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Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

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Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

02
Jun17

A recuperar bem!


Runner Wannabe

E as evoluções continuam!

A recuperação está a correr muito bem e a subida de forma está a acontecer a um bom ritmo!

 

Corro cada vez mais descontraída, o que não quer dizer que não tenha as preocupações normais, de quem esteve no estaleiro por algum tempo. As cargas têm sido progressivas, ligeiras e sempre acompanhadas (a montante e a jusante), por alongamentos e alguns exercícios específicos. Mantenho as duas sessões de massagem diárias, mas reduzi o tempo de cada sessão para 10 minutos. Honestamente, acho que uma só sessão seria suficiente, mas pelo sim pelo não -  e por mais alguns dias -  continuarei com a segunda.

 

A prioridade continua a ser a recuperação total da lesão, razão pela qual não tenho "apertado" muito. Nisto, o medo de me voltar a lesionar tem sido suficientemente regulador!

 

Não corro para atingir um determinado ritmo, ou uma distância específica, corro para adicionar minutos às pernas e ao pulmão, tendo sempre bem presente que a lesão ainda não está totalmente debelada. Corro o que ela me deixa correr, sem ir ao limite dessa condição! O ritmo, é aquele em que me sinto confortável. Hoje um pouco mais rápido, amanhã mais lento ou vice-versa...mas o tempo de corrida  tem vindo a aumentar em cerca de 3 a 4 minutos por sessão. Isso quer dizer...que se amanhã tudo correr bem, a corrida  ultrapassará da meia hora em cerca de 3 minutos :) - e a última vez que isso aconteceu foi em finais de Novembro! - Em termos de distância não sei qual será a tradução, depende do ritmo a que me sentir confortável, mas julgo que algures entre 4,6K - 4,7K.

Parece surreal estar a escrever estes números! Se assim se cumprir, ficarei a alguns metros dos 5K!

 

Eu...quase nos 5k? Mas isto está mesmo a acontecer??? Really?

 

 

O que achas disto, Loki?

 

Também acho!

 

Boas corridas!

 

Actualização:

(3 Junho de 2017 - 10:40)

Confirma-se, os 5K estão mesmo já ali! :)

26
Abr17

Enquanto a malta ia para a corrida, eu ia para o massagista.


Runner Wannabe

Metro de Lisboa, Baixa-Chiado

Um conjunto de corredores fardados a rigor, entrou na “minha” carruagem e sacudiu-me do torpor matinal, de quem não se importa de passar pelas brasas por "só mais cinco minutos"!  Nas paragens seguintes, outros grupos que se dirigiam para o mesmo destino, juntaram-se à festa e compuseram a palete de cores da carruagem, com um claro predomínio de cores que se veem a partir da Lua!

 

Enquanto a malta ia para a corrida, eu ia para o massagista – pensava eu em jeito tugo-fatalista - mas depois lá me distraí com as conversas dos corredores - coisa tugo-típica.

Falavam de tempos, marcas, corridas, equipamentos, treino, particularidades do percurso, provas passadas e provas futuras.

Passaram-se algumas estações, passou-me o sono… e ali estava eu, disfarçada de “civil”, a sorver as informações, a achar piada e a pensar: na próxima Corrida da Liberdade, já poderei usar a vossa “farda” e seguir com o resto do batalhão!

Mais 2 ou 3 estações e sairia.

Desejei boa corrida aos corredores que estavam junto a mim e lá fui levar mais umas marteladas, para endireitar as peças tortas – assim pensava eu…

 

Zona de Benfica

Cheguei cedo…para variar!

Costumo chegar cedo a estas coisas. A culpa foi de uma avó, que me obrigava a estar meia-hora antes da hora marcada, de qualquer coisa! Era o seu conceito de pontualidade “não fosse alguma coisa acontecer", dizia ela.

A minha noção de pontualidade ficou irremediavelmente afectada, contudo, um pouco mais realista. Para mim ser pontual, é chegar 5 minutos antes. Mas desta vez cheguei 10 minutos adiantada!

A acompanhar a leitura de revistas-de-sala-de-espera, tinha como banda sonora, os discursos na  Assembleia da República, transmitidos em directo pela televisão, e os gemidos do cliente que me precedia, ao receber as "bênções" das mãos do Urbano.

 

Gaita! A seguir sou eu, eu sei que isto dói, mas logo de manhã apanhar uma “sova”? Bahhh….

Não me apetecia, a sério, mas tinha de ser!

 

Podes vir S. - disse o Urbano.

