F coincidem com os dias das corridinhas. A excepção é quando tenho de fazer alguns trabalhos de manutenção na horta aka exercícios que puxam pelo cabedal de uma pessoa. Hortar é uma actividade sobejamente reforçadora! Que digam os lombares, glúteos, isquiotibiais e a musculatura dos braços, claro! Em trabalhos mais leves – se houver paciência para estar atenta às características dos movimentos -  podem-se ter momentos em que também a flexibilidade tem de dar o litro!  Por outras palavras, em dia de horta, não há cá rotinas de RM ou F! Era o que faltava! No fim de carregar com baldes ou regadores cheios de água, de um lado para o outro…ia fazer umas pranchinhas? Uns abdominaizinhos? Uns agachamentos? Uns afundos? Era o ías! Com alguma sorte, no final dos trabalhos lá faço uns alongamentos a despachar – aqueles que se fazem…para não se dizer que não se fez…e cujo efeito práctico é a descarga de consciência! Pronto, esses! 

 

Estou satisfeita por estar a evoluir e já um pouco menos ansiosa com a lentidão de todo o processo.

Continuo a ter de me abstrair do medo, enquanto corro. Para isso foco-me no feedback da aplicação que tenho no telemóvel, que me informa acerca do ritmo e velocidade - se assim não fosse, quando desse por mim já iria a ritmo de lesiona-te-lá-outra-vez!).

A avaliação da corrida acontece geralmente no dia seguinte, first thing in the morning, quando analiso se o tornozelo está dorido ou se acomodou bem o esforço do dia anterior.

Hoje estava tudo bem,  foi dia de descanso, amanhã há corridinha!

 

Boas corridas!

13
Abr17

Cinco minutos!


Runner Wannabe

11 de Abril

Consegui finalmente meter-me nas mãos de quem ajuda a recuperar lesões dizendo, " isto não é para fazer festinhas!". E não é mesmo, acreditem!

Excuso-me de pormenores e só digo o seguinte, quando cheguei a casa fiz um banho gelado à perna. Quase chorei de alívio! Estava tão dorida...

 

Na manhã seguinte, ainda dorida - mas menos que no dia anterior - pedalei uma distância simbólica (4km) e fiz uma caminhada (4km), a ritmo tartaruga, apesar de me ter sido recomendado...correr! Pois é... apesar de não ter recebido contraindicação para correr, pelo contrário, recebi incentivo, decidi não o fazer - por aqui se pode avaliar o quanto dorida estava! Só queria dar mais algumas horas de descanso ao pé. Quando me aventurei  experimentar correr, já a noite tinha caído, fiz um Nocturno de 5 minutos...

 

Cinco minutos, porque não corro há muito tempo.

Cinco minutos,  o reflexo do receio de me voltar a magoar.

Cinco minutos de "aguenta-te pá, aguenta-te!",  de cada vez que o pé esquerdo atacava o solo.

Cinco minutos, aos quais quis somar outros tantos, mas que o bom senso (ou medo), insistiu em multiplicar... por 1!

Cinco minutos, porque queria poder correr outros cinco no dia seguinte - e alguns dos seus múltiplos, num futuro próximo.

 

Correu bem, corri muito devagar...a medo, mas não senti dor!

Pé e perna,  ainda tiveram direito a uma sessão de alongamentos, uma massagem ligeira (festinhas) e uma pequena sessão de gelo, para ajudar a desinflamar.

 

Esta manhã o pé estava bem menos dorido, mas a sessão de corrida matutina teve de ser adiada, tendo-se transformado em mais um Nocturno de 5 minutos.

 

E como correu?

Se eu não me tivesse empanturrado com sopa da pedra 45' antes...talvez as coisas tivessem corrido um pouquinho melhor! A corrida mais uma vez foi lenta e sem registo de dor (yey!). No final fiz umas "festinhas" na perna e pé e ofereci ao estômago uma garrafinha de água com gás! De todos, foi o estômago quem mais agradeceu a gentileza!

 

Amanhã talvez já adicione mais 1' ou 2', depende de como me sentir até lá.

Livrar-me por completo da lesão vai levar o seu tempo, mas finalmente já consigo ensaiar umas corridinhas! :D

 

Nota: sopa da pedra e corrida....nahhhh!

 

Boas corridas!

Bom feriado!

 

 

 

07
Abr17

Ganhou o estradão...por agora!


