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Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

03
Nov16

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Runner Wannabe

Saturada das caminhadas que fazia há já algum tempo, abri a possibilidade de experimentar a corrida. Confesso que também me movia a pretensão de ver até onde a cota conseguia chegar, num momento em que a motivação para a caminhada significava fazer roteiros com mais de 20km pelo menos 2 vezes por semana. Sabe quem caminha, que caminhadas com estas quilometragem demoram algumas horas. Precisava de economizar algum tempo, gastar energia, estar em contacto com a natureza e desafiar-me...qual é a coisa, qual é ela? Trail running!

 

 

Quando comecei a pesquisar sobre o assunto -  e ainda sem ter mexido uma palha - já sentia desconforto nas articulações e uma onda de cansaço a invadir-me o corpo e o espírito! E tudo isto activado por um só pensamento: correr. O Poder da Mente!!

 

Agora já consigo fazer algumas corridinhas em sítios que oferecem coisas parecidas aos trails, contudo a maior parte do "treino" é feito em asfalto. É que isto de andar sozinha pelos campos a correr, é perigoso, especialmente para as mulheres - assunto de que falarei noutra ocasião. Cedo percebi que não podia começar a correr em trails, sem antes conseguir correr alguns quilómetros em linha reta e em chão nivelado, para o corpo se ir adaptando a este tipo de esforço.

 

Pois bem, não disse nada a ninguém, simplesmente fui. O primeiro treino consistiu em 6 séries de 1 minuto de corrida com intervalos de 3 minutos de caminhada misericordiosa e ofegante....no 1.º minuto! Todas as minhas expectativas foram correspondidas:  dificuldade em controlar a respiração, falta de energia, má disposição e pensamentos do tipo “vou morrer” e “espero que ninguém esteja a ver esta triste figura”! No dia seguinte lá estavam as dores nalgumas articulações, cansaço muscular e uma certa descoordenação motora. Tinha aqui sobejas razões para colocar as sapatilhas de parte não é? (o que acabei por fazer 1 mês depois, por outras razões). Três dias depois lá estava eu outra vez! E não, nem por isso correu melhor, os sinais e sintomas anteriores repetiram-se com a agravante de me ter sujeitado a tudo aquilo, novamente!

 

Esta situação repetiu-se por mais duas semanas, até ao dia que completei 1km sem pausa. Mas mesmo melhor que ter corrido 1K sem pausa (e não ter colapsado, facto pelo qual estou grata!), foi ter percebido que podia ter corrido mais 200 ou 300m antes de colapsar! Por aqui se vê o nivel de conforto com que esta distância foi conseguida!!!

 

 

Sim, correr custa nos domínios físico, psíquico e emocional, mas o retorno dá-se precisamente nestes lugares. As minhas primeiras duas semanas foram sofridinhas, mas depois começa-se a sentir todas aquelas instâncias a responder às exigências e vicissitudes da corrida. Depois é só colocar a fasquia um nada mais além, nada de exageros e os resultados começam a surgir!

 

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