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Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

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Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

25
Out17

Mais um encontro imediato!


Runner Wannabe

O assunto desta publicação tem a ver com um episódio que aconteceu há umas semanas, enquanto fazia uma sessão de bicicleta - como forma de me resguardar dos impactos da corrida e de me ir mantendo em forma...na medida do possível.

 

Quem anda de bicicleta tem certamente várias histórias acerca de encontros imediatos!

Encontros imediatos com ...praticamente tudo! Encontros com cão que se atravessa à frente, encontros com o automobilista que gosta de brincar com a vida dos ciclistas, encontros imediatos com o asfalto, com buracos na estrada, com mosquitos a 100km/h, etc!

 

Já aqui vos contei uma história  cujo final, foi basicamente eu fazer a única coisa que estava ao meu alcance: demonstrar o meu desagrado através de um gesto, provavelmente entendível em qualquer parte do universo!

 

Desta vez, o desfecho foi diferente!

 

Durante uma sessão de bicicleta, fui ultrapassada, por uma carrinha, que não seguindo a alta velocidade, com bom campo de visão e sem haver trânsito em sentido contrário, decide ultrapassar-me, bem em cima (passando a cerca de 50 cm de mim)! Enquanto isso, eu rolava num piso irregular com buracos e obrigada a seguir a trajectória mais junto à berma possivel, porque sabia que ia ser ultrapassada!

                                                         

Desta vez, nem consegui tirar pelo menos uma mão do guiador, para “saudar” o condutor por tal manobra!

 

Ora, passa-se que eu estava a cerca de 500m metros da entrada para uma ponte, que por só ter uma via, o tráfego em ambos os sentidos é controlado por um semáforo. A cerca de 100 metros (a subir), percebo que o veiculo que me tinha ultrapassado, estava parado no dito semáforo!

Meti uma mudança (ou duas), mais leve e apressei a pedalada!

 

A ponte tem passagem própria para peões e bicicletas, eu não precisaria de esperar no semáforo, mas ao aproximar-me do veiculo...não resisti! Parei, dei dois toques no vidro do condutor e esperei que abrisse o vidro.

 

 - “Bom dia!” -  com a respiração ofegante da subida que tinha acabado de fazer.

 - Bom dia... - respondeu com olhar gaseado.

-  “Oh amigo, da próxima vez que passar por um ciclista, dê-lhe mais espaço do que aquele que me deu ali atrás! 

- Resto de um bom sábado! - despedi-me.

 

 A reacção do condutor foi próxima disto...não sei bem o que quer dizer.

Mas algo me diz que só está habituado a fazer ultrapassagens de #erda a ciclistas

e menos familiarizado com o ser chamado à atenção pelo facto!

 

Subi para a bicicleta e continuei a sessão de bicicleta!

 

São raras as vezes em que um ciclista tem a oportunidade de confrontar, quem o colocou em risco.Tive de aproveitar!

Se me apeteceu entrar “a matar” ? Oh se apereceu!

 

Mas quem tem este tipo de comportamento  de risco, o mais provável é fazê-lo regularmente e eu não sou a única ciclista, nas estradas. Talvez esta abordagem mais cordial possa pesar mais em decisões futuras de “ultrapasso-este-ciclista-de-forma-segura-porque-é-uma-pessoa-e-tem-o-direito-de-circular-em-segurança vs mesmo-que-me-arme-em-canalha-e-coloque-a-vida-desta-pessoa-em-risco-não-me-vai-acontecer-nada!

 

Como disse, o desfecho desta vez foi diferente, se isso será o suficiente para alterar este tipo de comportamento, não tenho maneira de saber!

 

 

 

 

08
Jul17

Ao grunho que me rasou!


Runner Wannabe

 

Há pessoas que respeitam os ciclistas, outros não! 

