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Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

08
Jul17

Ao grunho que me rasou!


Runner Wannabe

 

Há pessoas que respeitam os ciclistas, outros não! 

 

As que respeitam, entendem e compreendem um conjunto de medidas que tentam salvaguardar....coisa pouca: vidas! Os que não respeitam, fazem ricochete entre  a crença de que "não vai acontecer nada" e uma quase certeza de que "ninguém me vai multar"! Ora, seguir a crença de que "não vai acontecer nada", é basicamente jogar à roleta russa...mas com a vida de outra pessoa! Já o "ninguém me vai multar", é quase uma certeza absoluta, a menos que o ciclista leve câmara e consiga produzir uma prova, que esclareça qualquer tipo de testemunho!

 

Uma das novas regras do código da estrada, estabelece que a ultrapassagem garanta 1,5m de distância entre veículo motorizado e o velocípede - como se estivesse a dar uma novidade a alguém!

 

Assim...

 

 

Hoje numa recta com boa visibilidade, fui ultrapassada por 5 automóveis. O primeiro, uma carrinha tipo Ford Transit (uma autêntica banheira), respeitou a distância de segurança – aquela que tem como objectivo servir a segurança dos ciclistas! Já o segundo automóvel, um Opel Corsa (carro ligeiro e de reduzidas dimensões, comparativamente), não me fez uma ultrapassagem, simplesmente rasou a bicicleta!!! O Grunho! Se se tratasse de um corte de cabelo, teria sido um pente 1!

Os restantes 3 ligeiros repetiram a qualidade da ultrapassagem feita pelo primeiro veículo e salvaguardam a minha segurança! Obrigada condutores conscienciosos!

 

Senhor condutor do Opel Corsa, espero que tenha visto pelo retrovisor o gesto que lhe dediquei! Apetecia-me usar a duas mãos para enfatizar a minha dedicatória, mas não era seguro, foi só mesmo com uma! Dediquei o gesto a si e a todos os condutores que não respeitam os ciclistas...porque o escolhem fazer e nem sequer correm o risco de serem multados – não há brigadas de trânsito a cada 100m!

 

De cada vez que não respeita esta regra, está a colocar em risco a segurança e a vida de quem se desloca em cima de um veículo de duas rodas (não motorizado), que vai em esforço, sujeito ao desequilíbrio, deslocações de ar, mais suscetível às irregularidades do piso e em caso de queda, não tem cinto de segurança ou uma estrutura que contenha grande parte do impacto. 

 

Ao cairmos, podemos fazê-lo para fora da estrada, onde encontramos separadores, árvores, pedras, terreno irregular, canas, desníveis, valetas, vedações, arame farpado, postes, automóveis estacionados, outras pessoas, etc. E o que nos separa do impacto... é vestuário de lycra e um capacete! Se cairmos para dentro da estrada...existem 2 cenários prováveis. Se nenhum carro vier atrás...ficamos estendidos no asfalto, sabe-se lá em que estado; se vier um carro atrás, pode passar-nos por cima!

 

Percebido até aqui?

 

Agora senhor condutor do Opel Corsa que me fez uma razia, imagine que não era eu que ia em cima da bicicleta, imagine que era o seu filho, ou filha, o seu irmão, irmã, esposa, amigo, pai, mãe ou sobrinho! Mas se isso não chegar, seu grunho, imagine-se a si, a ver e a sentir a sua segurança, integridade física e vida, a serem ameaçados por um condutor – que tal como você fez hoje – desconsiderou uma coisa tão básica, como o respeito pela vida humana!

 

Que este tipo de situação nunca lhe aconteça, nem a si, nem aos seus, nem a mais ninguém, grunho!

 

A distância de segurança não é 20cm, 30cm, ou um “acho que já dá” ou “afinal é uma bicicleta”! São 1,5m, porra! E não é uma bicicleta, sua besta, é uma pessoa em cima de uma bicicleta! P-E-S-S-O-A!

Se não der para garantir esta margem de segurança, não ultrapasse, aguarde por uma oportunidade melhor, como gostaria que fizessem consigo ou algum dos seus, ou simplesmente outro ser humano! 

 

Não jogue à roleta russa com uma vida, que não a sua!

 

 

A ponderar mandar fazer uma t-shirt...

