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Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

Runner Wannabe

Corredora amadora à beira dos 40, que aspira um dia começar e terminar um trail: a respirar, a conseguir proferir palavras do tipo “ajudem-me” e “água” ... e em controlo das suas funções biológicas básicas.

02
Jul17

Resumo


Runner Wannabe

 

No Domingo passado completei 8,5km. Durante todo o percurso o corpo pediu para parar, mas a cabeça teimou no contrário. Arrastei-me por teimosia, por desafio...já não sei!

 

E no dia seguinte? Ui, ui! No dia seguinte, mais cansaço, com  a pressão arterial baixíssima e com a sensação que morava num corpo estranho, sensação esta que foi desaparecendo ao longo do dia - felizmente - porque estava a ser mesmo muuuuito estranho.

Cansaço acumulado, conclui! 

 

O treino de 3ª.F – que se pretendia ser de recuperação – foi curto e lento, mas nem por isso de recuperação! Foram 4km no total, mas com uma primeira metade cunhada por notórias dificuldades em controlar a respiração. Sentia-me cansada, pesada e ofegante - que trio! Depois lá consegui encontrar o ritmo que me deixou respirar com alguma eficiência, o que me permitiu terminar o treino, com um pequeno resíduo de brio atlético!

 

Com a 5ª.F veio o treino “rápido” da semana (curto e rápido).

Sentia que tinha recuperado energia, mas não sabia como estavam os "tanques".

O objectivo era simples, 4km a um ritmo mais puxadinho, simples não é? Pois, mas nada feito! Aos 3km tive de travar a fundo, para não perturbar uma matilha de cães, ok...eram só 3, mas eram grandes, sem dono à vista e que podiam facilmente decidir vir no meu encalço! Quebrei o melhor de todos os ritmos alcançados e fui obrigada a caminhar calmamente, durante uns 40m, até dobrar uma curva e sair do raio de visão dos bichos! Bem que retomei a corrida, mas o meu corpo não estava a seguir as ordens de comando, ou incentivo, não estava a reagir. Parei aos 3,4km, feitos a 6:10/km (gaita, estava a voar!), acalmei a auto-censura e acabei por fazer mais 2km a 7:10min/km, porque estava fora de questão ir para casa  só com 3,4km no bolso!

O que seria um treino rápido e curto, acabou por se transformar num treino curto mas “misto”. Voei, travei a fundo, tentei embalar e acabei quase em modo jogging (para mim!).

 

No final de 5ª.F fui acometida por uma tensão um tanto ou quanto impeditiva, na região lombar - vulgo cruzes - que piorou no dia seguinte. O treino agravou uma pequena tensão que não considerei ser algo que pudesse evoluir para uma rigidez que me impedia de fazer coisas tão simples como chegar com a ponta dos dedos das mãos, aos dedos dos pés...ficava-me aí pelo joelho...mais coisa, menos coisa! Por entre "quente", alongamentos e resguardo nalgumas tarefas, lá acelerei o processo de recuperação e no final de sábado já tinha a certeza que podia fazer o treino no Domingo (hoje). 

 

E eis que chegou Domingo e o respectivo treino longo.

Costas recuperadas, energia acumulada, músculos descansados e pequeno almoço ligeiramente reforçado para o que desse e viesse. E veio...mas não o que estava à espera!

Não comecei o treino assumindo que ía chegar aos 10km, mas geri a corrida de forma a estar em condições de ultrapassar essa distância.  Por volta dos 8,5km sentia-me bem, com energia e pulmão para dar mais uma volta ao circuito, o que resultaria num percurso total de 11,8K. Um par de minutos depois de ter decidido dar essa volta extra, começo a sentir um pequeno incómodo na parte externa do joelho direito...O fantasma da ITB accionou tudo o que eram luzes vermelhas no meu painel de controlo! Parei aos 9k para me resguardar, mesmo sem saber se aquela sensação era mesmo um sinal da ITB. Para ter a certeza, teria de continuar a correr e isso seria forçar uma possível inflamação.  Been there, done that e o resultado foi péssimo!

Como ainda tinha energia, o final da sessão consistiu numa valente tareia aka reforço muscular e exercícios de flexibilidade! Caneco, até fiquei com um andar novo!

 

Quando à tensão no joelho...espero que tenha sido provocada por alguma fadiga muscular, mas por via das dúvidas...  abrandamento, reforço muscular e exercícios de flexibilidade para cima dela!

 

Agora é esperar para ver...

 

Boas corridas!

 

 

 

 

 

10
Mar17

Eu tenho dois amores.


Runner Wannabe

 Com a paragem forçada durante os meses de Dezembro e Janeiro – por causa da ITB e problemas musculares – deixei de parte uma outra actividade cuja a estima é bem mais antiga que a corrida,  que me preenche não direi de igual modo, mas de um modo completamente diferente. Tenho dois amores e não questiono de qual gosto mais. São diferentes, gosto de ambos e ambos me ampliam e agora talvez se complementem!

