Os 4,8K da Mini dos 20km de Almeirim, correram muito bem, é verdade!
O enquadramento foi muito favorável! :) Estava energizada pela estreia nos 4 ao km, o percurso era curto e plano, houve muitas pessoas a apoiar os corredores ao longo do percurso e havia sopa da pedra! :D
Um mimo de experiência!
Nos entretantos fui treinando, metendo mais alguns quilómetros nas pernas de modo a preparar-me para o próximo desafio. Desafio que já não é tão curto e de plano, não tem nada! Por outras palavras, Corre Jamor!
Vivendo eu quase à beira Tejo - planicie aluvial, a primeira a alagar em caso de cheias - e não me aventurando a correr a solo, por zonas menos conhecidas, tive de me desenrascar com a prata (topografia) da casa!
Passei a fazer treinos pelas ruas e estradas que mostrassem a maior inclinação possível, ao mesmo tempo que esticava os treinos para distâncias próximas de 10km! Só para terem uma ideia, o máximo de desnivel positivo que consegui remediar...segure-se quem sofre de vertigens...foram 68m! Ahahah!
Tenho cá para comigo que o Corre Jamor vai ser dureza! Não haverá uma única grama do meu ser que não vá estranhar! (Pensamento anti-ansiolítico: espero que a adrenalina do momento possa compensar qualquer coisita!)
As características desta prova - neste momento - são um pouco de areia a mais para a minha camioneta, mas não é isso que me vai impedir de dar o litro e mais uma pinga! O resto logo se vê!
O convite para correr pelos 4 ao km, foi feito no dia 24 de Setembro, após a Corrida do Tejo (a minha primeira corrida). Na altura fiquei atrapalhada e surpresa, não compreendia muito bem os quês e os porquês! O dia tinha sido cheio de expectativas, de emoções e quase ao cair do pano, a cereja no topo do bolo! Decidi não questionar (mais) e aceitei o convite, mas sabia que o tinha de digerir.
Nos dias e semanas seguintes, de cada vez que pensava no assunto, ainda ficava incrédula! Esta sensação tinha a sua razão de ser, mas para explicar, tenho de recuar cerca de um ano, altura em que criei este blogue - que faz hoje 1 ano!
Comecei a correr sozinha – e ainda corro – mas há cerca de um ano estava completamente a zeros! Socorria-me de informação disponibilizada online, para me ir inteirando de assuntos relacionados com corrida.
Durante as pesquisas tropecei em vários blogues estrangeiros, alguns eram cómicos, outros factuais e outros ainda, resvalavam o poético! Talvez inspirada por estas leituras, decidir nessa altura criar este cantinho – não sabia muito bem o que nele iria escrever – mas foi através dele que comecei a dar conta da actividade bloguística relacionada com a corrida, por terras lusas!
Li centenas de publicações ao longo de meses. Relatos de treinos, de corridas, de tempos e contratempos - de doidos e lunáticos pela corrida, que generosamente partilhavam com o mundo, as suas experiências, expectativas e entusiasmo!
Durante os tempos que estive impedida de correr, continuei a correr, através dos relatos destes bloguers que acumularam informação (e kms), ao longo de anos! Não seguia mais que meia dúzia de blogues, mas calhou-me em sorte que metade dos que seguia, pertencerem a elementos dos 4 ao km, ou que já tinham corrido por esta equipa! Daí a pensar que um dia iria vestir a mesma camisola? Nunca tal me passou pela cabeça!
Eu...pertencer à mesma equipa de pessoas, cujos escritos me fizeram companhia, me ensinaram e me divertiram tantas vezes? É que nem sequer estava categorizado de impossível, ou improvável, simplesmente nunca existiu lugar para tal ideia!
Foi este o "peso" que senti, quando fui convidada a correr pela equipa! O peso da admiração por tantas provas dadas por estes corredores e eu numa fase (tão) embrionária, como alguém comentou, e muito bem!
Contudo, com o passar das semanas, este sentimento foi-se diluindo e substituido por um totalmente diferente: "não vejo a hora de vestir a amarelinha"! :D
E assim foi, no dia 29 de Outubro, por terras da minha Lezíria Ribatejana, mais concretamente em Almeirim, na 31.ª edição dos 20kms Almeirim.