 

Antes do “enxerto”, fiz um relatório detalhado, dos quês, dos ondes e de alguma informação que tenha considerado pertinente.

As massagens e as dicas que o Urbano me tem dado, colocaram-me no caminho da recuperação. As evoluções são óbvias (agora), mas foram lentas e dolorosas. Contudo nos últimos dias, aconteceu um salto qualitativo na recuperação da lesão. Melhorias inesperadas na forma como sinto o  pé e tornozelo a reagir às solicitações do dia-a-dia, ou de pequenas corridas, fazem-me agora acreditar que a recuperação total já não será tão morosa. Mas deste assunto falarei na próxima publicação.

 

Para meu enorme espanto, durante a sessão não proferi mais do que 3 “ais”! Trinta minutos e 3 “ais”? É um record! Ainda pensei “será que me estou a habituar à dor?”.

O que se passa é que as inflamações estão a passar, logo as massagens não provocam dor de intensidade semelhante à sentida, em fases mais precoces da recuperação. Aliás, praticamente não senti dor!

Saí mole e relaxada, como não imaginava poder sair! Bocejava que nem uma perdida, e não fosse ter marcado um teste da passada, acho que me encostava a um canto e dormia!

 

Rumei à Sport Zone do Colombo, para o referido teste. Já o devia ter feito, é verdade, mas fico contente por não me ter enganado quanto ao resultado! Mas já lá vamos.

 

Cheguei 10 minutos antes da hora marcada (para variar) e aproveitei para namorar uns trapinhos. Com o aproximar da hora, e após o pagamento do teste, fui encaminhada para a zona de Running tendo-me sido pedido que esperasse junto à passadeira. Como não me apetecia estar sentadinha à espera, continuei a bisbilhotar os artigos de running! 

Excuse me, do you need any help? Um colaborador da Sport Zone, abordou-me assim.

Naqueles milisegundos ainda me senti tentada em responder no mesmo idioma, mas não resisti em desmanchar o mal-entendido.

 - Não, não obrigada, só estou à espera da pessoa que me vai fazer o teste da passada! É você?

 - Ah, desculpe, pensei que não fosse portuguesa!

 - Não faz mal, acontece às vezes.

 - Mas é você que me vai fazer o teste?

 - Não, é uma colega.Fez marcação?

 - Sim e já paguei!

- Vou chamá-la.

- Ok, obrigada!

 

Passados alguns minutos estava em cima da passadeira. Bicho estranho aquele, até nos habituarmos. Depois de uma caminhada, seguiu-se uma corridinha.

 - Costuma correr sem apoiar o calcanhar?

- Não, mas já notei que o estou a fazer aqui na passadeira, dê-me só mais uns segundos para me habituar.

Lá descontraí e o tum, tum, tum dos meus calcanhares lá se começou a fazer ouvir. Imagens feitas. Mas quanto a passadeira parou...vai de tonturas! Tive me agarrar ao braço da máquina e ainda tive de me sentar, para recuperar.

 

A senhora tem síndrome vertiginoso? 

Pensamento 1: Antes tratavam-me por menina, agora já é por senhora? Dassss.....!!!

Pensamento 2: Tenho é fome!

 

Não, deve ser o meu ouvido interno a demorar na atualização, nunca tinha andado nestas coisas, isto já passa!  

(é por estas e por outras que o título de "senhora"/cota se justifica plenamente!)

 

A análise da imagens revelou que apesar de ter passada pronada -  com o pé direito a pronar ligeiramente mais que o esquerdo - o grau não justifica o uso de calçado para passada pronada. A recomendação feita recaiu em calçado para passada neutra. Foi este resultado que sempre suspeitei que o teste mostrasse.

 

Perguntaram-me se estava interessada em experimentar alguns modelos, sem qualquer compromisso de compra. Aproveitei e experimentei 2 pares, uns Nike e uns Asics. O preço de cada um destes meninos tinha 3 dígitos, com os valores a tangenciar as duas centenas de euros! Ainda perguntei se os ténis traziam GPS incorporado, ou se caminhavam sobre a água, ou se carregavam baterias…enfim um rol de parvoíces que ilustravam o meu grau de exigência para com um produto…com aqueles preços!

Mas seria injusto não dizer, que ao experimentar um desses ténis (os Nike), apeteceu-me saltar para cima da passadeira e baixar dos 50’ aos 10K, sem treino, lesionada e antes de almoço…eu sei, ridículo…principalmente porque eram quase 13:00 e eu estava faminta! 

