Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

27
Set17

Corrida do Tejo - A minha primeira corrida!


Runner Wannabe

 

Para quem não sabe, comecei a correr há 13 meses. A viagem não tem sido pacífica – quem por aqui passa, sabe que lesiono-me com (muita) frequência, aliás metade deste tempo, estive encostada no estaleiro. Este pára-arranca constante, é desgastante sobretudo do ponto de vista psicológico.

Tal é (espero que termine o ciclo), a frequência com que me lesiono, que nunca deu tempo para me preparar a preceito para uma corrida! E... voltei a lesionar! Todo o esforço estava a ir por água abaixo! O filme estava novamente a acontecer, com a agravante que me tinha inscrito numa corrida, e nela depositado todas aquelas coisas que depositamos aos ombros das “primeiras vezes”!

 

Estava a treinar com regularidade, sentia-me em forma, fiz alguns treinos promissores e decidi abrandar a carga durante a última semana de Agosto, para em melhores condições aprimorar alguns detalhes nas primeiras semanas de Setembro...e lesionei-me!. Inicialmente não sabia se iria demorar 2 ou 3 dias ou se 2 ou 3 semanas. Nos primeiros dias de paragem melhorei, fiz um treino experimental de 2km, que não despertou sintomas -  as coisas pareciam encaminhadas - mas passados 2 dias....todas as melhorias tinham regredido furiosamente.

 

Decidi ir ao osteopata, como explanei na publicação anterior, tendo saído do consultório, a ver uma luz ao fundo do túnel. Segui as instruções à risca, incluindo telefonar a relatar como me tinha sentido durante os treinos, de modo a saber se seria necessário intervir novamente. O 1.º treino – após endireitadelas – foi no sábado dia 16. Parei aos 1,5km, para não exacerbar os sintomas que pareciam querer marcar presença. Dois dias depois, 2.ªF, dia 18, corri 3,5km e parei pelas mesmas razões do treino anterior, mas até animei, afinal corri mais do dobro da distância! Decidi fazer um último treino, na 5F dia 21. Sabia que era difícil duplicar a distância, mas se conseguisse chegar aos 5km...talvez com 3 dias de descanso (até dia 24), estivesse em condições mínimas de chegar aos 7km, durante a Corrida do Tejo...e na restante distância...caminharia! Corri neste último treino 4,5km e parei porque comecei a sentir os sintomas, contudo quando analisei o ritmo (lento), pensei que se ainda abrandasse um pouco mais, chegar aos 7km deixasse de ser muito, muito difícil, para passar somente a, difícil.

 

Foi a partir deste treino que saíram da minha esfera de hipóteses-minimamente-concretizáveis, a sombra da possibilidade de conseguir concluir 10km, em corrida. Se conseguisse chegar aos 7 a um ritmo de 7:30min/km, os restantes 3 caminhava a 10min/km! A estimativa de chegada à meta era de 1h:45...

E assim se instalou uma monumental birra!

 

 

Foi nisto que pensaram? Acham mesmo que podia fazer aquilo às pernas?

Quem me dera!

  

Birra, mais birra e mais birra. Não atazanei muito (pouco) a vida dos que me rodeavam, mas eu própria estava farta do desalento, até que me conformei à condição e lá me consegui acalmar. O desalento esteve sempre presente, o que mudou foi a zanga, já não estava zangada – sabe-se lá com quem - era só uma ansiedade para que tudo terminasse o mais rápido possível.

 

Uma amostra do estado de espírito na tarde de Sábado.

  

João: Como te sentes para amanhã?

Eu: o saco está feito. Fi-lo para não pensar mais em amanhã.

Não estou ansiosa que chegue a hora, estou ansiosa para que termine!

Para os 10...só um milagre!

João - Ansiosa que termine?!? Desfruta de tudo, tira prazer do que conseguires. Faz do dia um marco na tua carreira. É a tua primeira de muitas provas. Aproveita!!! (…) Milagres em corrida não seriam os primeiros nem os últimos...

Eu - Vou aproveitar o que conseguir, aproveitar. Não tenhas duvidas que farei o melhor que me for permitido, mas estou lixadíssima por não poder deixar lá a pele!

João - Uau... já vi ca birra continua. Hoje és esta!

21942082_1684721724902537_2063623492_n.jpg

 

Eu - percebes porque quero que termine? Para me passar a birra!

João - Posso fazer uma previsão?

Eu - Diz Nostradamus...

João - Aqui o Nostradamus diz que vais acabar assim:

 

21935539_1684726324902077_981588334_n (1).jpg

 

Tinha chegado o dia... 

 

 Acordo pelas 6:00 de Domingo, o comboio seria 1h:30 depois... mas tinha de dar tempo ao meu corpo, de deixar em casa coisas que só iam fazer peso se as levasse! Entenderam né?