20Km Almeirim
Depois de recuperar da minha maleita – o suficiente para participar na Mini (5kms) dos 20kms Almeirim, ficaram dia e a hora marcada para me estrear pelos 4 ao km!
Na companhia dos colegas João Lima e do Aurélio, segui para Almeirim na manhã de 29 de Outubro, dia que se adivinhava quente, confirmando as previsões meteorológicas dos dias anteriores! Nos 5km, não se iria notar muito, mas nos 20km, com a prova a terminar mais tarde...a conversa era outra!
Chegamos a horas de encontrar estacionamento muito perto do local de levantamento de dorsais, mas antes disso, foi-me entregue a camisola amarelinha! :) Depois de confirmar o tamanho, vesti-a e pronto! Ali mesmo, em plena rua...antes que um meteoro me caísse em cima...ou outra coisa assim desse género, acontecesse!
Aquilo é que foi insuflar o ego! eh eh
Seguimos para o levantamento dos dorsais.
Eu não sou muito experiente nestas coisas, mas se o levantamento de dorsais por equipas, tivesse sido contemplado, talvez todo o processo tivesse sido mais eficiente, para organização e corredores. Mas a verdade seja dita, em 2 minutos estava despachada, dado que não havia fila para o levantamento dos dorsais da Mini.
Minutos depois juntaram-se mais dois elementos da equipa, a Isa e o Vitor.
A foto de grupo: João Lima, Isa, Vitor, eu e Aurélio.
E ali estava eu a fazer ricochete entre dois sentimentos.O de contente por partilhar as mesmas cores, mas ao mesmo tempo a pensar, “a quilometragem que os colegas têm nas pernas, deve chegar para dar umas 20 voltas a Portugal...cada um!” Sentia-me uma miniatura de comércio artesanal de Liliput!
Um pouco de conversa lá expulsou este nervosismo e passados uns minutos, por entre histórias, piadas e curiosidades sobre a corrida, já estava assim:
Eu, Aurélio e João Lima.
A hora aproximava-se e com ela a necessidade de fazer um aquecimento. Depois de efectuar alguns exercícios e manobras que me deixam a zona lombar mais apta a esforços, seguimos para uma rua transversal à meta, mas aqui a maçarica - ainda estranha a estas andanças - descuidou-se com a ida à casa de banho! Pois...fui fazer o aquecimento com aquela sensação de “ou elimino isto ou vou passar um valente mau bocado”...mas a fila para a casa-de-banho era enorme! Para minha sorte, durante o aquecimento passamos por um restaurante que devia ter aberto portas, minutos antes! Entrei tipo furacão, pedi para o usar as instalações sanitárias e saí já só tempestade tropical, a caminho do aquecimento!
Senhor simpático que me autorizou a usar as instalações, obrigada!
Todos os elementos presentes, dos 4 ao km foram mostrar como se faz, nos 20km! Eu fiquei-me pelos - em rigor - 4,8km. A vintena ainda não é para mim - lá chegarei a seu tempo!
A organização anunciava os 5km de percurso urbano (Mini), como uma prova não competitiva...mas eu dei a volta a este texto! Ah não há chip? Levei a aplicação e o relógio, para registar tudo - e em boa hora usei os dois dispositivos!
A malta da Mini, partiu atrás dos bravos, que se iam atirar aos 20km. Ouvi o sinal sonoro, as pessoas começaram a avançar e eu fui enrolada naquele embrulho típico de pessoas! Mas como de costume, nestas ocasiões,quem vai interessado em fazer o percurso a correr tem de ziguezaguear por entre participantes-caminhantes - e assim foram os primeiros 100m de prova - até estar rodeada de participantes-corredores, e seguir em linha mais recta!
Senhores organizadores de corridas e caminhadas,
de modo a evitar atropelos, encontrões, slaloms por entre participantes e grupos de participantes
que ocupam toda a largura do percurso, seria possível testar uma pequena instrução do género "caminhantes no lado direito da estrada e corredores no lado esquerdo" (nos primeiros metros de corrida),
de modo a que algumas situações desagradáveis pudessem ser evitadas?
Estarei a ser muito ingénua?