 

Felizmente tive a sorte num aspeto. A técnica que me atendeu, conhece os modelos de ténis que uso e confirmou que para as especificidades da minha passada, os ténis eram adequados. Claro que voltou a fazer referência a modelos super-hiper-mega-caros, mas era o papel dela!

 

Conclusões: andar de mochila e exibir um ar de surpreendida ou perdida, pode levar outras pessoas a pensarem que sou turista e por default, estrangeira; correr em passadeira, é estranho; o meu grau de pronação não justifica sapatos para pronadores; os sapatos que tenho são adequados; sapatos que tangenciam as duas centenas de euros, definitivamente têm de oferecer mais do que falsas sensações de recordes batidos, por margens bizarramente grandes!

 

Corridinhas

Desde a última publicação, aumentei os tempos de corrida. O sr. Tornozelo continua a acomodar bem a carga proposta, se bem que hoje, devido a outros factores, deu um ar de sua graça. 

Comecei por singelos  5' de tempo total de corrida. Depois 7', depois 9' e hoje já registei 11' (7'+4'). É um trabalho em progresso!

As corridas têm sido feitas em asfalto, mas esta manhã, por uma razão que não me recordo, decidi correr em terra batida. Má opção! Ainda é cedo para terra batida. O tornozelo sentiu saudades da estabilidade do asfalto, onde terei de treinar, até a articulação estar forte o suficiente, para conseguir absorver e compensar a instabilidade, provocada pelas irregularidades de estradas de terra batida.

Prossegui com cautela. O plano eram 7’ de corrida + 2’ de caminhada + 4’ de corrida + 2’ caminhada, que foi cumprido na íntegra…mas claro, sabe sempre a pouco! A parte cardio continua a reagir bem.

 

Agora é continuar atenta às sensações que vou tendo e ajustar, consoante considere seguro (espero ter bom senso).

Massagens (auto-massagens), exercícios específicos vão continuar, e com ou sem horta, exercícios de reforço muscular são para ser levados a sério, muito a sério, se me quiser juntar aos batalhões de corredores de “fardas”, cujas cores se veem da Lua! Corredores que comemoram a liberdade, causas solidárias, o bem-estar ou simplesmente a alegria de correr.

 

Bons treinos!

Boas corridas!

20
Abr17

5'+2'


Runner Wannabe

Eu bem espero por “matéria-prima" para fazer uns updates...mas isto é mesmo a conta-gotas!

 

Corrida, muito pouca (mesmo)!

As cifras estão nos 5’(corrida)+2’ (marcha)+2’(corrida), com aquecimentos com cerca de 15 minutos, com especial relevo para joelhos, gémeos e pés.

 

As massagens continuam. Todos os dias massajo as zonas e pontos recomendados. A intensidade das mesmas deixa-me frequentemente num estado alterado de consciência – em que fico tão alterada, mas tão alterada… que já nem vocifero obscenidades! Mas as melhorias vão surgindo, mesmo que lentas. Talvez até já haja margem de manobra para arriscar um pouquinho mais nas corridas, mas por agora fico-me por estes pequenos joggings dia sim, dia não. A bicicleta (2 a 3 vezes/semana), tem ajudado a manter a forma e as caminhadas foram substituídas pelas corridinhas.

 

Outros exercícios

Por outros exercícios entenda-se exercícios de reforço muscular (RM), exercícios de flexibilidade (F) e outros exercícios que puxam pelo cabedal de uma pessoa!

Regra geral RM e F coincidem com os dias das corridinhas. A excepção é quando tenho de fazer alguns trabalhos de manutenção na horta aka exercícios que puxam pelo cabedal de uma pessoa. Hortar é uma actividade sobejamente reforçadora! Que digam os lombares, glúteos, isquiotibiais e a musculatura dos braços, claro! Em trabalhos mais leves – se houver paciência para estar atenta às características dos movimentos -  podem-se ter momentos em que também a flexibilidade tem de dar o litro!  Por outras palavras, em dia de horta, não há cá rotinas de RM ou F! Era o que faltava! No fim de carregar com baldes ou regadores cheios de água, de um lado para o outro…ia fazer umas pranchinhas? Uns abdominaizinhos? Uns agachamentos? Uns afundos? Era o ías! Com alguma sorte, no final dos trabalhos lá faço uns alongamentos a despachar – aqueles que se fazem…para não se dizer que não se fez…e cujo efeito práctico é a descarga de consciência! Pronto, esses! 