 

29
Mar17

Dói-Dói Bag


Runner Wannabe

Isto de estar sempre lesionada (só para o caso de alguém ainda não ter percebido este meu fado!), levou-me a pesquisar várias coisas: a) como é que esta máquina (corpo) está montada e funciona - principalmente ao nível do sistema muscular; b) exercícios para recuperar lesões e c) exercícios para prevenir lesões. Como estou sempre a recuperar de uma lesão e portanto a recorrer a um conjunto de itens, por uma questão prática, passei a juntá-los (quase todos)  num saco, a que chamo carinhosamente (sarcasticamente) de Dói-Dói Bag, ou  simplesmente, Bag.

 

2017-03-29 14.15.31.jpg

Aqui está o conteúdo do Dói-Dói Bag. Sim, é um rolo da massa!

 

Bola – para a fascia plantar não começar com ideias (ou ites)!

Rubber Band – super útil para adicionar resistência na execução de movimentos controlados (específicos).

Corda de “saltar-à-corda” - ajuda na execução de alguns alongamentos.

Ligadura Elástica – ajuda na estabilização de alguma articulação mais necessitada (sim tornozelo esquerdo, tem sido a tua segunda pele!).

Adesivo – não perguntem, ando sempre com adesivo!

Pomada analgésica – o conceito fala por si!

Saco de Gel: para fazer frio ou quente (fui tirá-lo ao congelador – este item não está fisicamente no saco....mas tem lá um lugar VIP sempre reservado, no Bag!)

Rolo da massa(gem): sim, aquela “alfaia” usada na cozinha! Este rolo já não tem utilidade na cozinha, obviamente,  serve agora de assistente às massagens da Banda Iliotibial – recomendação de um mestre em recuperação física. (PS: dói para caraças!)

 

Ainda tenho de adicionar uma embalagem de creme hidratante,  muito útil para diminuir o atrito durante as massagens.  Noutros tempos, possivelmente ainda lá meteria um canivete suiço, um rolo de fita adesiva (daquela larga, plástica e castanha) e um pacote de pastilhas elástica, tudo a la MacGyver, mestre do desenrasca...mas com a idade fiquei marginalmente mais pragmática!

 

Todos os dias uso um ou vários itens Dói-Dói Bag . Hoje por exemplo usei a bola, a ligadura elástica (estabilização) e a rubber band para alguns exercícios...ah, e o tornozelo teve direito a massagens (com as mãos, ão com o rolo!) por isso também usei o hidratante que ainda não reside oficialmente no Bag. E tudo isto, antes do “programa” de exercícios que estou a fazer! Trata-se de um combinado entre bicicleta, caminhada e uma rotina de reforço muscular (reforço muscular...quer dizer...estou mais a fazer a manutenção do tonus... do que a reforçar o que quer que seja!) - ainda assim, linda menina!

 

Hoje (e ontem também),  fiz 5km de bicicleta, 4km de caminhada (lenta, até para os meus padrões) e uma rotina de reforço muscular, tudo pain free!!! Progressivamente vou adicionar distância, espero não exagerar (e eu que nem sou "nada" dada a exageros!).

 

2017-03-29 09.46.10.jpg

 Cavalinhos nunca são demais!

 

Por uma questão de precaução, levo comigo bastões de caminhada, para no caso de sentir dor, ter como aliviar a carga no pé... até estar a salvo!

 

2017-03-28 16.22.33.jpg

 Não, não se trata de uma catana! São os bastões de caminhada, que geralmente levo numa mochila.

 

Pronto, está apresentado o meu Dói-Dói Bag, talvez haja quem use gavetas, prateleiras, eu uso um saco!  É portátil e onde está um dos itens...estão (quase) todos os outros!

 

E agora toca de arrumar tudo!

 

2017-03-28 17.18.36.jpg

 Tudo para dentro do Bag!

 

Bons treinos e boas corridas, pessoas-não-lesionadas!

Boas recuperações, futuras pessoas-não-lesionadas!

 

 

 

05
Dez16

Alongar, pedalar, alongar e um pedido no final.


Runner Wannabe

Desde que fiz aquela insanidade  (principalmente a parte de continuar a correr), experimentei correr por duas vezes – ambas na semana passada – e os resultados foram medíocres/alarmantes! Descalcei as sapatilhas com que corro e vesti o fato-de-corredora-amadora-lesionada-em-recuperação, e para fazer o pandã, também exibo aquele ar enjoado e triste do menino da lágrima, mas sem a lágrima.

E depois acontecem coisas destas:

 

- Então sentes-te melhor? - perguntaram.

- Sim sinto-me bem, tenho feito alongamentos, bicicleta e mais alongamentos, mas só terei certeza se estou melhor quando voltar a correr – respondi.

- Eu referia-me à garganta...

- Estou melhor, obrigada.