 

Saí de casa pelas 7:00h, o  nevoeiro cerrado, que engolia tudo, só acentuava um estado meio melancólico-enjoadote e nem o atraso do serviço da CP ,que me levaria até Sta. Apolónia, me tirou do sério...como de outras vezes!

Contudo, este atraso foi o suficiente para ter de alterar a hora de encontro com o João Lima, que me iria entregar o dorsal. E eu continuava estranhamente calma, logo eu, que não reajo muito bem a atrasos, meus e alheios!

Sigo de metro até o Cais do Sodré, e é já dentro do comboio rodeada de corredores, que começo a sentir um burburinho dentro de mim (não, não eram gases! Esse assunto já tinha sido despachado!).

Saio em Algés e começo a atravessar uma massa humana vestida predominantemente de amarelo. Sinto o cheiro a licra, sinto o cruzar de perfumes ampliados pelo calor dos corpos que aqueciam (lá mais para a frente...não há perfume que resista!), vejo gente, muita gente e pensava “boa...onde te foste meter!”.

 

Localizo o João, que me entrega o dorsal e me apresenta um conjunto de amigos que me parabenizam antecipadamente pela minha primeira corrida...e eu a pensar que só me aguentaria até ao km 7!

Coloco o dorsal, atabalhoadamente...ficou mais ou menos bem... à segunda tentativa! Aquilo são só 4 alfinetes, não é? Pois...

 

Corrida do Tejo 2017  - 1.jpg

Para a posteridade, aqui está a foto.

O João Lima (o padrinho), eu e o meu dorsal mais ou menos bem colocado! 

 

Comecei a sentir o tempo a correr de outra maneira, comi um snack . Sim, sensivelmente 40 minutos antes de começar a minha corrida, estava a comer! Tinha tomado o pequeno almoço muito cedo e caso não ingerisse mais qualquer coisa, ficaria sem “gasosa” a meio da corrida e já me bastavam as outras limitações!

Bem dita banana e cubo de marmelada!

 

Vi a Fabiana Fão e o seu M.! Trocaram-se algumas palavras e desejos de boa corrida!

 

Depois de entregar o saco no bengaleiro (que óptima ideia!), sigo para junto do grupo, mas o burburinho aumentava e com ele veio a vontade de fazer xixi...

Bela fila, sim senhora! Pareciam que estavam a dar pastéis de Belém e cafés, ambos quentinhos!

Havia malta a aquecer de um lado para o outro, mas os da fila para as casas-de-banho ou estavam muito quietinhos, ou estavam com aquele nervoso miudinho de “ai que eu já não me aguento e rego isto tudo à minha volta!”. Ok, estes eram uma minoria! A maioria estava no relax à espera de fazer o xixi profiláctico! 

 

Demorei tanto tempo na fila, que segui logo para a minha caixa de partida, não fossem eles antecipar a partida e eu ficava em terra!(brinco, ok?). Já não tive tempo de desejar boa corrida ao grupo que me recebeu,fui simpática não fui?

Nada como as primeiras impressões!

 

Revendo o plano enquanto seguia para a caixa de partida. Corres devagar, muito devagar, para aguentar até 6 ou 7, depois logo se vê.

 

Tinha decidido partir a frio, isso é, sem corridinha prévia, mas quando dei por mim, estava rodeada de tanta gente que até um aquecimento à bacia corria o risco de parecer que assediava o corredor da frente, me oferecia ao de trás e ainda chamava a atenção aos corredores dos lados, para o lindo espectáculo! Desisti da ideia...a minha bolha de espaço interpessoal, encolheu quase para a pele!

 

Pessoas a falar dos tempos, dos feitos do passado, das expectativas, das lesões, dos treinos, das paragens, da temperatura...aqui já não havia muito perfume. Por vezes sentia o cheiro típico de pomadas analgésicas e a pensar...se calhar também deveria ter aplicado alguma...

 

Saem as gazelas da 1.ª vaga.

Começo a sentir o Sol a castigar-me um pouco as costas. Ainda tentei meter-me na sombra de corredor de trás...mas ele era baixote...baixote mais cheio de aço...com um tempo de 45 min aos 10km e sem treinar há duas semanas apontava para um tempo de 47 e picos... e eu que só queria chegar a correr aos 7km...

 

E partiu a 2.ª vaga...

Sabia que daí a 5 minutos partiria a 3.ª vaga.