 

Estou satisfeita por estar a evoluir e já um pouco menos ansiosa com a lentidão de todo o processo.

Continuo a ter de me abstrair do medo, enquanto corro. Para isso foco-me no feedback da aplicação que tenho no telemóvel, que me informa acerca do ritmo e velocidade - se assim não fosse, quando desse por mim já iria a ritmo de lesiona-te-lá-outra-vez!).

A avaliação da corrida acontece geralmente no dia seguinte, first thing in the morning, quando analiso se o tornozelo está dorido ou se acomodou bem o esforço do dia anterior.

Hoje estava tudo bem,  foi dia de descanso, amanhã há corridinha!

 

Boas corridas!

13
Abr17

Cinco minutos!


Runner Wannabe

11 de Abril

Consegui finalmente meter-me nas mãos de quem ajuda a recuperar lesões dizendo, " isto não é para fazer festinhas!". E não é mesmo, acreditem!

Excuso-me de pormenores e só digo o seguinte, quando cheguei a casa fiz um banho gelado à perna. Quase chorei de alívio! Estava tão dorida...

 

Na manhã seguinte, ainda dorida - mas menos que no dia anterior - pedalei uma distância simbólica (4km) e fiz uma caminhada (4km), a ritmo tartaruga, apesar de me ter sido recomendado...correr! Pois é... apesar de não ter recebido contraindicação para correr, pelo contrário, recebi incentivo, decidi não o fazer - por aqui se pode avaliar o quanto dorida estava! Só queria dar mais algumas horas de descanso ao pé. Quando me aventurei  experimentar correr, já a noite tinha caído, fiz um Nocturno de 5 minutos...

 

Cinco minutos, porque não corro há muito tempo.

Cinco minutos,  o reflexo do receio de me voltar a magoar.

Cinco minutos de "aguenta-te pá, aguenta-te!",  de cada vez que o pé esquerdo atacava o solo.

Cinco minutos, aos quais quis somar outros tantos, mas que o bom senso (ou medo), insistiu em multiplicar... por 1!

Cinco minutos, porque queria poder correr outros cinco no dia seguinte - e alguns dos seus múltiplos, num futuro próximo.

 

Correu bem, corri muito devagar...a medo, mas não senti dor!

Pé e perna,  ainda tiveram direito a uma sessão de alongamentos, uma massagem ligeira (festinhas) e uma pequena sessão de gelo, para ajudar a desinflamar.

 

Esta manhã o pé estava bem menos dorido, mas a sessão de corrida matutina teve de ser adiada, tendo-se transformado em mais um Nocturno de 5 minutos.

 

E como correu?

Se eu não me tivesse empanturrado com sopa da pedra 45' antes...talvez as coisas tivessem corrido um pouquinho melhor! A corrida mais uma vez foi lenta e sem registo de dor (yey!). No final fiz umas "festinhas" na perna e pé e ofereci ao estômago uma garrafinha de água com gás! De todos, foi o estômago quem mais agradeceu a gentileza!

 

Amanhã talvez já adicione mais 1' ou 2', depende de como me sentir até lá.

Livrar-me por completo da lesão vai levar o seu tempo, mas finalmente já consigo ensaiar umas corridinhas! :D

 

Nota: sopa da pedra e corrida....nahhhh!

 

Boas corridas!

Bom feriado!

 

 

 

29
Mar17

Dói-Dói Bag


Runner Wannabe

Isto de estar sempre lesionada (só para o caso de alguém ainda não ter percebido este meu fado!), levou-me a pesquisar várias coisas: a) como é que esta máquina (corpo) está montada e funciona - principalmente ao nível do sistema muscular; b) exercícios para recuperar lesões e c) exercícios para prevenir lesões. Como estou sempre a recuperar de uma lesão e portanto a recorrer a um conjunto de itens, por uma questão prática, passei a juntá-los (quase todos)  num saco, a que chamo carinhosamente (sarcasticamente) de Dói-Dói Bag, ou  simplesmente, Bag.

 

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Aqui está o conteúdo do Dói-Dói Bag. Sim, é um rolo da massa!

 

Bola – para a fascia plantar não começar com ideias (ou ites)!

Rubber Band – super útil para adicionar resistência na execução de movimentos controlados (específicos).

Corda de “saltar-à-corda” - ajuda na execução de alguns alongamentos.

Ligadura Elástica – ajuda na estabilização de alguma articulação mais necessitada (sim tornozelo esquerdo, tem sido a tua segunda pele!).

