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Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

29
Mar17

Dói-Dói Bag


Runner Wannabe

Isto de estar sempre lesionada (só para o caso de alguém ainda não ter percebido este meu fado!), levou-me a pesquisar várias coisas: a) como é que esta máquina (corpo) está montada e funciona - principalmente ao nível do sistema muscular; b) exercícios para recuperar lesões e c) exercícios para prevenir lesões. Como estou sempre a recuperar de uma lesão e portanto a recorrer a um conjunto de itens, por uma questão prática, passei a juntá-los (quase todos)  num saco, a que chamo carinhosamente (sarcasticamente) de Dói-Dói Bag, ou  simplesmente, Bag.

 

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Aqui está o conteúdo do Dói-Dói Bag. Sim, é um rolo da massa!

 

Bola – para a fascia plantar não começar com ideias (ou ites)!

Rubber Band – super útil para adicionar resistência na execução de movimentos controlados (específicos).

Corda de “saltar-à-corda” - ajuda na execução de alguns alongamentos.

Ligadura Elástica – ajuda na estabilização de alguma articulação mais necessitada (sim tornozelo esquerdo, tem sido a tua segunda pele!).

Adesivo – não perguntem, ando sempre com adesivo!

Pomada analgésica – o conceito fala por si!

Saco de Gel: para fazer frio ou quente (fui tirá-lo ao congelador – este item não está fisicamente no saco....mas tem lá um lugar VIP sempre reservado, no Bag!)

Rolo da massa(gem): sim, aquela “alfaia” usada na cozinha! Este rolo já não tem utilidade na cozinha, obviamente,  serve agora de assistente às massagens da Banda Iliotibial – recomendação de um mestre em recuperação física. (PS: dói para caraças!)

 

Ainda tenho de adicionar uma embalagem de creme hidratante,  muito útil para diminuir o atrito durante as massagens.  Noutros tempos, possivelmente ainda lá meteria um canivete suiço, um rolo de fita adesiva (daquela larga, plástica e castanha) e um pacote de pastilhas elástica, tudo a la MacGyver, mestre do desenrasca...mas com a idade fiquei marginalmente mais pragmática!

 

Todos os dias uso um ou vários itens Dói-Dói Bag . Hoje por exemplo usei a bola, a ligadura elástica (estabilização) e a rubber band para alguns exercícios...ah, e o tornozelo teve direito a massagens (com as mãos, ão com o rolo!) por isso também usei o hidratante que ainda não reside oficialmente no Bag. E tudo isto, antes do “programa” de exercícios que estou a fazer! Trata-se de um combinado entre bicicleta, caminhada e uma rotina de reforço muscular (reforço muscular...quer dizer...estou mais a fazer a manutenção do tonus... do que a reforçar o que quer que seja!) - ainda assim, linda menina!

 

Hoje (e ontem também),  fiz 5km de bicicleta, 4km de caminhada (lenta, até para os meus padrões) e uma rotina de reforço muscular, tudo pain free!!! Progressivamente vou adicionar distância, espero não exagerar (e eu que nem sou "nada" dada a exageros!).

 

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 Cavalinhos nunca são demais!

 

Por uma questão de precaução, levo comigo bastões de caminhada, para no caso de sentir dor, ter como aliviar a carga no pé... até estar a salvo!

 

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 Não, não se trata de uma catana! São os bastões de caminhada, que geralmente levo numa mochila.

 

Pronto, está apresentado o meu Dói-Dói Bag, talvez haja quem use gavetas, prateleiras, eu uso um saco!  É portátil e onde está um dos itens...estão (quase) todos os outros!

 

E agora toca de arrumar tudo!

 

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 Tudo para dentro do Bag!

 

Bons treinos e boas corridas, pessoas-não-lesionadas!

Boas recuperações, futuras pessoas-não-lesionadas!

 

 

 

24
Mar17

Caminhar, antes de correr!