Runner Wannabe

Hoje apresento umas fotos feitas com câmara do meu telemóvel, cuja qualidade dá uma única nota musical: dó!

 Não, não escolhi fotos com cavalinhos...ainda sinto resíduos da experiência anterior...

 

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 Máquina de fazer arco-íris!

 

Logo no início da caminhada.

Se não sabem de onde vêm os arco-íris, aqui está a prova! São os pivots de rega, que os produzem!

Este é pequenino e quase que lhe conseguia tocar, mas como nunca se sabe que "jujus" têm estas águas de rega, não me aproximei (curiosidade: aquelas plantinhas, são batateiras).

 

Por "jujus", refiro-me a produtos químicos que são utilizados na agricultura convencional. É uma espécie de doping. Sim, a maioria dos alimentos estão cheios de jujus e como temos de nos alimentar... imaginem para onde vão essas substâncias?

 

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A dita máquina fazedora de arco-íris fez também esta poça.

Três hipóteses: 1) fazer a travessia com água pelo tornozelo; 2) ensaiar um triplo salto, com o segundo salto a acertar em cheio naquelas pedras, lá  no meio (meu rico tornozelo); 3)  arriscar passar rentinho à vedação  (lado esquerdo), que por vezes está electrificada! Exacto, passar junto à vedação é o mais lógico, dado que não tenho papel de jornal em casa para secar os sapatinhos e também não estou em condições de me armar em Mamona!

 

Sobrevivi e mantive os pés secos! O assalto ao record do triplo salto fica para outra altura!

 

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 Eu e o estradão...o duelo (a música do O Bom, o Mau e o Vilão, caía aqui que nem ginjas!).

Eu olhei para ele, ele olhou para mim e ficámos ali, naquilo, durante alguns segundos. Comecei com passos firmes e numa boa cadência...

 

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mas era isto que ele escondia na manga. Eu na manga não tinha nada, realmente às costas trazia os bastões, mas nas mangas, nada! Para não dar parte fraca, deixei os bastões no sítio, reduzi para passo-procissão e forcei um sorriso ironico-estou-lixada-mas-finjo-medianamente-bem-que-estou-feliz....hmmm...resultou mais ou menos...

 

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Planura vinde a mim!

Ok, para os menos míopes, lá ao fundo da estrada por cima da copa das árvores, vê-se uma pequena mancha, é Montejunto... (suspiro).

 

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Este local é lindo, e a foto não lhe faz justiça...mesmo que se tratasse de uma máquina toda pró! É uma pequena charca, é linda, mas está em propriedade privada (que com muita pena minha, está muito bem assinalada...oh...).

Parece um daqueles cenários de filmes de época, para uma cena de piquenique ou um passeio de barco de um jovem casal oriundo de duas famílias rivais...as histórias são sempre quase as mesmas!

 

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Este lago - paúl- serve de reservatório de água, para rega dos campos agrícolas circundantes. É também um abrigo para várias espécies de aves, entre as quais, patos bravos, cujas descolagens e aterragens são muito bonitas de se ver. Aves de rapina também pescam nestas águas. As suas manobras são muito acrobáticas quando pescam - fazem um voo picado, que no último segundo é travado para passarem rasantes e sacar um peixinho distraído.

 

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Canais de rega que distribuem água pelos campos. Este canal, também serve de pista de aterragem para alguns patos, e de refúgio para outras aves.

 

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O outro lado do paúl - onde por vezes os cavalinhos vêm matar a sede.

Aqui também se podiam fazer filmes! :)

Conheço estes pormenores há muito tempo, mas acabo sempre por descobrir coisas novas, por isso não me farto! Ok, pronto ... as paisagens também têm efeito traquilizador e terapêutico!

E por falar em terapia...

 

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Crioterapia!

E no duelo com o estradão... ganhou o estradão, mas isto é uma competição a várias mãos (ou pés)!

Como não sabia como fazer gelo em dois locais do pé, ao mesmo tempo...foi todo ao banho! Não aguentei mais que 10 minutos e tive de fazer 2 intervalos!

 

Resumo:

Caminhada de 8,2km...e hoje não vou falar de tempos (foi tão mau....), mas as vistas compensaram!

 

Boas corridas!

Bom fim-de-semana!

04
Abr17

Vai-se andando!


Runner Wannabe

 Um resuminho dos últimos dias.