Voltei a acalmar... e não sei por onde andou a minha mente. Olhei para o céu, logo acima das cabeças do mar de gente que tinha pela frente e não pensava em nada. A minha respiração ficou lenta e profunda e ...começo a caminhar, nem sabia se já tinha sido dada a partida, se aquela massa humana tinha somente decidido começar a mover-se!. Com o aproximar do pórtico da partida, preparo cronómetro e pouco depois estava a correr devagarinho, estava a aquecer e ia-me resguardar o melhor que conseguia!

Apesar de arriscado, acho que fiz bem em gastar o cartucho do aquecimento, na corrida.

 

Não aceleres...não aceleres.... respira....não aceleres.... respira...isso, vais bem, vais a correr...respira... não aceleres. Ena tanta gente! Toda a gente me ultrapassa...respira...não aceleres...isso mesmo! Vamos...calma...respira...mas quem é que vem para uma corrida destas de calças e camisola com mangas? Respira e não aceleres... ena que bronze!...respira...será que fechei as portadas, será que desliguei o ferro?...respira se faz favor...

 

Foram 2km nisto,  a um ritmo de 7:19 min/km. Tinha de abrandar mais 10 segundos, aproximava-se uma subida...ia abrandar de certeza! Primeira subida, vamos a ela, o ritmo diminuiu como previsto, encurtei a passada, aumentei a cadência...subida feita! Já molhava o bico com qualquer coisinha, por esta altura!

 

O ritmo já não me preocupava, não o alterei muito. Lá o ia confirmando ao passar de cada km, estava a rolar um pouco mais rápido, mas nada de extraordinário. Não tinha com que me preocupar, algo iria acontecer algures entre o km 6 e 7...portanto, era ir indo até lá!

 

E algures ao km 6 aconteceu realmente uma coisa, mas não o que eu esperava.

Ao ultrapassar um corredor, dei conta que levava a respiração completamente descontrolada, a sua postura era a de quem ia agarrado por arames e sem saber porquê, abeirei-me dele e disse-lhe “anda, eu levo-te”, não sei de onde veio aquilo, juro! Fiquei ao lado dele por uns minutos, ele recuperou e seguimos lado a lado por algum tempo. Houve momentos em que fiquei um pouco para trás, houve momentos em que ele ficou um pouco para trás, lá nos íamos controlando mutuamente olhando por cima do ombro, sempre que seguíamos na frente. Não dissemos nada um ao outro...parece que nenhum se podia dar a esse luxo!

 

O 2.º abastecimento foi providencial...bebo 25% da água e despejo o restante...excusado será dizer que já ia completamente ensopada -  e sentia este peso extra - mas era tão bom deixar a água refrescar as caldeiras!

 

E eis o km 8...hum? Quilómetro 8? Olho para o relógio e continuo estável, cansada...naturalmente, a falta do cardio estava-se a fazer sentir! Balbucio entre duas expirações ruidosas qualquer coisa como “são só mais 15 minutos disto!” O meu Sancho Pança ou D. Quixote, sei lá, sorriu...talvez tenha sido mais um esgar que um sorriso, mas que eu interpretei - ou quis interpretar - como “estava a ver que isto nunca mais acabava!”.

 

Começo a perceber que o impossível...pode ser possível ...e os milagres na corrida, acontecem! E...a meio do km 8 começo a sentir o joelho direito a começar a doer.  “Agora não, agora não, agora não...só falto um bocadinho...vamos...certinha, direita...respira...ok...abranda um pouco e mantém...mantém...”. O meu camarada de viagem ganhou uns 3 o 4 metros, foi olhando por cima do ombro para ver se eu ainda lá estava...e aparece o km 9. Já se viam as barreiras que separava a zona da chegada dos ainda largos metros, até à rotunda! Começo a ouvir bombos...por momentos pensei “ já estás a ouvir coisas, tás cansadota, não é?”.

Por entre os incentivos dos finishers do outro lado das grades e com o aproximar da rotunda, o som tornou-se mais nítido e um fôlego marcado pelo ritmo da percussão oxigena o que ainda recebia oxigénio. Faço a rotunda e não sabendo se fiz aqueles metros com um sorriso parvo estampado...lembro-me de ter sorrido e de estar mentalmente a agradecer a desconhecidos, que aplaudiam e incentivavam os últimos metros daquela demanda! Tenho a noção que acelerei um pouquinho e pela primeira vez, cortei uma meta, de uma corrida que fiz a correr do princípio ao fim!

Foi a minha primeira corrida! :D

Paro o cronómetro e não me recordo o que fiz primeiro, se foi ver o tempo, se foi procurar o meu desconhecido companheiro de corrida. Coloquei-lhe a mão no ombro, ele virou-se, dei-lhe um aperto de mão e disse-lhe “boa corrida”, com uma voz trémula, daquelas que adivinham um pranto compulsivo, mas lá me aguentei! Ele disse “sim” e outra coisa qualquer, que não entendi, mas não faz mal!