Runner Wannabe

Já estou parada há muito tempo e a lesão vai melhorando pouco a pouco. O mestre das mãozinhas mágicas tem agenda cheia até 2018 - estou a exagerar - mas vou ter que esperar uns dias....valentes, até que me ponha as mãos em cima - literalmente! Entretanto aconselhou-me a fazer massagens e gelo....e eu...vou fazendo...umas caminhadas também!

 

Um olhar sobre o passado recente.

Não é preciso recuar muito...basta um ano, para melhor perceber em que condições físicas comecei nas primeiras corridinhas versus a minha condição actual, após  lesões consecutivas.

 

Há um ano - por esta altura - baixou em mim a possibilidade de concretizar um desejo que já contava com alguns anos. Ir a Santiago de Compostela, a pé. Caminhar não era a minha cena, a minha cena era....bicicleta (BTT). Não que fizesse grandes quilometragens....hmmm...a contar com o fim-de-semana....talvez pedalasse uns 50km semanais (mais coisa menos coisa), ritmo que mantinha há cerca de 3 anos. Era assim que me mantinha em forma e estava em contacto com a natureza - sem contar com a minha hortinha, claro! Ora foi por esta altura (Março de 2016), que comecei a planear, a pesquisar e a confrontar-me com um conjunto de aspectos importantes a ter em conta, no projectar de uma viagem destas: condição física, condição mental e aspectos logísticos. Cedo percebi que era a dimensão física que teria de começar a trabalhar mais cedo. E assim começaram as primeiras caminhadas, que a pouco e pouco foram substituindo a bicicleta, até porque caminhar é moroso - não haveria tempo para ambas as actividades.

 

Adianto que no último mês de preparação, caminhava com a mochila a pesar o peso recomendado para este tipo de caminhadas (10% do peso do caminhante - no meu caso essa percentagem traduziu-se em 6kg). A carga da mochila e as distâncias das caminhadas, foram aumentando progressivamente e nas últimas 2/3 semanas de preparação, já caminhava cerca de 20km (pelo menos 2 vezes por semana) e com longuinhos de 25 a 30km, no fim-de-semana.

 

Para diminuir o impacto - temporal - de longas caminhadas, começava a caminhar ainda escuro, porque as caminhadas são mesmo time-consuming  - e também porque o calor começava a apertar o seu torniquete (principalmente nas caminhadas de fim-de-semana).

 

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 26 de Julho, 6:34, a 4km do ponto de partida - tinha de sair mesmo cedo! 

 

A viagem começou no Porto, a 5 de Julho e terminou 11 dias depois em Santiago de Compostela. Imensas histórias, aprendizagens e momentos muito bonitos. Foi uma experiência muito especial e que tem lugar cativo nas minhas memórias. Experimentem, a sério! Vale bem a pena!

 

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Sé do Porto, onde adquiri a credencial  do peregrino - documento que é carimbado ao longo do Caminho, atestando a nossa passagem pelas várias etapas e que permite entrada em albergues.Planeei a viagem sozinha e preparei-me física e mentalmente para a fazer sozinha. Claro que estava uma pilha de nervos. Chamaram-me doida, tentaram-me dissuadir... não resultou!

Doideira é fazer...triatlos e ultra-maratonas e ultra trails e coisas assim! :)

 

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Não, não é só caminhar por estrada ou estradões, também há disso...e disto!

 Companheiro de parte da etapa - Ponte de Lima a Rubiães (etapa 4). Estavamos a subir  o Alto da Portela Grande (405m). Mark, dos EUA, encontrou-me mesmo ao início desta... subida-parte-pernas...e costas...e tudo o resto. A 1.ª metade desta etapa fi-la sozinha, mas em boa hora tive companhia para esta empreitada, o Caminho encarregou-se de providênciar (alguns saberão do que falo)! Obrigada pela ajuda Mark, sei que não lês este blog,  mas não faz mal! Esta subida deixou uma mazela num pé que condicionou as etapas seguintes. É escusado dizer que caminhadas/treino não incluíram escalada ou caminhos com desnível...sou uma borda-de-água, caminhava pelas  lezírias, o pézinho não estava habituado a este tipo de esforço e cedeu.