 

Sábado (1 Abril)

Caminhei 7,2k - a mesma distância da mini maratona vodafone - quase sem dor! Por quase, refiro-me a uma espécie de birra que um dos tornozelos decidiu fazer durante 100m, depois passou! Tinha gás para muito mais, mas decidi não apertar com a articulação, até porque tirei  quase 15 minutos aos caracólicos 1h:45min da mini :) e já disse que quase não tive dor, certo? Boa!)

 

 Domingo

Acordei pelas 6:00 da manhã, com uma enxaqueca daquelas que se tem a sensação que uma placa de ferro acabou de ser aparafusada à testa! Levantei-me para preparar um chá, e como ía tomar um comprimido forte - e do tamanho de um torpedo - achei por bem comer alguma coisita, só naquela de não rebentar com o estômago! Voltei à cama e adormeci passado quase uma hora, já sob o efeito da droga! Acordei pelas 10:00 com uma enxaqueca dormente, adivinhando-se novo encontro, assim que o empata do medicamento deixasse de fazer efeito!  Deixei-me ficar na cama, era Domingo e no dia anterior tinha puxado pelo tornozelo.

 

Fiquei na ronha por mais duas horas! Tão bom!  :)

 

Pelas 12:00, aparece à minha porta A. Trazia vestido  fato de treino e na mão, uma garrafa de água (suspeito). Ainda meio zonza e com o cabelo a apontar para todos os pontos cardeais, esbocei surpresa...ou talvez fosse reacção à claridade do dia, hmmm....não me recordo!

 

 Ilustração mais ou menos rigorosa da minha reacção.

 

"Então A., que se passa? - perguntei com a voz rouca.

“Vinha cá dizer que se quiseres ir andar ou correr, eu vou contigo!”

 

Demorei uns segundos a processar a informação, equacionar as horas, o almoço, a lesão, a dor de cabeça e respondi um óbvio ...“passa daqui a meia hora!”. Eu sou uma fácil, nestas coisas! Isto é o mesmo que perguntar a um cego se quer ver! Claro que iria! :)

 

 Apesar de ter feito os primeiros 3km de bicicleta - os quais A. fez a correr - os 3km de regresso, foram a caminhar. E eu que achava que era melhor descansar....é por estas e por outras parecidas, que ando sempre manca!

 

 

Ontem

Caminhei 5km num ritmo um pouco mais elevado. O tornozelo aguentou e não se queixou.

Podem não acreditar, mas faço uma série de exercícios aos pés e tornozelos antes de caminhar e alongo após a rotina de reforço muscular, que geralmente acontece após caminhada.

 

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 "Oh não...lá vem a chata outra vez!"

 

Acho que alguns estes cavalos já me conhecem, no entanto, ontem aconteceu uma cena super estranha! Ao passar por um conjunto de... talvez 20 cavalos, todos levantaram a cabeça não fizeram qualquer som, ficaram imóveis a seguirem-me com o olhar, durante o tempo que demorei a passar por eles!

Gosto muito deles, mas aquilo foi spooky!

 

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 Este potro tem aspecto e ter dias (poucos). A mãe dele atirou-me um daqueles olhares " ou bazas ou salto a cerca"

...e eu bazei! De certeza que é das hormonas!

 

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 Mas ainda tive tempo para uma última foto!

 

Hoje

Não houve caminhada ou pedaladas. A haver qualquer coisa teria sido bicicleta, mas os pneus precisam de ar e deu-me a preguiça. Talvez tenha sido melhor assim. Também não houve rotina de reforço. A única coisa que fiz foi alinhar 5 ou 6 exercícios para os transformar numa rotina de flexibilidade - para a qual tenho-me andado a baldar um bocado, acho que a excepção é mesmo o tornozelo.

 

Já quase me esquecia -  talvez a única coisa que tenha verdadeiramente a ver com corrida!

 

No Domingo, a minha horta foi ocupada por um enxame de abelhas melíferas, mais especificamente, nas canas que tutoriam as ervilheiras de vagem roxa.

Quando percebi de onde vinha o zumbido intenso e vejo o enxame....perninhas para que vos quero!

 

Os 10m mais rápidos das últimas semanas! (corrida!!!)

Isto é uma mera ilustração da minha reacção. Apesar do susto, não fui perseguida, nem picada...

e também não corro desta forma...e tenho menos badocha...e sobrancelha.