Tinha projectado fazer um tempo próximo dos 32:30. Para tal precisaria de atingir um ritmo médio de 6:30min/km.
Sim, não é rápido, mas se considerar que somente duas semanas antes, é que fiz alguns treinos com ritmos abaixo dos 7min/km...6:30min/km seria muito bom ritmo!
O percurso foi todo ele plano, não houve margem para enganos e de destacar o público que esteve nas ruas a apoiar os participantes! A todos muito obrigada!
É que para quem treina sozinha, correr no meio de pessoas e haver outras a apoiar...é só um mimo! :D
Não sabia qual o ritmo que levava, a aplicação não me estava a dar feedback (problema no auricular). Limitei-me a gerir o esforço, o melhor que conseguia. Só sabia que não podia acelerar muito, pois a temperatura que se fazia sentir (25ºC), iria desgastar as energias mais rápido que o normal.
Para evitar males maiores, decidi levar comigo uma pequena garrafa de água, que fez maravilhas! Não costumo beber grandes quantidades de água, mas tenho de molhar o bico com alguma regularidade, e se já o faço quando treino bem cedo pela manhã, com aquela temperatura era imperativo levar água!
Talvez por correr de forma conservativa, o último km costuma ser o mais rápido - mesmo em treinos - e nesta corrida, não foi excepção! Faço a última curva e entro na reta da meta, a correr como se não houvesse amanhã! E aquela coisa de não ser um prova competitiva...ah pois não! Competi sim! Competi comigo mesma!...pronto ok...a cerca de 200m da meta, "marquei" uma lebre e espremi-me até a ultrapassar! E ultrapassei!
Obrigada "lebre" de cor-de-rosa, pela ajuda extra!
Cortei a meta com a repiração completamente descontrolada e qual foi a primeira coisa que fiz? Isso, parar o relógio! E a segunda? Meter-me naquela posição típica de "se não me agarro aos joelhos...caio!"
Antes mesmo de procurar um cantinho para desfalecer...assim mais em privado..de preferência encostada a uma parede, uma senhora passou-me um saco com brindes, uma garrafa de água e panfletos...e só depois me lembro de ...desligar a aplicação!
Tempo no relógio: 30:04
Tempo na aplicação: 30:40
Depois de corrigir o tempo para 30,04, verifiquei que o ritmo médio foi de 6:16min/km! Dadas as minhas condições e o actual momento de forma, é um resultado muito, muito bom! :)
A azáfama junto à meta, era grande! Queria tomar duche antes de assistir às chegadas dos corredores dos 20km. Depois de alongar por uns minutos, fui brindada por um duche de água bem quente - se estivesse um dia frio, tinha sabido tão bem! ;)
Os colegas de equipa chegaram bem e cumpriram os seus objectivos! Toda a gente satisfeita!
Tive o prazer de conhecer pessoalmente o meu vizinho Filipe Torres, que uma semana antes tinha feito os 110km no UTAX... (mete mais kms num dia, que eu num mês...e meio!). É uma máquina de correr made in Ribatejo!
E um dos momentos mais esperados, aproximava-se!
O almoço claro!
Caríssimos, tivemos direito a uma poderosa sopa da pedra, acompanhada de caralhota (estão-se a rir de quê?), suminho da Compal e "pomada" da Adega Cooperativa de Almeirim! Não provei a vinhaça, mas quem provou disse que era boa pinga!
Eu que conheço a sopa da pedra, nunca uma outra me soube tão bem, como aquela! Estava deliciosa!
Sim, aquilo não é para "meninos", mas o pessoal tinha queimado muita caloria, podia comer à confiança!
Para animar a malta esteve a actuar um grupo, que deu música e bailarico - que diga o grupo de Caminhadas ao Luar de Albufeira, que estavam animadíssimos! Bela energia! :D
Foi um dia 5 estrelas!
Estreei-me pelos 4 ao km!
Fiz uma boa (excelente) corrida!
Fui muito bem recebida e acompanhada, pela equipa!
O ambiente foi óptimo!
A sopa da pedra esteve à sua própria altura!
A organização está de parabéns!
E sim, é para repetir! Quem sabe se para o ano já me poderei juntar aos bravos dos 20km! Isso é que era!