Adesivo – não perguntem, ando sempre com adesivo!

Pomada analgésica – o conceito fala por si!

Saco de Gel: para fazer frio ou quente (fui tirá-lo ao congelador – este item não está fisicamente no saco....mas tem lá um lugar VIP sempre reservado, no Bag!)

Rolo da massa(gem): sim, aquela “alfaia” usada na cozinha! Este rolo já não tem utilidade na cozinha, obviamente,  serve agora de assistente às massagens da Banda Iliotibial – recomendação de um mestre em recuperação física. (PS: dói para caraças!)

 

Ainda tenho de adicionar uma embalagem de creme hidratante,  muito útil para diminuir o atrito durante as massagens.  Noutros tempos, possivelmente ainda lá meteria um canivete suiço, um rolo de fita adesiva (daquela larga, plástica e castanha) e um pacote de pastilhas elástica, tudo a la MacGyver, mestre do desenrasca...mas com a idade fiquei marginalmente mais pragmática!

 

Todos os dias uso um ou vários itens Dói-Dói Bag . Hoje por exemplo usei a bola, a ligadura elástica (estabilização) e a rubber band para alguns exercícios...ah, e o tornozelo teve direito a massagens (com as mãos, ão com o rolo!) por isso também usei o hidratante que ainda não reside oficialmente no Bag. E tudo isto, antes do “programa” de exercícios que estou a fazer! Trata-se de um combinado entre bicicleta, caminhada e uma rotina de reforço muscular (reforço muscular...quer dizer...estou mais a fazer a manutenção do tonus... do que a reforçar o que quer que seja!) - ainda assim, linda menina!

 

Hoje (e ontem também),  fiz 5km de bicicleta, 4km de caminhada (lenta, até para os meus padrões) e uma rotina de reforço muscular, tudo pain free!!! Progressivamente vou adicionar distância, espero não exagerar (e eu que nem sou "nada" dada a exageros!).

 

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 Cavalinhos nunca são demais!

 

Por uma questão de precaução, levo comigo bastões de caminhada, para no caso de sentir dor, ter como aliviar a carga no pé... até estar a salvo!

 

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 Não, não se trata de uma catana! São os bastões de caminhada, que geralmente levo numa mochila.

 

Pronto, está apresentado o meu Dói-Dói Bag, talvez haja quem use gavetas, prateleiras, eu uso um saco!  É portátil e onde está um dos itens...estão (quase) todos os outros!

 

E agora toca de arrumar tudo!

 

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 Tudo para dentro do Bag!

 

Bons treinos e boas corridas, pessoas-não-lesionadas!

Boas recuperações, futuras pessoas-não-lesionadas!

 

 

 

24
Mar17

Caminhar, antes de correr!


Runner Wannabe

Já estou parada há muito tempo e a lesão vai melhorando pouco a pouco. O mestre das mãozinhas mágicas tem agenda cheia até 2018 - estou a exagerar - mas vou ter que esperar uns dias....valentes, até que me ponha as mãos em cima - literalmente! Entretanto aconselhou-me a fazer massagens e gelo....e eu...vou fazendo...umas caminhadas também!

 

Um olhar sobre o passado recente.

Não é preciso recuar muito...basta um ano, para melhor perceber em que condições físicas comecei nas primeiras corridinhas versus a minha condição actual, após  lesões consecutivas.

 

Há um ano - por esta altura - baixou em mim a possibilidade de concretizar um desejo que já contava com alguns anos. Ir a Santiago de Compostela, a pé. Caminhar não era a minha cena, a minha cena era....bicicleta (BTT). Não que fizesse grandes quilometragens....hmmm...a contar com o fim-de-semana....talvez pedalasse uns 50km semanais (mais coisa menos coisa), ritmo que mantinha há cerca de 3 anos. Era assim que me mantinha em forma e estava em contacto com a natureza - sem contar com a minha hortinha, claro! Ora foi por esta altura (Março de 2016), que comecei a planear, a pesquisar e a confrontar-me com um conjunto de aspectos importantes a ter em conta, no projectar de uma viagem destas: condição física, condição mental e aspectos logísticos. Cedo percebi que era a dimensão física que teria de começar a trabalhar mais cedo. E assim começaram as primeiras caminhadas, que a pouco e pouco foram substituindo a bicicleta, até porque caminhar é moroso - não haveria tempo para ambas as actividades.

