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Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

14
Jul17

Comichãozinha


Runner Wannabe

Treino de ontem

 

Não meti os pés na ciclovia – ando um bocado farta daquilo!

Gizei de véspera um trajecto de  6,8km, pouco ou nada monótono (comparado com a ciclovia), com descidas e subidas não muito acentuadas, às quais corpo & alma responderam em uníssolo!

Fiz aquilo que a malta entendida nestas coisas, chama  de corrida de “trás para a frente”, apenas com quebra entre o km 5 e 5,5 - tratou-se de um segmento com 3 "lombas" consecutivas, onde acabei por abrandar consideravelmente!

Como de costume, os primeiros quilómetros são sempre os mais lentos, mas lá fui gerindo as informações que o corpo me ia dando e acho que desta vez fiz um bom trabalho! 

 

 

 

Aqui estão algumas cifras do treino.

 

5F – 13/07/2017

Km

Ritmo

1

06:58

2

06:55

3

06:49

4

06:33

5

06:26

6

06:41 (lombas!)

6,8

06:08

Ritmo médio: 6:39min/km

 

 

Uma novidade. 

Usei pela primeira vez um cinto de hidratação - já que não ia passar pelo mesmo sítio, vezes sem conta! O referido acessório tem uma pequena bolsa, uma "cartucheira" para os saquinhos de gel e um compartimento para um bidon com capacidade para 0,5L.

Fora de questão - por agora - andar com 0,5L às costas! Que fiz eu então? Basicamente meti em práctica as minhas skills de fada do lar (costureira) e "estrangulei" o espaço do bidon, para ajustar garrafas de 125ml a 250ml, para que não saltassem no -  e do - compartimento! O estrangulamento foi um sucesso!

Acabei por levar uma garrafa de 125ml, que regressou meia para casa! Já tinha dito que não bebo muito água durante a corrida? Onde gasto água - se a tiver - é a refrescar-me. De outro modo, se levar um bidon de 0,5L, bebo 75ml e tomo banho com o resto!

E como me adaptei ao peso e à sensação de ter uma coisa agarrada a mim? 

Passados 100m já não o sentia! Maravilha! :)

 

Nota: naturalmente bebo pouca água, mas desde que recomecei a correr tenho tido mais cuidado. A minha hidratação diária foi reforçada, com especial destaque para o dia anterior ao treino. Nos dias que corro, sinto mais sede - e fome - que o habitual, acabando por beber mais água, pois claro! Portanto...seja porque vá correr ou porque já corri, agora hidrato-me muito melhor! Obrigado corrida!

 

Portanto foi um bom treino - que me deixou bem mais contente que o de Domingo, e experimentei o cinto de hidratação, experiência que correu melhor do que esperado!

Só boas notícias? Não há nada para chatear?

 

Claro que há!

 

Quando arrefeci da corrida.... comecei a sentir uma "comichãozinha" na parte interna do tornozelo esquerdo. Suspeitei que o meu músculo manhoso (tibial posterior), estivesse tenso e por via das dúvidas, fui bisbilhotar. E como suspeitei que o problema estava no músculo? "Dois meses a virar frangos"!

 

Que encontrou ela (eu), afinal ?

Encontrei um ponto de tensão ligeiramente doloroso após compressão, aka um-nó-que-se-está-a-formar-e-tem-de-ser-desfeito-antes-que-"reproduza"! Apliquei logo uma primeira dose de massagens, sobejamente familiares, e entre ontem e hoje, mais duas doses. Parece que a coisa está a entrar nos eixos! :)

Está visto que não posso baixar a guarda!

 

Mas afinal o que poderá ter acontecido?

Exagerei na carga?

 - Talvez.

O ritmo foi demasiado puxado?

 - Não achei, pulmão acomodou bem, músculos também e ainda fiquei com bastante energia nos "tanques"!

O trajecto foi mais desafiador?

 - Isso foi, mas nada que me fizesse cuspir um pulmão!

 

Mas aconteceu alguma coisa de diferente do habitual?

 - Ah, pois aconteceu!

 

Aqui o je, consultou de véspera o site do IPMA, cujas previsões apontavam para uma temperatura máxima de 40ºC, para o dia seguinte! Pela experiência que tenho, nesses dias começa a aquecer muito cedo, portanto se queria escapar a algum calor tinha de levantar mais cedo...

Ainda não sei bem como me arranjei, mas atrasei-me imenso e para não perder mais tempo, que fiz? Achei que prescindir do aquecimento - que faço religiosamente antes de qualquer corrida (5'-7' de jogging +10' de alongamentos),  - era uma ideia razoável!!!

 

Se isto não era um calduço bem aplicado...ou dois!!!

 

           

Não consigo determinar, se este foi o factor que mais contribuiu para a "comichãozinha" no tornozelo e o ponto de tensão no músculo...mas suspeito que terá contribuído!

 

Ok, mais uma evidência para não abrir excepções aos aquecimentos!