 

(Insensíveis!!! Não sabeis que 99% do volume do meu Departamento das Maleitas, é ocupado pelo joelho!)

 

                                          O menino passou de chorão a zangado...e também mudou de corte de cabelo...

                                                                        não necessariamente para melhor.

 

Pensava que a dor de garganta era o prelúdio de algo mais limitador, mas afinal foi coisa de 48h – não me estou a queixar, ok?! E por me sentir melhor, fui hoje dar uma voltinha de bicicleta para meter o coração e o pulmanito a bombar. A aplicação disse que pedalei 9,57km em 28:30, com uma velocidade média de 20,2km/h....Pensei então, se partisse ao mesmo tempo que uma daquelas gazelas da maratona masculina, cortaria os 42 195m cerca de 6 minutos depois do primeiro atleta (mais coisa menos coisa!). Bem, o que interessa é que deu para aquecer e fazer uma sessão de alongamentos bem quentinha, como eu gosto!

 

tartaruga-da-bicicleta-8282067.jpg

Assim...só em descida!

 

Não sei se estou a fazer bem ou se estou a fazer menos bem, sei que a tentação de experimentar correr, ainda é menor  que a percentagem de medo de ter muito tempo de recuperação pela frente. Acrescentei à rotina mais 3 exercícios e vou fazendo outros de reforço muscular. Sinto-me bem, mas também me parece que esta chatice, não é daquelas que curam totalmente, mas sim daquelas que precisam de trabalho contínuo para que não reincidam. Palavras de ordem: alongar, pedalar, alongar.

 

 

Por último, mas não menos importante. Tenho de comprar calçado decente, sim...finalmente! Não acho que a minha lesão tenha a ver com o calçado, mas:

 

1) já percebi que a vontade de correr não esmoreceu, pelo contrário, esmoreço se não corro;

2) quero evitar lesões que podem ter o dedinho de calçado impróprio;

3) Quero entrar numa corrida organizada em breve (1 mês – se recuperar a tempo - uma pessoa precisa de se motivar, ok?) e ter tempo para “macerar” o calçado.

 

Posto isto, peço aos corredores mais experientes que eu (não é difícil), que façam uma recomendação acerca de calçado de trail e/ou de estrada que acham mais adequado. Desde já o meu agradecimento!

 

Boas corridas! (como vos invejo!)

 

 

 

 

 

 

 

 

30
Nov16

Uma dobradiça empenada e uma salva de palmas!


Runner Wannabe

Costumo treinar à 3F, mas dado o estado em que terminei a demanda de Domingo...decidi dar mais um dia de descanso ao corpo. As expectativas não eram outras senão "deixa-me cá ver como o corpo reage e onde é que vai doer".

 

Como de costume, fui de bicicleta até ao local de treino, fiz uma pequena corridinha, fiz aquecimento e lá comecei o test drive. Em termos cardio e muscular estava tudo bem, apesar da menor disponibilidade muscular, mas nada de estranhar. E nem sequer tinha entrado no ritmo...pimba...o dói-dói no joelho deu sinal ao 1,5km! No painel das luzes de aviso só vi vermelho. Parei e desta vez nem refilei! Afinal de contas, 72 horas antes tinha corrido o máximo que alguma vez tinha corrido e ainda por cima forcei a dobradiça da perna direita, quando ela me pedia para parar! O Ego levou a melhor sobre o Joelho, mas como já tive oportunidade de dizer, sempre que me estico trago uma "medalha" - uma dobradiça empenada - consequência directa da "superação" de Domingo.  Foram 2 dias de dores que foram aliviando progressivamente, gelo, massagem, descanso, adiamento de um treino, treino esse que teve de ser encurtado! Hoje em vez da costumeira chapada na moleirinha, dedico a mim mesma uma salva de palmas a transbordar... sarcasmo!!!

 

 

Sabendo que não podia continuar a correr, saltei para cima da bicicleta e fiz talvez uns 3kms, não fiz mais porque o vento "ciclónico" que se fazia sentir, arrefeceu-me - eu realmente não estava vestida para bicicleta - tendo chegado a casa a bater o dente -  mas ainda dava para perceber que estava a tentar dizer asneiras!

Isto realmente hoje correu muito bem!

 

De referir que a dor no joelho só acontece a partir de determinada quilometragem (agora está quase nos 9km), mas não a sinto quando ando de bicicleta.

 

Balanço final

- 1,5 km corrida (anedótico)

- 3km + 3km (ida e volta) - bicicleta

- uma dobradiça a precisar de descanso

- abusa, abusa... depois queixa-te e mói as pessoas!!!

 

 

 

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