 

Adianto que no último mês de preparação, caminhava com a mochila a pesar o peso recomendado para este tipo de caminhadas (10% do peso do caminhante - no meu caso essa percentagem traduziu-se em 6kg). A carga da mochila e as distâncias das caminhadas, foram aumentando progressivamente e nas últimas 2/3 semanas de preparação, já caminhava cerca de 20km (pelo menos 2 vezes por semana) e com longuinhos de 25 a 30km, no fim-de-semana.

 

Para diminuir o impacto - temporal - de longas caminhadas, começava a caminhar ainda escuro, porque as caminhadas são mesmo time-consuming  - e também porque o calor começava a apertar o seu torniquete (principalmente nas caminhadas de fim-de-semana).

 

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 26 de Julho, 6:34, a 4km do ponto de partida - tinha de sair mesmo cedo! 

 

A viagem começou no Porto, a 5 de Julho e terminou 11 dias depois em Santiago de Compostela. Imensas histórias, aprendizagens e momentos muito bonitos. Foi uma experiência muito especial e que tem lugar cativo nas minhas memórias. Experimentem, a sério! Vale bem a pena!

 

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Sé do Porto, onde adquiri a credencial  do peregrino - documento que é carimbado ao longo do Caminho, atestando a nossa passagem pelas várias etapas e que permite entrada em albergues.Planeei a viagem sozinha e preparei-me física e mentalmente para a fazer sozinha. Claro que estava uma pilha de nervos. Chamaram-me doida, tentaram-me dissuadir... não resultou!

Doideira é fazer...triatlos e ultra-maratonas e ultra trails e coisas assim! :)

 

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Não, não é só caminhar por estrada ou estradões, também há disso...e disto!

 Companheiro de parte da etapa - Ponte de Lima a Rubiães (etapa 4). Estavamos a subir  o Alto da Portela Grande (405m). Mark, dos EUA, encontrou-me mesmo ao início desta... subida-parte-pernas...e costas...e tudo o resto. A 1.ª metade desta etapa fi-la sozinha, mas em boa hora tive companhia para esta empreitada, o Caminho encarregou-se de providênciar (alguns saberão do que falo)! Obrigada pela ajuda Mark, sei que não lês este blog,  mas não faz mal! Esta subida deixou uma mazela num pé que condicionou as etapas seguintes. É escusado dizer que caminhadas/treino não incluíram escalada ou caminhos com desnível...sou uma borda-de-água, caminhava pelas  lezírias, o pézinho não estava habituado a este tipo de esforço e cedeu.

 

 

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 Sim, é a bandeira!

Uns dias antes, Etapa 2  (Vilarinho - Barcelos) 7 de Julho, 6:43. Neste dia caminhei com uma peregrina da República Checa, que me tirou esta foto. Aqui estávamos prestes a atravessar a Ponte do Zameiro, Vila do Conde.

Portugal tinha jogado na noite anterior e ao bater País de Gales, estava na final do Euro!!! Pronto...entusiasmei-me e toca de cobrir a mochila com a nossa bandeira!  Grata a todos os condutores que me buzinaram! Peregrinos franceses e alemães acharam piada (no german and french way). Os peregrinos das outras nacionalidades davam-me os parabéns, que em nome de todos nós, agradeci de forma solene e sentida!

Três dias depois, Rubiães - Valença (etapa 5), corria o dia 10 de Julho. Fui a primeira peregrina a chegar ao Albergue de S. Teotónio (Valença). Tinha tempo e condição, apesar de lesionada, de entrar em terras de Espanha e ficar em Tui, mas era o dia da Final do Euro e Portugal defrontava França. Tive sempre muito presente - durante toda a viagem -  que precisava de estar em terras lusas quando Portugal jogasse, por isso decidi ficar em Valença. Este é um dos episódios que marcou a viagem, do qual falarei em pormenor noutra ocasião.

Resumindo este parentesis....enorme ... foi novamente com a bandeira a envolver a mochila, que no dia 11 de Julho, entrei em terras de Espanha, com Portugal sagrado Campeão Europeu!  Talvez tenha sido um pouco mete-nojo, mas saía-me orgulho por todos os poros! Não há fotos, porque caminhava sozinha e eu e as selfies...nahhh. Mas olhem o que estava escrito na ponte internacional de Valença (no lado português da ponte).

PS: os hermanitos deram-me os parabéns por diversas vezes, sublinhando a lição que demos nos franciús!

 

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 Apesar de rumar a Espanha, estava desertinha para olhar para os melões dos franceses! Pronto já não falo mais disto. fica para outra altura.