 

Nunca antes trouxe esse meu interesse à baila, porque decidi que este espacinho seria só para a corrida e para os meus ataques de coitadice (mazelas, maleitas e respectivos queixumes). As limitações que me impediram de treinar, também vi impediram de (segurem-se), hortar! Tenho uma pequena horta, à qual regressei após esta longa paragem e que agora - pouco a pouco - resgato do matagal de infestantes (ervas), que sufocam as culturas de Outono.

 

Porque falo disso agora? Porque agora que regressei à horta, percebo como pode dar importantes contributos  à corrida. Como? Hortar proporciona oportunidades para efectuar reforço muscular e alongamentos! Não, não estou a brincar. Os trabalhos mais comuns numa horta são: tirar infestantes (ervas) à mão; sachar; ancinhar e regar. Com estas tarefas, o  trem superior é amplamento solicitado, com a região lombar a dar o litro e mais uma pinga. Regar a balde ou regador - por exemplo - desde que com o mesmo peso em ambos os braços e proceder ao seu levantamento resguardando a zona lombar - é seguro e trabalha variadíssimos grupos musculares. Mas onde noto mais diferença é nos braços e ombros! (Hulk, não te ponhas a pau, não!). No trem inferior, os músculos que mais sinto trabalhar são os da coxa (posteriores). Claro que é preciso equilibrar a intensidade, as repetições e amplitude de movimentos, nesse sentido é essencial: 1) estar atenta à mecânica dos movimentos e corrigir as posturas, 2) monitorizar a quantidade de esforço feita à esquerda que deve ser compensada à direita (e vice-versa); e 3) não permanecer mais que 15 minutos a fazer o mesmo tipo de esforço, isto é, alternar com outras tarefas. Ter noção das exigências musculares a que me sujeito ajudam-me a antecipar possíveis riscos de lesão - coisa para a qual agora estou mais que atenta. Deste modo, também posso seleccionar exercícios específicos que compensem grupos musculares menos solicitados, de modo a permitir o desenvolvimento e fortalecimento da musculatura, de forma equilibrada. Resolvi também fazer uma pequena sessão de alongamentos, antes de uma sessão deste tipo de "reforço muscular", para não apanhar o corpo desprevenido e evitar que faça mais uma birra!

 

Cuidar de uma horta dá-me um prazer imenso, mas não vou tirar a magia deste tipo de trabalho com uma obsessão pelas questões biomecânicas na execução das tarefas que lhe são inerentes. O que não quero é voltar a lesionar-me e qualquer um destes dois amores podem-me encostar à berma (talking about tough love).

 

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                        Cada amor exige o seu sapato (sim, tenho um sapato de corrida com cor-de-rosa...

                                                  isso é toda uma outra história!)

 

Aproveito para dizer que a minha horta está livre de qualquer tipo de fitofármaco, isto é, não são usados químicos de síntese. Recorro a técnicas alternativas e por isso o que produzo é de qualidade semelhante ou mesmo superior aos produtos biológicos certificados!

 

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                                 Alho francês e beterraba cheios de bom aspecto, acabadinhos de tirar da terra!

 

 

18
Fev17

Dos 100m aos 9km em 15 dias.


Runner Wannabe

As cifras desta semana foram: 1,7km; 2km; 2,3Km e 3,3km (hoje). O joelho não doeu, as dores abdominais e lombares não incomodaram durante a corrida, mas lá se fazem sentir algumas vezes durante o dia - mas sem as intensidades incapacitantes de outrora.

Para o treino de hoje não tinha programado esticar mais que 300m a 500m, mas distraí-me e quando percebi quase que usei os travões de emergência, já tinha acrescentado 1km. Estava a sentir-me bem, estava nas nuvens a gozar a sensação, mas ainda assim decidi parar. Parei por resguardo, antes que um qualquer arame partisse, um parafuso desapertasse ou que uma mola saltasse...ok , já se percebeu o sentido! Não senti dores ou desconfortos, mas quando olho para trás, vejo que ainda não percorri a recta que começa na Estaca Zero e termina na esquina da Zona de Segurança! Ainda não dobrei essa esquina... e o que eu tenho de correr para a alcançar!

Os alongamentos e reforço muscular continuam e na corrida...lá vou esticando a pouco a pouco e com cautela, apesar de continuar a achar a "fruta muita". Claro que esta opinião depende do ponto de vista! E este é o meu:  nos últimos 10 dias corri mais  que nos meses de Dezembro e Janeiro, juntos! De outro modo: há 15 dias nem imaginava conseguir correr 100m! Esta semana corri pouco mais que 9Km.

Pouco a pouco, as evoluções vão aparecendo!

 

 

 

 

 

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