 

As que respeitam, entendem e compreendem um conjunto de medidas que tentam salvaguardar....coisa pouca: vidas! Os que não respeitam, fazem ricochete entre  a crença de que "não vai acontecer nada" e uma quase certeza de que "ninguém me vai multar"! Ora, seguir a crença de que "não vai acontecer nada", é basicamente jogar à roleta russa...mas com a vida de outra pessoa! Já o "ninguém me vai multar", é quase uma certeza absoluta, a menos que o ciclista leve câmara e consiga produzir uma prova, que esclareça qualquer tipo de testemunho!

 

Uma das novas regras do código da estrada, estabelece que a ultrapassagem garanta 1,5m de distância entre veículo motorizado e o velocípede - como se estivesse a dar uma novidade a alguém!

 

Assim...

 

 

Hoje numa recta com boa visibilidade, fui ultrapassada por 5 automóveis. O primeiro, uma carrinha tipo Ford Transit (uma autêntica banheira), respeitou a distância de segurança – aquela que tem como objectivo servir a segurança dos ciclistas! Já o segundo automóvel, um Opel Corsa (carro ligeiro e de reduzidas dimensões, comparativamente), não me fez uma ultrapassagem, simplesmente rasou a bicicleta!!! O Grunho! Se se tratasse de um corte de cabelo, teria sido um pente 1!

Os restantes 3 ligeiros repetiram a qualidade da ultrapassagem feita pelo primeiro veículo e salvaguardam a minha segurança! Obrigada condutores conscienciosos!

 

Senhor condutor do Opel Corsa, espero que tenha visto pelo retrovisor o gesto que lhe dediquei! Apetecia-me usar a duas mãos para enfatizar a minha dedicatória, mas não era seguro, foi só mesmo com uma! Dediquei o gesto a si e a todos os condutores que não respeitam os ciclistas...porque o escolhem fazer e nem sequer correm o risco de serem multados – não há brigadas de trânsito a cada 100m!

 

De cada vez que não respeita esta regra, está a colocar em risco a segurança e a vida de quem se desloca em cima de um veículo de duas rodas (não motorizado), que vai em esforço, sujeito ao desequilíbrio, deslocações de ar, mais suscetível às irregularidades do piso e em caso de queda, não tem cinto de segurança ou uma estrutura que contenha grande parte do impacto. 

 

Ao cairmos, podemos fazê-lo para fora da estrada, onde encontramos separadores, árvores, pedras, terreno irregular, canas, desníveis, valetas, vedações, arame farpado, postes, automóveis estacionados, outras pessoas, etc. E o que nos separa do impacto... é vestuário de lycra e um capacete! Se cairmos para dentro da estrada...existem 2 cenários prováveis. Se nenhum carro vier atrás...ficamos estendidos no asfalto, sabe-se lá em que estado; se vier um carro atrás, pode passar-nos por cima!

 

Percebido até aqui?

 

Agora senhor condutor do Opel Corsa que me fez uma razia, imagine que não era eu que ia em cima da bicicleta, imagine que era o seu filho, ou filha, o seu irmão, irmã, esposa, amigo, pai, mãe ou sobrinho! Mas se isso não chegar, seu grunho, imagine-se a si, a ver e a sentir a sua segurança, integridade física e vida, a serem ameaçados por um condutor – que tal como você fez hoje – desconsiderou uma coisa tão básica, como o respeito pela vida humana!

 

Que este tipo de situação nunca lhe aconteça, nem a si, nem aos seus, nem a mais ninguém, grunho!

 

A distância de segurança não é 20cm, 30cm, ou um “acho que já dá” ou “afinal é uma bicicleta”! São 1,5m, porra! E não é uma bicicleta, sua besta, é uma pessoa em cima de uma bicicleta! P-E-S-S-O-A!

Se não der para garantir esta margem de segurança, não ultrapasse, aguarde por uma oportunidade melhor, como gostaria que fizessem consigo ou algum dos seus, ou simplesmente outro ser humano! 

 

Não jogue à roleta russa com uma vida, que não a sua!

 

 

A ponderar mandar fazer uma t-shirt...

 

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