 

Depois de regressar dessa epopeia - sim, este post não é sobre a peripécias a Caminho de Santiago! - e descomprimir durante uns dias, continuei a sentir a necessidade de caminhar.  Surge o Agosto e com ele um pouco de praia. As caminhadas continuavam pela praia...nos intervalos das sessões de alarvamento de Bolas de Berlim (de farinha de alfarroba)!Passo um ano sem comer bolas de Berlim...mas na praia transfiguro-me....como imenso e faz parte da dieta 2 bolas de berlim por dia! Sim...uma é manifestamente pouco ....duas não é suficiente para fazer face à gula...mas tem de haver um limite...certo?

 

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Esta não é de alfarroba...essas não têm tempo de ser imortalizadas em fotografia! (Sim, com creme! Que pergunta é essa?!)

 

E foi precisamente na praia, durante uma caminhada-para-queimar-a-bola, que inspirada talvez pelos corredores de praia - alguns mais gazelas de beira-mar que outros -  decidi correr umas dezenas de metros. Ia morrendo! A meta foi entrar mar a dentro e mergulhar!

(voltei a falar de corrida! yeyyy!!!)

 

Quando regressei de terras algarvias, continuei a fazer caminhadas, mas para ter o mesmo kick (de endorfinas imagino eu), teria de passar muitas horas a caminhar. É que 10/12 km...sabiam a nada, mas fazer caminhadas de 20... já não eram compatíveis com nada! Foi quando comecei a pensar mais seriamente acerca de corrida, trail especificamente, dado que queria manter o contacto com a natureza, queimar caloria e continuar a fazer exercício físico menos time consuming - não sei porque não regressei à bicicleta...não senti o chamamento, acho eu!

 

Comecei a correr nos últimos dias de Agosto, de forma muito tímida  - e sofrida - a fazer as primeiras centenas de metros a correr e a pensar que morreria antes de as concluir! (No Início)

 

Grande história esta... e já meteu Santiago de Compostela, Seleção Nacional e Bolas de Berlim...maravilha! Tudo para dizer, que apesar dos episódios de "é desta que me fico", tinha na altura o organismo mais preparado para o esforço (bicicleta e muita caminhada em cima do lombo e pernas e tendões e no resto), do que hoje. Se por um milagre esta lesão passasse agora, acho que não aguentaria mais que 10 minutos a correr...vá... 12 minutos  antes de precisar de um desfribilador!

 

É verdade que estou lesionada, mas estou parada há tanto tempo que se não começar devagar (leia-se começar por caminhada), vou lesionar novamente! (não consigo parar de me queixar, sorry qualquer coisinha!). Portanto nos próximos tempos, as eventuais publicações terão a ver com experiências de caminhada, pedaladas, evoluções da lesão e quem sabe sobre temas menos interessantes, mas que me esforçarei para que se relacione com corrida, mesmo que remotamente, isto é, vou encher chouriços, até que tenha alguma coisa verdadeiramente interessante para dizer...sobre corrida!

 

E por falar em Seleção, amanhã joga Portugal!!!

E quem já foi procurar o cachecol (respeitinho que já tem 24 anos!), para amanhã ir trajada a rigor e assistir ao Portugal - Hungria, na casa que amanhã é de todos nós, mas mais um bocadinho dos aficionados do clube do meu coração? (ía ficando sem fôlego!)

 

2017-03-24 16.35.56.jpg

 Fiel companheiro!

 

Pronto....oficialmente o post mais estranho que escrevi!

 

 

 

15
Mar17

Lesões 3 - Corridas 0


Runner Wannabe

A minha lesão no pé reincidiu e desta vez nem sei o que fiz! Já caminhava normalmente mas ainda não tinha reiniciado as corridas, dado que continuava a sentir um desconforto (sem dor),  no tornozelo. Sinto que dei dois passos de gigante à retaguarda - e isto não se trata do "mamãezinha dá licença?".

Ao fazer as contas por alto, estou há tanto tempo parada por lesão quanto o tempo que passei a correr. E não, não se trata da mesma lesão. Três tipos de lesão me pararam durante cerca de 3 meses. Agora que me volto a magoar (a lesão n.3 está a reincidir), não sei quanto tempo precisarei para recuperar...e isto começa a desgastar o ânimo.

Este espacinho foi criado para a minha corrida, mas mais parece um tratado de lesões e mazelas, até porque o score fala por si: Lesões 3 - Corridas 0. É verdade que as lesões fazem parte da corrida, mas bolas, estou mesmo farta de regressar à Estaca Zero...parece que tenho lugar cativo nesta bancada!