 

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 Cá está o enxame!

 

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O enxame foi retirado por quem sabe da arte. Foi levado para local seguro,

onde espero que produza muito mel!

 

Em resumo, 15km de caminhada, 3km de bicicleta, um sprint de 10m de fazer inveja aos velocistas - com o tornozelo a portar-se bem - uma experiência esquisita com cavalos, 0 picadas de abelhas e possivelmente um frasquinho de mel daqui a uns tempos!

 

Boas corridas!

29
Mar17

Dói-Dói Bag


Runner Wannabe

Isto de estar sempre lesionada (só para o caso de alguém ainda não ter percebido este meu fado!), levou-me a pesquisar várias coisas: a) como é que esta máquina (corpo) está montada e funciona - principalmente ao nível do sistema muscular; b) exercícios para recuperar lesões e c) exercícios para prevenir lesões. Como estou sempre a recuperar de uma lesão e portanto a recorrer a um conjunto de itens, por uma questão prática, passei a juntá-los (quase todos)  num saco, a que chamo carinhosamente (sarcasticamente) de Dói-Dói Bag, ou  simplesmente, Bag.

 

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Aqui está o conteúdo do Dói-Dói Bag. Sim, é um rolo da massa!

 

Bola – para a fascia plantar não começar com ideias (ou ites)!

Rubber Band – super útil para adicionar resistência na execução de movimentos controlados (específicos).

Corda de “saltar-à-corda” - ajuda na execução de alguns alongamentos.

Ligadura Elástica – ajuda na estabilização de alguma articulação mais necessitada (sim tornozelo esquerdo, tem sido a tua segunda pele!).

Adesivo – não perguntem, ando sempre com adesivo!

Pomada analgésica – o conceito fala por si!

Saco de Gel: para fazer frio ou quente (fui tirá-lo ao congelador – este item não está fisicamente no saco....mas tem lá um lugar VIP sempre reservado, no Bag!)

Rolo da massa(gem): sim, aquela “alfaia” usada na cozinha! Este rolo já não tem utilidade na cozinha, obviamente,  serve agora de assistente às massagens da Banda Iliotibial – recomendação de um mestre em recuperação física. (PS: dói para caraças!)

 

Ainda tenho de adicionar uma embalagem de creme hidratante,  muito útil para diminuir o atrito durante as massagens.  Noutros tempos, possivelmente ainda lá meteria um canivete suiço, um rolo de fita adesiva (daquela larga, plástica e castanha) e um pacote de pastilhas elástica, tudo a la MacGyver, mestre do desenrasca...mas com a idade fiquei marginalmente mais pragmática!

 

Todos os dias uso um ou vários itens Dói-Dói Bag . Hoje por exemplo usei a bola, a ligadura elástica (estabilização) e a rubber band para alguns exercícios...ah, e o tornozelo teve direito a massagens (com as mãos, ão com o rolo!) por isso também usei o hidratante que ainda não reside oficialmente no Bag. E tudo isto, antes do “programa” de exercícios que estou a fazer! Trata-se de um combinado entre bicicleta, caminhada e uma rotina de reforço muscular (reforço muscular...quer dizer...estou mais a fazer a manutenção do tonus... do que a reforçar o que quer que seja!) - ainda assim, linda menina!

 

Hoje (e ontem também),  fiz 5km de bicicleta, 4km de caminhada (lenta, até para os meus padrões) e uma rotina de reforço muscular, tudo pain free!!! Progressivamente vou adicionar distância, espero não exagerar (e eu que nem sou "nada" dada a exageros!).

 

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 Cavalinhos nunca são demais!

 

Por uma questão de precaução, levo comigo bastões de caminhada, para no caso de sentir dor, ter como aliviar a carga no pé... até estar a salvo!

 

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 Não, não se trata de uma catana! São os bastões de caminhada, que geralmente levo numa mochila.

 

Pronto, está apresentado o meu Dói-Dói Bag, talvez haja quem use gavetas, prateleiras, eu uso um saco!  É portátil e onde está um dos itens...estão (quase) todos os outros!

 

E agora toca de arrumar tudo!

 

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 Tudo para dentro do Bag!

 

Bons treinos e boas corridas, pessoas-não-lesionadas!

Boas recuperações, futuras pessoas-não-lesionadas!

 

 

 

24
Mar17

Caminhar, antes de correr!


