Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

02
Dez16

Devia pensar que eram favas contadas!


Runner Wannabe

 Eram 7:30 quando saí de casa. O termómetro marcava 11ºC e sim...é claro que ía encasacada, nomeadamente t-shirt de manga curta, t-shirt de manga comprida, corta vento e ainda....um casaquinho polar quentinho e fofinho. Pedalei devagarinho até ao local de treino escolhido e demorei 10 segundos a perceber que luvas darão muito jeito em treinos futuros!

 

Uma neblina pairava sobre os caminhos. Era como olhar para uma foto que não precisava de nitidez para se mostrar bela. Mais adiante  sobre o lago, pairava um nevoeiro cerrado que mais parecia uma nuvem, que tendo perdido o seu norte, tinha decidido baixar e descansar sobre as águas tranquilas. Ter um local de treino que proporciona visões destas, é um privilégio!

 

Aqueci com os exercícios, cuidados e esperanças do costume. Quando treino sozinha estou muito focada durante esta fase, estou a monitorizar todas as sensações, a procurar desconfortos e confortos, a contar o exercícios e a rezar aos santinhos todos para que corra tudo bem!

 

Por obra do acaso, hoje, a minha indumentária faria doer os olhos a qualquer ser vivo, tal era a mistura de cores – uma agressividade, até mesmo para mim, cuja prioridade é esteja limpa e não a combinação de cores e tons e coordenação com acessórios! Em tons arco-iridianos iniciei a corrida num ritmo tão lento, que qualquer pessoa em marcha nórdica facilmente (muito facilmente) me ultrapassaria. Mas isso não me preocupava, o que importava era o joelho.

 

No treino anterior fiz 1,5km antes de parar por precaução, dado ter sentido o joelho a começar a queixar-se. Hoje tinham sido calcorreados 2,5km quando ele começou na mesma ladaínha. Parei, regressei a casa e fui fazer o que deveria ter continuado a fazer com a mesma frequência de outrora: exercícios específicos para o síndrome de banda iliotibial (SBI). Nunca os deixei de fazer, mas abrandei na frequência com que os fazia. Até ter atingido o 8º quilómetro sem dor, fiz os exercícios  3 a 4 vezes por semana. Lembro-me de pensar que poderia abrandar porque iria fazer os treinos seguintes entre os 6 e 7km, longe da zona de risco...e nisto passaram-se cerca de 2 semanas - devia estar a pensar que a partir dos 8km, eram favas contadas! Por falta de treino específico, enfraqueci a região afectada e por uma questão de Ego, forcei o joelho! Resultado: Cabuuummmm!!!!

 

Em conversa, dizia que não me posso dar ao luxo de correr até não conseguir respirar mais,  ou de puxar tanto por mim que tenho de parar para vomitar. Ainda não tive a oportunidade de “corre praí até te saltar o coração pela boca!”.Ok, admito que isso aconteceu nas primeiras duas semanas de treinos, mas é agora que tenho alguma preparação cardio e energia em reserva, para destes pontos de vista aguentar com um "puxão"! Mas falta-me joelho!!!

 

 

Será que é desta que eu sigo os meus próprios conselhos e passo a ter juízo?

 

Para já os  treinos foram reduzidos a uma carga residual de corrida e complementado com  treino de bicicleta (3 vezes por semana). Os exercícios específicos (sessões de 30 minutos), serão feitos 4 vezes por semana, coincidindo com os treinos de corrida/bicicleta. Espero que esta "receita" resulte, espero mesmo!

 

 

 

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D