Caminhei um pouco e dirigi-me para o local de encontro com o padrinho, a quem eu avisara que se ficasse à minha espera, corria o risco de esperar muito tempo!

 

Enquanto me colocava nas filas para a “cerimónia de entregas de medalhas de finishers”, olhava para o relógio...incrédula, completamente incrédula...o meu cronómetro marcava 1:11:55!  Quando acordei deste transe tinha uma medalha ao peito, uma maça numa mão, uma garrafa e um montão de panfletos, noutra!

 

Dirigi-me ao local de encontro, o padrinho recebeu a afilhada de braços abertos e sorriso estampado! Eu sorria...e abanava a cabeça, enquanto tentava perceber o que tinha acontecido!

E a verdade é que ainda não percebi!

 

De tão “noutro mundo” eu estava, que nem sequer perguntei ao padrinho, como tinha corrido a sua prova, como se sentia, que tal de tempo...sabem aquelas coisas normais que os corredores, perguntam uns aos outros? Pois...eu estava numa galáxia far far away...Mas lá despertei para a realidade, quando um amigo lhe fez essas perguntas...ups! Lá me desculpei com o candor possível...mas acho que ele fez o desconto...e perdoou!

 

Seguiu-se a foto para a posteridade em que exibo a medalha, uma maça e um ar de o-que-é-que-aconteceu, aliado a um baixíssimo IF (Índice de Fotogenia). Pois... até se tentou uma segunda foto...mas garanto, está igual! Obrigada pelo esforço, João!

Corrida do Tejo 2017 - 4.jpg

 

Ok, era hora de rumar até à Piscina Oceânica, onde iria tomar um duche misericordioso...e quente! Que ma-ra-vi-lha!

Iria regressar a casa de comboio e não queria empestar as carruagens!

 

Despachei-me em poucos minutos e rumei à estação de St.º Amaro, pelo passeio marítimo de Oeiras, na companhia do padrinho, que aguardou mais uma vez por mim! Já mais relaxada e por entre conversas e histórias sobre corrida, surgiu o convite para correr pelos 4 ao km! Pessoal...vamos lá ver se me consigo explicar, fazendo justiça ao que aconteceu! Gaguejei, hesitei...acho que o tentei demover, mas aparentemente sofro de um viés pouco abonatório, quando a mim me refiro! Lembram-se da profecia da minha chegada, que seria a sorrir? Talvez tenha mesmo poderes adivinhatórios e veja o que eu ainda não alcanço!

Aceitei o convite, sou corredora dos 4 ao km!!!

Bolas...cresci uns 10cm!!!

Agora, é fazer o melhor que consigo, a cada circunstância, mesmo não sabendo o que isso possa ser!

Fiquei sem muitas palavras, oh dia intenso com direito a cereja no topo do bolo!

 

Não consigo descrever o percurso,apesar da Marginal ser lindíssima. Lembro-me sobretudo das algumas pessoas que no meio do nada estavam a apoiar os corredores! Lembro-me de um menino de talvez 7 anos gritar para dentro do pelotão  "tia, tia, tia!" e uma corredora sair disparada para abraçar o miudo que estava frenéticamente contente! Lembro-me dos cartazes motivadores, das vozes de incentivo...que apesar de poucas ao longo de 10km, não deixaram de se fazer ouvir!

Obrigado público fã e apoiante de corrida!

 

A minha viagem de regresso iniciou-se na estação de St.ºAmaro. Estava de coração tão cheio que nem sabia como reagir – típico, tão típico! Mas logo, logo torci o nariz! A malta que regressava agora a Lisboa, começou a lotar os comboios da linha de Cascais. Mal consegui entrar numa carruagem, pois praticamente todo o espaço útil estava ocupado por corredores...transpirados! Uma coisa é quando estamos nos outdoors....mas nos indoors, fechadinhos e a partilhar aquele calor humano! Ui!

 

As restantes etapas até casa foram pacíficas, de assinalar somente a travadinha que me deu em St.ª Apolónia, sentada num banco de madeira, enquanto esperava por mais um comboio. As lágrimazitas que não deixei que caíssem anteriormente, encontravam agora um salvo-conduto, rosto abaixo.

Tinha  finalmente feito a minha primeira corrida!

Agora já me sentia corredora!

E estava nos 4 ao km!

 

Dadas as circunstâncias, melhor era impossível! Esperem... não há impossíveis em corrida!

 

João, obrigada por todo o apoio!

 

 

Resultados:

Tempo de chip: 1:11:52

Tempo aos 5k : 37.10

Km mais lento: 9

Km mais rápido: 10 (eh eh...nada como ver uma meta, para acelerar o passo!)

 

 

Boas corridas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D