Runner Wannabe

Já estou parada há muito tempo e a lesão vai melhorando pouco a pouco. O mestre das mãozinhas mágicas tem agenda cheia até 2018 - estou a exagerar - mas vou ter que esperar uns dias....valentes, até que me ponha as mãos em cima - literalmente! Entretanto aconselhou-me a fazer massagens e gelo....e eu...vou fazendo...umas caminhadas também!

 

Um olhar sobre o passado recente.

Não é preciso recuar muito...basta um ano, para melhor perceber em que condições físicas comecei nas primeiras corridinhas versus a minha condição actual, após  lesões consecutivas.

 

Há um ano - por esta altura - baixou em mim a possibilidade de concretizar um desejo que já contava com alguns anos. Ir a Santiago de Compostela, a pé. Caminhar não era a minha cena, a minha cena era....bicicleta (BTT). Não que fizesse grandes quilometragens....hmmm...a contar com o fim-de-semana....talvez pedalasse uns 50km semanais (mais coisa menos coisa), ritmo que mantinha há cerca de 3 anos. Era assim que me mantinha em forma e estava em contacto com a natureza - sem contar com a minha hortinha, claro! Ora foi por esta altura (Março de 2016), que comecei a planear, a pesquisar e a confrontar-me com um conjunto de aspectos importantes a ter em conta, no projectar de uma viagem destas: condição física, condição mental e aspectos logísticos. Cedo percebi que era a dimensão física que teria de começar a trabalhar mais cedo. E assim começaram as primeiras caminhadas, que a pouco e pouco foram substituindo a bicicleta, até porque caminhar é moroso - não haveria tempo para ambas as actividades.

 

Adianto que no último mês de preparação, caminhava com a mochila a pesar o peso recomendado para este tipo de caminhadas (10% do peso do caminhante - no meu caso essa percentagem traduziu-se em 6kg). A carga da mochila e as distâncias das caminhadas, foram aumentando progressivamente e nas últimas 2/3 semanas de preparação, já caminhava cerca de 20km (pelo menos 2 vezes por semana) e com longuinhos de 25 a 30km, no fim-de-semana.

 

Para diminuir o impacto - temporal - de longas caminhadas, começava a caminhar ainda escuro, porque as caminhadas são mesmo time-consuming  - e também porque o calor começava a apertar o seu torniquete (principalmente nas caminhadas de fim-de-semana).

 

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 26 de Julho, 6:34, a 4km do ponto de partida - tinha de sair mesmo cedo! 

 

A viagem começou no Porto, a 5 de Julho e terminou 11 dias depois em Santiago de Compostela. Imensas histórias, aprendizagens e momentos muito bonitos. Foi uma experiência muito especial e que tem lugar cativo nas minhas memórias. Experimentem, a sério! Vale bem a pena!

 

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Sé do Porto, onde adquiri a credencial  do peregrino - documento que é carimbado ao longo do Caminho, atestando a nossa passagem pelas várias etapas e que permite entrada em albergues.Planeei a viagem sozinha e preparei-me física e mentalmente para a fazer sozinha. Claro que estava uma pilha de nervos. Chamaram-me doida, tentaram-me dissuadir... não resultou!

Doideira é fazer...triatlos e ultra-maratonas e ultra trails e coisas assim! :)

 

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Não, não é só caminhar por estrada ou estradões, também há disso...e disto!

 Companheiro de parte da etapa - Ponte de Lima a Rubiães (etapa 4). Estavamos a subir  o Alto da Portela Grande (405m). Mark, dos EUA, encontrou-me mesmo ao início desta... subida-parte-pernas...e costas...e tudo o resto. A 1.ª metade desta etapa fi-la sozinha, mas em boa hora tive companhia para esta empreitada, o Caminho encarregou-se de providênciar (alguns saberão do que falo)! Obrigada pela ajuda Mark, sei que não lês este blog,  mas não faz mal! Esta subida deixou uma mazela num pé que condicionou as etapas seguintes. É escusado dizer que caminhadas/treino não incluíram escalada ou caminhos com desnível...sou uma borda-de-água, caminhava pelas  lezírias, o pézinho não estava habituado a este tipo de esforço e cedeu.

 

 

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 Sim, é a bandeira!

Uns dias antes, Etapa 2  (Vilarinho - Barcelos) 7 de Julho, 6:43. Neste dia caminhei com uma peregrina da República Checa, que me tirou esta foto. Aqui estávamos prestes a atravessar a Ponte do Zameiro, Vila do Conde.