 

 

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 Sim, é a bandeira!

Uns dias antes, Etapa 2  (Vilarinho - Barcelos) 7 de Julho, 6:43. Neste dia caminhei com uma peregrina da República Checa, que me tirou esta foto. Aqui estávamos prestes a atravessar a Ponte do Zameiro, Vila do Conde.

Portugal tinha jogado na noite anterior e ao bater País de Gales, estava na final do Euro!!! Pronto...entusiasmei-me e toca de cobrir a mochila com a nossa bandeira!  Grata a todos os condutores que me buzinaram! Peregrinos franceses e alemães acharam piada (no german and french way). Os peregrinos das outras nacionalidades davam-me os parabéns, que em nome de todos nós, agradeci de forma solene e sentida!

Três dias depois, Rubiães - Valença (etapa 5), corria o dia 10 de Julho. Fui a primeira peregrina a chegar ao Albergue de S. Teotónio (Valença). Tinha tempo e condição, apesar de lesionada, de entrar em terras de Espanha e ficar em Tui, mas era o dia da Final do Euro e Portugal defrontava França. Tive sempre muito presente - durante toda a viagem -  que precisava de estar em terras lusas quando Portugal jogasse, por isso decidi ficar em Valença. Este é um dos episódios que marcou a viagem, do qual falarei em pormenor noutra ocasião.

Resumindo este parentesis....enorme ... foi novamente com a bandeira a envolver a mochila, que no dia 11 de Julho, entrei em terras de Espanha, com Portugal sagrado Campeão Europeu!  Talvez tenha sido um pouco mete-nojo, mas saía-me orgulho por todos os poros! Não há fotos, porque caminhava sozinha e eu e as selfies...nahhh. Mas olhem o que estava escrito na ponte internacional de Valença (no lado português da ponte).

PS: os hermanitos deram-me os parabéns por diversas vezes, sublinhando a lição que demos nos franciús!

 

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 Apesar de rumar a Espanha, estava desertinha para olhar para os melões dos franceses! Pronto já não falo mais disto. fica para outra altura.

 

Depois de regressar dessa epopeia - sim, este post não é sobre a peripécias a Caminho de Santiago! - e descomprimir durante uns dias, continuei a sentir a necessidade de caminhar.  Surge o Agosto e com ele um pouco de praia. As caminhadas continuavam pela praia...nos intervalos das sessões de alarvamento de Bolas de Berlim (de farinha de alfarroba)!Passo um ano sem comer bolas de Berlim...mas na praia transfiguro-me....como imenso e faz parte da dieta 2 bolas de berlim por dia! Sim...uma é manifestamente pouco ....duas não é suficiente para fazer face à gula...mas tem de haver um limite...certo?

 

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Esta não é de alfarroba...essas não têm tempo de ser imortalizadas em fotografia! (Sim, com creme! Que pergunta é essa?!)

 

E foi precisamente na praia, durante uma caminhada-para-queimar-a-bola, que inspirada talvez pelos corredores de praia - alguns mais gazelas de beira-mar que outros -  decidi correr umas dezenas de metros. Ia morrendo! A meta foi entrar mar a dentro e mergulhar!

(voltei a falar de corrida! yeyyy!!!)

 

Quando regressei de terras algarvias, continuei a fazer caminhadas, mas para ter o mesmo kick (de endorfinas imagino eu), teria de passar muitas horas a caminhar. É que 10/12 km...sabiam a nada, mas fazer caminhadas de 20... já não eram compatíveis com nada! Foi quando comecei a pensar mais seriamente acerca de corrida, trail especificamente, dado que queria manter o contacto com a natureza, queimar caloria e continuar a fazer exercício físico menos time consuming - não sei porque não regressei à bicicleta...não senti o chamamento, acho eu!