 

Pelo andamento da carruagem não me parece que haja necessidade de cancelar treino de Domingo, mas reduzir a categoria de longo para médio, é uma possibilidade.

Mas devo dizer, que não estou sequer stressada! (e isto também é uma novidade....ou será habituação?)

 

Boas corridas!

 

 

 

09
Jul17

10km...yey...


Runner Wannabe

Hoje completei 10km, pela primeira vez.

 

Se estou contente?

Sim, estou....mas ao mesmo tempo estou em modo "no big deal, seriously".

 

Há precisamente 2 meses, estava a reiniciar as corridas, depois de meses de paragem devido a lesões. Hoje, completei 10K (em 1:07:57), sem dores,queixume ou lesão. Devia estar a dar pinotes de contente, não é?

 

 

Mais ou menos assim...ou nesta linha.

 

 Pois...mas não !

 

 É mais isto.

 

Apesar do conseguido, o treino foi muito mal gerido, dado que apertei demasiado no 2.º e 3.º quilómetros, tendo ficado com a respiração descontrolada até ao 5.º. Depois, foi aguentar o desgaste precoce e gerir o resto da corrida.

 

 Tenho a perfeita noção que se tivesse tido juízo, teria feito melhor tempo! Pormenor a corrigir!

 

Que venham mais treinos...e outro humor, já agora!

 

Boas corridas!

 

08
Jul17

Ao grunho que me rasou!


Runner Wannabe

 

Há pessoas que respeitam os ciclistas, outros não! 

 

As que respeitam, entendem e compreendem um conjunto de medidas que tentam salvaguardar....coisa pouca: vidas! Os que não respeitam, fazem ricochete entre  a crença de que "não vai acontecer nada" e uma quase certeza de que "ninguém me vai multar"! Ora, seguir a crença de que "não vai acontecer nada", é basicamente jogar à roleta russa...mas com a vida de outra pessoa! Já o "ninguém me vai multar", é quase uma certeza absoluta, a menos que o ciclista leve câmara e consiga produzir uma prova, que esclareça qualquer tipo de testemunho!

 

Uma das novas regras do código da estrada, estabelece que a ultrapassagem garanta 1,5m de distância entre veículo motorizado e o velocípede - como se estivesse a dar uma novidade a alguém!

 

Assim...

 

 

Hoje numa recta com boa visibilidade, fui ultrapassada por 5 automóveis. O primeiro, uma carrinha tipo Ford Transit (uma autêntica banheira), respeitou a distância de segurança – aquela que tem como objectivo servir a segurança dos ciclistas! Já o segundo automóvel, um Opel Corsa (carro ligeiro e de reduzidas dimensões, comparativamente), não me fez uma ultrapassagem, simplesmente rasou a bicicleta!!! O Grunho! Se se tratasse de um corte de cabelo, teria sido um pente 1!

Os restantes 3 ligeiros repetiram a qualidade da ultrapassagem feita pelo primeiro veículo e salvaguardam a minha segurança! Obrigada condutores conscienciosos!

 

Senhor condutor do Opel Corsa, espero que tenha visto pelo retrovisor o gesto que lhe dediquei! Apetecia-me usar a duas mãos para enfatizar a minha dedicatória, mas não era seguro, foi só mesmo com uma! Dediquei o gesto a si e a todos os condutores que não respeitam os ciclistas...porque o escolhem fazer e nem sequer correm o risco de serem multados – não há brigadas de trânsito a cada 100m!

 

De cada vez que não respeita esta regra, está a colocar em risco a segurança e a vida de quem se desloca em cima de um veículo de duas rodas (não motorizado), que vai em esforço, sujeito ao desequilíbrio, deslocações de ar, mais suscetível às irregularidades do piso e em caso de queda, não tem cinto de segurança ou uma estrutura que contenha grande parte do impacto. 

 

Ao cairmos, podemos fazê-lo para fora da estrada, onde encontramos separadores, árvores, pedras, terreno irregular, canas, desníveis, valetas, vedações, arame farpado, postes, automóveis estacionados, outras pessoas, etc. E o que nos separa do impacto... é vestuário de lycra e um capacete! Se cairmos para dentro da estrada...existem 2 cenários prováveis. Se nenhum carro vier atrás...ficamos estendidos no asfalto, sabe-se lá em que estado; se vier um carro atrás, pode passar-nos por cima!

 

Percebido até aqui?

 

Agora senhor condutor do Opel Corsa que me fez uma razia, imagine que não era eu que ia em cima da bicicleta, imagine que era o seu filho, ou filha, o seu irmão, irmã, esposa, amigo, pai, mãe ou sobrinho! Mas se isso não chegar, seu grunho, imagine-se a si, a ver e a sentir a sua segurança, integridade física e vida, a serem ameaçados por um condutor – que tal como você fez hoje – desconsiderou uma coisa tão básica, como o respeito pela vida humana!