Portugal tinha jogado na noite anterior e ao bater País de Gales, estava na final do Euro!!! Pronto...entusiasmei-me e toca de cobrir a mochila com a nossa bandeira!  Grata a todos os condutores que me buzinaram! Peregrinos franceses e alemães acharam piada (no german and french way). Os peregrinos das outras nacionalidades davam-me os parabéns, que em nome de todos nós, agradeci de forma solene e sentida!

Três dias depois, Rubiães - Valença (etapa 5), corria o dia 10 de Julho. Fui a primeira peregrina a chegar ao Albergue de S. Teotónio (Valença). Tinha tempo e condição, apesar de lesionada, de entrar em terras de Espanha e ficar em Tui, mas era o dia da Final do Euro e Portugal defrontava França. Tive sempre muito presente - durante toda a viagem -  que precisava de estar em terras lusas quando Portugal jogasse, por isso decidi ficar em Valença. Este é um dos episódios que marcou a viagem, do qual falarei em pormenor noutra ocasião.

Resumindo este parentesis....enorme ... foi novamente com a bandeira a envolver a mochila, que no dia 11 de Julho, entrei em terras de Espanha, com Portugal sagrado Campeão Europeu!  Talvez tenha sido um pouco mete-nojo, mas saía-me orgulho por todos os poros! Não há fotos, porque caminhava sozinha e eu e as selfies...nahhh. Mas olhem o que estava escrito na ponte internacional de Valença (no lado português da ponte).

PS: os hermanitos deram-me os parabéns por diversas vezes, sublinhando a lição que demos nos franciús!

 

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 Apesar de rumar a Espanha, estava desertinha para olhar para os melões dos franceses! Pronto já não falo mais disto. fica para outra altura.

 

Depois de regressar dessa epopeia - sim, este post não é sobre a peripécias a Caminho de Santiago! - e descomprimir durante uns dias, continuei a sentir a necessidade de caminhar.  Surge o Agosto e com ele um pouco de praia. As caminhadas continuavam pela praia...nos intervalos das sessões de alarvamento de Bolas de Berlim (de farinha de alfarroba)!Passo um ano sem comer bolas de Berlim...mas na praia transfiguro-me....como imenso e faz parte da dieta 2 bolas de berlim por dia! Sim...uma é manifestamente pouco ....duas não é suficiente para fazer face à gula...mas tem de haver um limite...certo?

 

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Esta não é de alfarroba...essas não têm tempo de ser imortalizadas em fotografia! (Sim, com creme! Que pergunta é essa?!)

 

E foi precisamente na praia, durante uma caminhada-para-queimar-a-bola, que inspirada talvez pelos corredores de praia - alguns mais gazelas de beira-mar que outros -  decidi correr umas dezenas de metros. Ia morrendo! A meta foi entrar mar a dentro e mergulhar!

(voltei a falar de corrida! yeyyy!!!)

 

Quando regressei de terras algarvias, continuei a fazer caminhadas, mas para ter o mesmo kick (de endorfinas imagino eu), teria de passar muitas horas a caminhar. É que 10/12 km...sabiam a nada, mas fazer caminhadas de 20... já não eram compatíveis com nada! Foi quando comecei a pensar mais seriamente acerca de corrida, trail especificamente, dado que queria manter o contacto com a natureza, queimar caloria e continuar a fazer exercício físico menos time consuming - não sei porque não regressei à bicicleta...não senti o chamamento, acho eu!

 

Comecei a correr nos últimos dias de Agosto, de forma muito tímida  - e sofrida - a fazer as primeiras centenas de metros a correr e a pensar que morreria antes de as concluir! (No Início)

 

Grande história esta... e já meteu Santiago de Compostela, Seleção Nacional e Bolas de Berlim...maravilha! Tudo para dizer, que apesar dos episódios de "é desta que me fico", tinha na altura o organismo mais preparado para o esforço (bicicleta e muita caminhada em cima do lombo e pernas e tendões e no resto), do que hoje. Se por um milagre esta lesão passasse agora, acho que não aguentaria mais que 10 minutos a correr...vá... 12 minutos  antes de precisar de um desfribilador!