 

Comecei a correr nos últimos dias de Agosto, de forma muito tímida  - e sofrida - a fazer as primeiras centenas de metros a correr e a pensar que morreria antes de as concluir! (No Início)

 

Grande história esta... e já meteu Santiago de Compostela, Seleção Nacional e Bolas de Berlim...maravilha! Tudo para dizer, que apesar dos episódios de "é desta que me fico", tinha na altura o organismo mais preparado para o esforço (bicicleta e muita caminhada em cima do lombo e pernas e tendões e no resto), do que hoje. Se por um milagre esta lesão passasse agora, acho que não aguentaria mais que 10 minutos a correr...vá... 12 minutos  antes de precisar de um desfribilador!

 

É verdade que estou lesionada, mas estou parada há tanto tempo que se não começar devagar (leia-se começar por caminhada), vou lesionar novamente! (não consigo parar de me queixar, sorry qualquer coisinha!). Portanto nos próximos tempos, as eventuais publicações terão a ver com experiências de caminhada, pedaladas, evoluções da lesão e quem sabe sobre temas menos interessantes, mas que me esforçarei para que se relacione com corrida, mesmo que remotamente, isto é, vou encher chouriços, até que tenha alguma coisa verdadeiramente interessante para dizer...sobre corrida!

 

E por falar em Seleção, amanhã joga Portugal!!!

E quem já foi procurar o cachecol (respeitinho que já tem 24 anos!), para amanhã ir trajada a rigor e assistir ao Portugal - Hungria, na casa que amanhã é de todos nós, mas mais um bocadinho dos aficionados do clube do meu coração? (ía ficando sem fôlego!)

 

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 Fiel companheiro!

 

Pronto....oficialmente o post mais estranho que escrevi!

 

 

 

20
Mar17

Estiquei-me mas correu bem !


Runner Wannabe

Lá me estiquei... e participei na Mini Maratona Vodafone...mas a caminhar...

 

Foi oficialmente a primeira vez que participei em qualquer coisa deste género. A vontade de ir e não querer decepcionar A já eram uma só coisa, indistinta. Foi bom ter conseguido concluir a missão!

 

Festança, boa disposição e atletas de todos os naipes competitivos, povoaram e reinaram o asfalto - motivo pelo qual não me senti minimamente excluída, apesar de coxa. :) Tivesse havido uma equipa de “Caracóis Mancos” e lá estaria nas suas fileiras! Mas não havia, na realidade estavamos espalhados por toda a malha humana que compôs o mar de atletas que atravessou a Ponte e chegou a Belém...ok, na chegada a Belém concentramo-nos mais...hmmmm.... no último quarto do vasto batalhão de pernas e corações saltitantes - que de súbito me fizeram lembrar de papoilas...e desde já um agradecimento às gentes Sadinas!

 

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 A aguardar o "tiro" de partida.

 

 

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 Boa disposição, pão, vinho, chouriço, torresmos e até mesmo aguardente!

 

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Esta trupe de corredores-piqueniqueiros-com-cabeleiras-de-palhaços e cheios de boa disposição, ofereciam à malta da Meia - que do outro lado da grelha, aquecia - só coisinhas boas! Ainda gostava de saber como correu a prova ao Japonês que aceitou torresmos e chouriço assado, ou como terão sido os primeiros quilómetros do atleta que pensando tratar-se de água, fez um penalti quase de meio copo de aguardente!

É uma casa portuguesa, com certeza!

 

A. esteve bem disposto e igual a si mesmo, agitado, energético, de sorriso rasgado e...correu quase toda a prova! Pois é, foi um bravo e pelas minhas contas correu cerca de 6km! Para além da medalha de finisher que recebeu da organização, recebeu de mim o calduço parabenizador – e costumeiro - que na nossa linguagem quer dizer, “boa puto!”. Passámos boa parte do tempo na galhofa, mas percorridos  alguns metros da ponte, o puto descolou e só o voltei a encontrar...ao almoço! Não, não foi sozinho, foi com o seu pai, que não sendo corredor - nem amador - mostrou potencial! :)

 

O meu resumo é simples.