Não vou conseguir acompanhar A. na Mini Maratona, nem mesmo a caminhar -  não há condições. Estou decepcionada, vou decepcionar A. e por isso, mais decepcionada fico! Pelo andar da carruagem, não sei se terei pelo menos, condições para assistir à  Meia Maratona. Mas se conseguir, lá estarei a apoiar os atletas - prepararei cartazes de incentivo, nesse caso - pode ser que ajude alguém!

Está mais que visto que vou ter de voltar às mãozinhas mágicas do Sr. Urbano, para tentar exorcizar mais esta mazela (aiiiiiii!!!) e deixar a corrida para quem pode e não para quem quer! E isto é mesmo assim, só  corre quem pode!

 

Bons treinos,

Boas corridas,

Nada de lesões!

 

 

08
Dez16

Hoje senti-me especial duas vezes!


Runner Wannabe

Estou lesionada e isto vai demorar o seu tempo...

 

O meu objectivo até recentemente era simplesmente dilatar a distância que conseguia correr (oh eu a falar no pretérito). Velocidade e skills de trepadora, entre outras, seriam coisas para depois. O objectivo agora é recuperar da lesão, da minha ITBS. Em resumo e para quem não sabe da história: deixei de fazer alongamentos com a frequência com que costumava fazer e insisti em correr com uma dor no joelho - daquelas tipo cavilha espetada até ao osso - para atingir uma distância que nunca tinha feito. Da fase de euforia, passei a f...-se, estou lixada e agora estou numa de Maria-Madalena-arrependida-resignada-à-condição-de-lesionada-mas-de-mangas-arregaçadas-rumo-à-recuperação (como se pudesse fazer outra coisa!).

 

 A última vez que experimentei correr foi há 6 dias, treino esse que serviu para monotorizar a lesão, mas cedo tive de parar pois aos 2,5km comecei a sentir um sintoma (tensão) que precede a dor (dor esta que costuma aparecer entre 500 a 1000 m após a referida tensão). Desde então concentrei-me em fazer alongamentos (2x por dia) e um pouco de bicicleta, tendo sido suspensa toda e qualquer corrida. Mas hoje tentei perceber se tinha havido alguma evolução na condição. Houve evolução sim, senti a tensão aos 3km, que me fez parar de imediato e assim estimo que o ponto de dor esteja algures entre 3,5km e 4km. Por outras palavras, estendi a distância corrida sem tensão ou dor em mais 500m. Por este andar – sim, porque isto quase que não se qualifica de corrida – lá para o Carnaval devo estar a chegar aos 10Km! Consegui em 1000m derreter o trabalho de 2 meses, que me vai levar outros tantos (tempo estimado) a recuperar! Sinto-me "especial"!

 

                                      Uma imagem de gatinhos para mudar o andamento desta publicação.

 

E sinto-me especial também por uma outra razão completamente diferente, que se cruzou com o test drive de hoje. Como já tive oportunidade de dizer  noutra publicação,  tenho um amigo (de 12 anos), que têm uma enorme crença nas minhas capacidades atléticas (desfasada). Perguntei-lhe ontem em jeito de brincadeira, se queria vir comigo fazer o test drive ao joelho - avisando-o que iria cedo. Pensando que hoje tinha aulas, A. disse que não se iria conseguir levantar às 6:00 - pensando que eu me referia a estas horas proibitivamente madrugadoras. Minutos depois caiu-lhe a ficha e percebeu que não tinha aulas e que afinal podia acompanhar-me - tendo ficado visivelmente mais aliviado quando lhe disse que planeava começar pelas 8:00 e não às 6:00. O meu amigo levantou-se às 7:30, vestiu-se, tomou o pequeno almoço e estava à minha porta às 8:10 com uma garrafa de 1,5L meia de água (hidratação é importante)! Foi ele que me distraíu do medo constante que me acompanhou desde a primeira passada, foi ele que me perguntou várias vezes como estava o joelho quando percebia que eu abrandava (ainda mais) e foi ele que em jeito de conforto me disse quando tive de parar, "deixa estar, da próxima vez corremos mais".

Em forma de agradecimento, ensinei-lhe algo para a vida: alongamentos, a importância de banho quente logo a seguir a um treino com temperaturas baixas... e como cuspir enquanto se corre! 

 

Concordo com A....da próxima vez correremos mais um pouquinho!

 

 

 

 

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