 

É verdade que estou lesionada, mas estou parada há tanto tempo que se não começar devagar (leia-se começar por caminhada), vou lesionar novamente! (não consigo parar de me queixar, sorry qualquer coisinha!). Portanto nos próximos tempos, as eventuais publicações terão a ver com experiências de caminhada, pedaladas, evoluções da lesão e quem sabe sobre temas menos interessantes, mas que me esforçarei para que se relacione com corrida, mesmo que remotamente, isto é, vou encher chouriços, até que tenha alguma coisa verdadeiramente interessante para dizer...sobre corrida!

 

E por falar em Seleção, amanhã joga Portugal!!!

E quem já foi procurar o cachecol (respeitinho que já tem 24 anos!), para amanhã ir trajada a rigor e assistir ao Portugal - Hungria, na casa que amanhã é de todos nós, mas mais um bocadinho dos aficionados do clube do meu coração? (ía ficando sem fôlego!)

 

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 Fiel companheiro!

 

Pronto....oficialmente o post mais estranho que escrevi!

 

 

 

20
Mar17

Estiquei-me mas correu bem !


Runner Wannabe

Lá me estiquei... e participei na Mini Maratona Vodafone...mas a caminhar...

 

Foi oficialmente a primeira vez que participei em qualquer coisa deste género. A vontade de ir e não querer decepcionar A já eram uma só coisa, indistinta. Foi bom ter conseguido concluir a missão!

 

Festança, boa disposição e atletas de todos os naipes competitivos, povoaram e reinaram o asfalto - motivo pelo qual não me senti minimamente excluída, apesar de coxa. :) Tivesse havido uma equipa de “Caracóis Mancos” e lá estaria nas suas fileiras! Mas não havia, na realidade estavamos espalhados por toda a malha humana que compôs o mar de atletas que atravessou a Ponte e chegou a Belém...ok, na chegada a Belém concentramo-nos mais...hmmmm.... no último quarto do vasto batalhão de pernas e corações saltitantes - que de súbito me fizeram lembrar de papoilas...e desde já um agradecimento às gentes Sadinas!

 

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 A aguardar o "tiro" de partida.

 

 

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 Boa disposição, pão, vinho, chouriço, torresmos e até mesmo aguardente!

 

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Esta trupe de corredores-piqueniqueiros-com-cabeleiras-de-palhaços e cheios de boa disposição, ofereciam à malta da Meia - que do outro lado da grelha, aquecia - só coisinhas boas! Ainda gostava de saber como correu a prova ao Japonês que aceitou torresmos e chouriço assado, ou como terão sido os primeiros quilómetros do atleta que pensando tratar-se de água, fez um penalti quase de meio copo de aguardente!

É uma casa portuguesa, com certeza!

 

A. esteve bem disposto e igual a si mesmo, agitado, energético, de sorriso rasgado e...correu quase toda a prova! Pois é, foi um bravo e pelas minhas contas correu cerca de 6km! Para além da medalha de finisher que recebeu da organização, recebeu de mim o calduço parabenizador – e costumeiro - que na nossa linguagem quer dizer, “boa puto!”. Passámos boa parte do tempo na galhofa, mas percorridos  alguns metros da ponte, o puto descolou e só o voltei a encontrar...ao almoço! Não, não foi sozinho, foi com o seu pai, que não sendo corredor - nem amador - mostrou potencial! :)

 

O meu resumo é simples.

O plano foi sempre caminhar, e devo dizer que foi cumprido com exactidão milimétrica - o que não significa que não tenha sido fustigada, emocionalmente, pelos ventos laterais das gazelas que corriam! “Para a próxima...” repetia este “mantra”, sempre que era acometida pela tentação de correr - nem que fossem só alguns metros. Ainda bem que não cedi, porque a meio da ponte o tornozelo começou a queixar-se, nada que a diminuição do ritmo não tivesse resolvido. O pior foi quando tive de voltar a reduzir o ritmo lá para o final da ponte... temi que fosse o canto do cisne, mas a verdade é que me estava a meter a jeito de algo me acontecer! Lá me aguentei o resto do percurso e na chegada a Belém já não sentia qualquer sinal de dor (oh yeah!!!)

 

Em ritmo de passeio, estive do lado certo da barricada e fiquei muito, muito contente por ter cortado a linha de chegada com um tempo de 1hora e quase 45 min (não é preciso aplaudir!). Devo dizer contudo, que acho ter sido penalizada! Devia receber uma bonificação, pois a linha de chegada foi cortada a fintar os outros finishers que tamponavam a zona com poses – mais ou menos fotogénicas -  emolduradas pela meta e pelo cronómetro da corrida!