O plano foi sempre caminhar, e devo dizer que foi cumprido com exactidão milimétrica - o que não significa que não tenha sido fustigada, emocionalmente, pelos ventos laterais das gazelas que corriam! “Para a próxima...” repetia este “mantra”, sempre que era acometida pela tentação de correr - nem que fossem só alguns metros. Ainda bem que não cedi, porque a meio da ponte o tornozelo começou a queixar-se, nada que a diminuição do ritmo não tivesse resolvido. O pior foi quando tive de voltar a reduzir o ritmo lá para o final da ponte... temi que fosse o canto do cisne, mas a verdade é que me estava a meter a jeito de algo me acontecer! Lá me aguentei o resto do percurso e na chegada a Belém já não sentia qualquer sinal de dor (oh yeah!!!)

 

Em ritmo de passeio, estive do lado certo da barricada e fiquei muito, muito contente por ter cortado a linha de chegada com um tempo de 1hora e quase 45 min (não é preciso aplaudir!). Devo dizer contudo, que acho ter sido penalizada! Devia receber uma bonificação, pois a linha de chegada foi cortada a fintar os outros finishers que tamponavam a zona com poses – mais ou menos fotogénicas -  emolduradas pela meta e pelo cronómetro da corrida!

 

Entendo, mas se estivesse a tentar fazer algum tempo, tinha abalroado alguém!

 

Fica o aviso feito, camarada corredor! ;)

 

 

Seguiu-se a hidratação, o reforço de açucar (obrigado Olá!), prevenção de hipotermia (como se não estivesse calor) e a "esperada" consagração, através da cerimónia de entrega de medalhas - voluntários a distribuir medalhas, como se não houvesse amanhã! A despachar, a despachar!!!

 

Uma caminhada ainda mais lenta, levou-me até ao CCB (local de encontro com os amigos e seus amigos), enquanto me lambuzava com gelado e via a relva subtituida por rostos ruborizados, sorrisos, alguns princípios de empenos e só um, somente um atleta a fazer alongamentos...depois não querem!

 

 Uma ilustração próxima do estado em que cheguei ao CCB. A espalhar charme desde a década de 70.

 

Tornozelo continuava sem doer! Mas ainda estava quente, né?

 

Depois de passar 1 hora sentada -durante o almoço – recebo uma chamada e de forma muito automática - e mais ou menos educada - levantei-me da mesa para atender e não incomodar o pessoal. Só quando do outro da linha me perguntaram como estava, é que percebi, que apesar do pé já ter arrefecido, não havia dor! (yessss!). Não pulei, nem corri de contente – não é que não tivesse vontade – mas fiquei-me pela satisfação de estar melhor do que imaginava....ao ponto de pensar “vai na volta, o que o tornozelo já estava a precisar... era de carga!” (mais alguém nota o perigo que ensopa esta frase, ou sou só eu?).

 

De regresso a casa, fiz tratamento de mimo ao tornozelo-que-se-portou-bem, sem desprimor do seu congénere da direita-  não quero ser injusta contigo, tornozelo direito, tens amparado muito bem o mano! Após banho, uma merecida massagem e nada de abusos durante o resto do dia. Hoje não sinto qualquer tipo de sequela, aliás sinto-o mais forte que nos dias anteriores....estarei a alucinar, demasiado cedo para lançar foguetes?

 

Pronto é isto! Estive onde queria, com quem queria, a dar o máximo que podia. Foi uma manhã muito divertida e bem passada! Para o ano há mais, assim espero, de preferência sem estar limitada! :)

 

15
Mar17

Lesões 3 - Corridas 0


Runner Wannabe

A minha lesão no pé reincidiu e desta vez nem sei o que fiz! Já caminhava normalmente mas ainda não tinha reiniciado as corridas, dado que continuava a sentir um desconforto (sem dor),  no tornozelo. Sinto que dei dois passos de gigante à retaguarda - e isto não se trata do "mamãezinha dá licença?".

Ao fazer as contas por alto, estou há tanto tempo parada por lesão quanto o tempo que passei a correr. E não, não se trata da mesma lesão. Três tipos de lesão me pararam durante cerca de 3 meses. Agora que me volto a magoar (a lesão n.3 está a reincidir), não sei quanto tempo precisarei para recuperar...e isto começa a desgastar o ânimo.