 

Que este tipo de situação nunca lhe aconteça, nem a si, nem aos seus, nem a mais ninguém, grunho!

 

A distância de segurança não é 20cm, 30cm, ou um “acho que já dá” ou “afinal é uma bicicleta”! São 1,5m, porra! E não é uma bicicleta, sua besta, é uma pessoa em cima de uma bicicleta! P-E-S-S-O-A!

Se não der para garantir esta margem de segurança, não ultrapasse, aguarde por uma oportunidade melhor, como gostaria que fizessem consigo ou algum dos seus, ou simplesmente outro ser humano! 

 

Não jogue à roleta russa com uma vida, que não a sua!

 

 

A ponderar mandar fazer uma t-shirt...

 

02
Jul17

Resumo


Runner Wannabe

 

No Domingo passado completei 8,5km. Durante todo o percurso o corpo pediu para parar, mas a cabeça teimou no contrário. Arrastei-me por teimosia, por desafio...já não sei!

 

E no dia seguinte? Ui, ui! No dia seguinte, mais cansaço, com  a pressão arterial baixíssima e com a sensação que morava num corpo estranho, sensação esta que foi desaparecendo ao longo do dia - felizmente - porque estava a ser mesmo muuuuito estranho.

Cansaço acumulado, conclui! 

 

O treino de 3ª.F – que se pretendia ser de recuperação – foi curto e lento, mas nem por isso de recuperação! Foram 4km no total, mas com uma primeira metade cunhada por notórias dificuldades em controlar a respiração. Sentia-me cansada, pesada e ofegante - que trio! Depois lá consegui encontrar o ritmo que me deixou respirar com alguma eficiência, o que me permitiu terminar o treino, com um pequeno resíduo de brio atlético!

 

Com a 5ª.F veio o treino “rápido” da semana (curto e rápido).

Sentia que tinha recuperado energia, mas não sabia como estavam os "tanques".

O objectivo era simples, 4km a um ritmo mais puxadinho, simples não é? Pois, mas nada feito! Aos 3km tive de travar a fundo, para não perturbar uma matilha de cães, ok...eram só 3, mas eram grandes, sem dono à vista e que podiam facilmente decidir vir no meu encalço! Quebrei o melhor de todos os ritmos alcançados e fui obrigada a caminhar calmamente, durante uns 40m, até dobrar uma curva e sair do raio de visão dos bichos! Bem que retomei a corrida, mas o meu corpo não estava a seguir as ordens de comando, ou incentivo, não estava a reagir. Parei aos 3,4km, feitos a 6:10/km (gaita, estava a voar!), acalmei a auto-censura e acabei por fazer mais 2km a 7:10min/km, porque estava fora de questão ir para casa  só com 3,4km no bolso!

O que seria um treino rápido e curto, acabou por se transformar num treino curto mas “misto”. Voei, travei a fundo, tentei embalar e acabei quase em modo jogging (para mim!).

 

No final de 5ª.F fui acometida por uma tensão um tanto ou quanto impeditiva, na região lombar - vulgo cruzes - que piorou no dia seguinte. O treino agravou uma pequena tensão que não considerei ser algo que pudesse evoluir para uma rigidez que me impedia de fazer coisas tão simples como chegar com a ponta dos dedos das mãos, aos dedos dos pés...ficava-me aí pelo joelho...mais coisa, menos coisa! Por entre "quente", alongamentos e resguardo nalgumas tarefas, lá acelerei o processo de recuperação e no final de sábado já tinha a certeza que podia fazer o treino no Domingo (hoje). 

 

E eis que chegou Domingo e o respectivo treino longo.

Costas recuperadas, energia acumulada, músculos descansados e pequeno almoço ligeiramente reforçado para o que desse e viesse. E veio...mas não o que estava à espera!

Não comecei o treino assumindo que ía chegar aos 10km, mas geri a corrida de forma a estar em condições de ultrapassar essa distância.  Por volta dos 8,5km sentia-me bem, com energia e pulmão para dar mais uma volta ao circuito, o que resultaria num percurso total de 11,8K. Um par de minutos depois de ter decidido dar essa volta extra, começo a sentir um pequeno incómodo na parte externa do joelho direito...O fantasma da ITB accionou tudo o que eram luzes vermelhas no meu painel de controlo! Parei aos 9k para me resguardar, mesmo sem saber se aquela sensação era mesmo um sinal da ITB. Para ter a certeza, teria de continuar a correr e isso seria forçar uma possível inflamação.  Been there, done that e o resultado foi péssimo!

Como ainda tinha energia, o final da sessão consistiu numa valente tareia aka reforço muscular e exercícios de flexibilidade! Caneco, até fiquei com um andar novo!

 

Quando à tensão no joelho...espero que tenha sido provocada por alguma fadiga muscular, mas por via das dúvidas...  abrandamento, reforço muscular e exercícios de flexibilidade para cima dela!

 

Agora é esperar para ver...

 

Boas corridas!

 

 

 

 

 

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