 

Entendo, mas se estivesse a tentar fazer algum tempo, tinha abalroado alguém!

 

Fica o aviso feito, camarada corredor! ;)

 

 

Seguiu-se a hidratação, o reforço de açucar (obrigado Olá!), prevenção de hipotermia (como se não estivesse calor) e a "esperada" consagração, através da cerimónia de entrega de medalhas - voluntários a distribuir medalhas, como se não houvesse amanhã! A despachar, a despachar!!!

 

Uma caminhada ainda mais lenta, levou-me até ao CCB (local de encontro com os amigos e seus amigos), enquanto me lambuzava com gelado e via a relva subtituida por rostos ruborizados, sorrisos, alguns princípios de empenos e só um, somente um atleta a fazer alongamentos...depois não querem!

 

 Uma ilustração próxima do estado em que cheguei ao CCB. A espalhar charme desde a década de 70.

 

Tornozelo continuava sem doer! Mas ainda estava quente, né?

 

Depois de passar 1 hora sentada -durante o almoço – recebo uma chamada e de forma muito automática - e mais ou menos educada - levantei-me da mesa para atender e não incomodar o pessoal. Só quando do outro da linha me perguntaram como estava, é que percebi, que apesar do pé já ter arrefecido, não havia dor! (yessss!). Não pulei, nem corri de contente – não é que não tivesse vontade – mas fiquei-me pela satisfação de estar melhor do que imaginava....ao ponto de pensar “vai na volta, o que o tornozelo já estava a precisar... era de carga!” (mais alguém nota o perigo que ensopa esta frase, ou sou só eu?).

 

De regresso a casa, fiz tratamento de mimo ao tornozelo-que-se-portou-bem, sem desprimor do seu congénere da direita-  não quero ser injusta contigo, tornozelo direito, tens amparado muito bem o mano! Após banho, uma merecida massagem e nada de abusos durante o resto do dia. Hoje não sinto qualquer tipo de sequela, aliás sinto-o mais forte que nos dias anteriores....estarei a alucinar, demasiado cedo para lançar foguetes?

 

Pronto é isto! Estive onde queria, com quem queria, a dar o máximo que podia. Foi uma manhã muito divertida e bem passada! Para o ano há mais, assim espero, de preferência sem estar limitada! :)

 

15
Mar17

Lesões 3 - Corridas 0


Runner Wannabe

A minha lesão no pé reincidiu e desta vez nem sei o que fiz! Já caminhava normalmente mas ainda não tinha reiniciado as corridas, dado que continuava a sentir um desconforto (sem dor),  no tornozelo. Sinto que dei dois passos de gigante à retaguarda - e isto não se trata do "mamãezinha dá licença?".

Ao fazer as contas por alto, estou há tanto tempo parada por lesão quanto o tempo que passei a correr. E não, não se trata da mesma lesão. Três tipos de lesão me pararam durante cerca de 3 meses. Agora que me volto a magoar (a lesão n.3 está a reincidir), não sei quanto tempo precisarei para recuperar...e isto começa a desgastar o ânimo.

Este espacinho foi criado para a minha corrida, mas mais parece um tratado de lesões e mazelas, até porque o score fala por si: Lesões 3 - Corridas 0. É verdade que as lesões fazem parte da corrida, mas bolas, estou mesmo farta de regressar à Estaca Zero...parece que tenho lugar cativo nesta bancada!

Não vou conseguir acompanhar A. na Mini Maratona, nem mesmo a caminhar -  não há condições. Estou decepcionada, vou decepcionar A. e por isso, mais decepcionada fico! Pelo andar da carruagem, não sei se terei pelo menos, condições para assistir à  Meia Maratona. Mas se conseguir, lá estarei a apoiar os atletas - prepararei cartazes de incentivo, nesse caso - pode ser que ajude alguém!

Está mais que visto que vou ter de voltar às mãozinhas mágicas do Sr. Urbano, para tentar exorcizar mais esta mazela (aiiiiiii!!!) e deixar a corrida para quem pode e não para quem quer! E isto é mesmo assim, só  corre quem pode!

 

Bons treinos,

Boas corridas,

Nada de lesões!

 

 

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