Este espacinho foi criado para a minha corrida, mas mais parece um tratado de lesões e mazelas, até porque o score fala por si: Lesões 3 - Corridas 0. É verdade que as lesões fazem parte da corrida, mas bolas, estou mesmo farta de regressar à Estaca Zero...parece que tenho lugar cativo nesta bancada!

Não vou conseguir acompanhar A. na Mini Maratona, nem mesmo a caminhar -  não há condições. Estou decepcionada, vou decepcionar A. e por isso, mais decepcionada fico! Pelo andar da carruagem, não sei se terei pelo menos, condições para assistir à  Meia Maratona. Mas se conseguir, lá estarei a apoiar os atletas - prepararei cartazes de incentivo, nesse caso - pode ser que ajude alguém!

Está mais que visto que vou ter de voltar às mãozinhas mágicas do Sr. Urbano, para tentar exorcizar mais esta mazela (aiiiiiii!!!) e deixar a corrida para quem pode e não para quem quer! E isto é mesmo assim, só  corre quem pode!

 

Bons treinos,

Boas corridas,

Nada de lesões!

 

 

10
Mar17

Eu tenho dois amores.


Runner Wannabe

 Com a paragem forçada durante os meses de Dezembro e Janeiro – por causa da ITB e problemas musculares – deixei de parte uma outra actividade cuja a estima é bem mais antiga que a corrida,  que me preenche não direi de igual modo, mas de um modo completamente diferente. Tenho dois amores e não questiono de qual gosto mais. São diferentes, gosto de ambos e ambos me ampliam e agora talvez se complementem!

 

Nunca antes trouxe esse meu interesse à baila, porque decidi que este espacinho seria só para a corrida e para os meus ataques de coitadice (mazelas, maleitas e respectivos queixumes). As limitações que me impediram de treinar, também vi impediram de (segurem-se), hortar! Tenho uma pequena horta, à qual regressei após esta longa paragem e que agora - pouco a pouco - resgato do matagal de infestantes (ervas), que sufocam as culturas de Outono.

 

Porque falo disso agora? Porque agora que regressei à horta, percebo como pode dar importantes contributos  à corrida. Como? Hortar proporciona oportunidades para efectuar reforço muscular e alongamentos! Não, não estou a brincar. Os trabalhos mais comuns numa horta são: tirar infestantes (ervas) à mão; sachar; ancinhar e regar. Com estas tarefas, o  trem superior é amplamento solicitado, com a região lombar a dar o litro e mais uma pinga. Regar a balde ou regador - por exemplo - desde que com o mesmo peso em ambos os braços e proceder ao seu levantamento resguardando a zona lombar - é seguro e trabalha variadíssimos grupos musculares. Mas onde noto mais diferença é nos braços e ombros! (Hulk, não te ponhas a pau, não!). No trem inferior, os músculos que mais sinto trabalhar são os da coxa (posteriores). Claro que é preciso equilibrar a intensidade, as repetições e amplitude de movimentos, nesse sentido é essencial: 1) estar atenta à mecânica dos movimentos e corrigir as posturas, 2) monitorizar a quantidade de esforço feita à esquerda que deve ser compensada à direita (e vice-versa); e 3) não permanecer mais que 15 minutos a fazer o mesmo tipo de esforço, isto é, alternar com outras tarefas. Ter noção das exigências musculares a que me sujeito ajudam-me a antecipar possíveis riscos de lesão - coisa para a qual agora estou mais que atenta. Deste modo, também posso seleccionar exercícios específicos que compensem grupos musculares menos solicitados, de modo a permitir o desenvolvimento e fortalecimento da musculatura, de forma equilibrada. Resolvi também fazer uma pequena sessão de alongamentos, antes de uma sessão deste tipo de "reforço muscular", para não apanhar o corpo desprevenido e evitar que faça mais uma birra!

 

Cuidar de uma horta dá-me um prazer imenso, mas não vou tirar a magia deste tipo de trabalho com uma obsessão pelas questões biomecânicas na execução das tarefas que lhe são inerentes. O que não quero é voltar a lesionar-me e qualquer um destes dois amores podem-me encostar à berma (talking about tough love).

 

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                        Cada amor exige o seu sapato (sim, tenho um sapato de corrida com cor-de-rosa...

                                                  isso é toda uma outra história!)

 

Aproveito para dizer que a minha horta está livre de qualquer tipo de fitofármaco, isto é, não são usados químicos de síntese. Recorro a técnicas alternativas e por isso o que produzo é de qualidade semelhante ou mesmo superior aos produtos biológicos certificados!

 

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                                 Alho francês e beterraba cheios de bom aspecto, acabadinhos de tirar da terra!

 

 

01
Mar17

Convite em dia de Carnaval - Mini


Runner Wannabe

 

O entusiasmo do meu amigo A. continua em alta. E de tanto insistir comigo, prometi-lhe há umas semanas, que quando estivesse em forma participaríamos numa prova.

Com o regresso aos treinos - depois de longa pausa - apontei baterias para uma caminhada que integra o III Trail de Almeirim, a 19 de Março. O plano era caminhar metade do caminho e correr a outra metade, mas entretanto magoei o pé - que está a melhorar devagarinho. A. nunca chegou a saber deste plano.

 

28 de Fevereiro...14:30...ish

 

Enquanto a maioria das pessoas andava na folia do Carnaval ...ou a recuperar da folia do Carnaval, moi même, estava de olhar esmorecido entre as datas de provas em que gostaria de participar... e o meu pé enfaixado. Risquei definitivamente o dia 19 de Março da agenda (post it) de participações-em-caminhadas-corridas-trails-e-afins. Fiquei triste por não cumprir a promessa a A., mas aliviada por não lhe dar cabo das expectativas - se o tivesse feito acreditar que finalmente íamos correr numa prova “oficial”.

Procurei online por sites que me mostrassem o calendário de provas de 2017 ( joaolima.net) e rabisquei num post it 3 datas de trails. Suspirei a olhar para elas e fui arejar os pensamentos, para não me consumir em pena pela minha condição de lesionada, cujo somatório já dura há quase tanto tempo quanto a de não lesionada (desde que comecei a correr, claro)!

 

28 de Fevereiro....19:10...ish

 

A. apareceu cá em casa - no seu típico estado energizado - a avisar-me que a sua mãe tinha-me telefonado várias vezes para me fazer um convite. Pensei que fosse partida de A., mas de facto tinha chamadas não atendidas no telemóvel...que estava no silêncio. Telefonei, e como A. tinha dito, surgiu um convite, mais especificamente, um convite para participar na Mini Maratona Vodafone no próximo dia...19 de Março! A. assistiu ao telefonema e portanto sabia o argumento que estava a dar para declinar o convite, que basicamente se resumia ao estar com o pé bastante limitado por causa de um tendão inflamado. Ainda assim, em modo receoso - de uma resposta negativa – perguntou-me: Vens correr comigo dia 19? Disse-lhe que não, e voltei a explicar a razão. O seu estado energizado desapareceu, baixou os olhos que tinham perdido o brilho e fez um sorriso nervoso, assimétrico e carregado de decepção. Agora além do pé que doía, tinha um valente nó no estômago. A. dirigiu-se para a porta sem dizer uma palavra. Várias coisas me passaram pela cabeça naqueles segundos e já nenhuma se referia a lesões - Espera A., espera! Eu vou contigo, vamos correr juntos. Se não conseguir correr, vou a andar. A. afastou-se da porta e disse - “A sério? Isso é brutal! Iluminou-se outra vez, tipo árvore de Natal, pediu que repetisse o que tinha dito e correu porta fora tipo mini tornado!

 

Para os corredores a sério  que participarem na meia maratona ou na mini, prometo esgueirar-me para uma das beiras, para ninguém ter me fintar. E se virem alguém coxo com uma t-shirt a dizer “Veículo em Marcha Muito Lenta”, digam olá!

 

 

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