Boas corridas e uma dedicatória especial a todos os audazes que se vão testar mais uma vez, - ou pela primeira vez - na Maratona, por terras da Invicta!
Semana complicada para escrever - e ainda não vai ser hoje - o relato da minha estreia pelos 4 ao km, que aconteceu na 31.ª edição dos 20km Almeirim - não na vintena de quilómetros, mas na versão Mini, de cerca de 5km.
Contudo, deixo aqui a prova do dito acontecimento e um rasgado agradecimento ao João Lima, Isa, Victor e Aurélio, por me terem recebido tão bem na equipa! Que outras oportunidades destas se avizinhem!
Não se nota mas tinha o Ego mais inchado que um bisonte! :D
Uma palavra de incentivo para os Maratonistas João Lima, Isa, Victor e Orlando, que se preparam para palmilhar os 42,195 no próximo dia 5, no Porto!
O assunto desta publicação tem a ver com um episódio que aconteceu há umas semanas, enquanto fazia uma sessão de bicicleta - como forma de me resguardar dos impactos da corrida e de me ir mantendo em forma...na medida do possível.
Quem anda de bicicleta tem certamente várias histórias acerca de encontros imediatos!
Encontros imediatos com ...praticamente tudo! Encontros com cão que se atravessa à frente, encontros com o automobilista que gosta de brincar com a vida dos ciclistas, encontros imediatos com o asfalto, com buracos na estrada, com mosquitos a 100km/h, etc!
Já aqui vos contei uma história cujo final, foi basicamente eu fazer a única coisa que estava ao meu alcance: demonstrar o meu desagrado através de um gesto, provavelmente entendível em qualquer parte do universo!
Desta vez, o desfecho foi diferente!
Durante uma sessão de bicicleta, fui ultrapassada, por uma carrinha, que não seguindo a alta velocidade, com bom campo de visão e sem haver trânsito em sentido contrário, decide ultrapassar-me, bem em cima (passando a cerca de 50 cm de mim)! Enquanto isso, eu rolava num piso irregular com buracos e obrigada a seguir a trajectória mais junto à berma possivel, porque sabia que ia ser ultrapassada!
Desta vez, nem consegui tirar pelo menos uma mão do guiador, para “saudar” o condutor por tal manobra!
Ora, passa-se que eu estava a cerca de 500m metros da entrada para uma ponte, que por só ter uma via, o tráfego em ambos os sentidos é controlado por um semáforo. A cerca de 100 metros (a subir), percebo que o veiculo que me tinha ultrapassado, estava parado no dito semáforo!
Meti uma mudança (ou duas), mais leve e apressei a pedalada!
A ponte tem passagem própria para peões e bicicletas, eu não precisaria de esperar no semáforo, mas ao aproximar-me do veiculo...não resisti! Parei, dei dois toques no vidro do condutor e esperei que abrisse o vidro.
- “Bom dia!” - com a respiração ofegante da subida que tinha acabado de fazer.
- Bom dia... - respondeu com olhar gaseado.
- “Oh amigo, da próxima vez que passar por um ciclista, dê-lhe mais espaço do que aquele que me deu ali atrás!
- Resto de um bom sábado! - despedi-me.
A reacção do condutor foi próxima disto...não sei bem o que quer dizer.
Mas algo me diz que só está habituado a fazer ultrapassagens de #erda a ciclistas
e menos familiarizado com o ser chamado à atenção pelo facto!
Subi para a bicicleta e continuei a sessão de bicicleta!
São raras as vezes em que um ciclista tem a oportunidade de confrontar, quem o colocou em risco.Tive de aproveitar!
Se me apeteceu entrar “a matar” ? Oh se apereceu!
Mas quem tem este tipo de comportamento de risco, o mais provável é fazê-lo regularmente e eu não sou a única ciclista, nas estradas. Talvez esta abordagem mais cordial possa pesar mais em decisões futuras de “ultrapasso-este-ciclista-de-forma-segura-porque-é-uma-pessoa-e-tem-o-direito-de-circular-em-segurança vs mesmo-que-me-arme-em-canalha-e-coloque-a-vida-desta-pessoa-em-risco-não-me-vai-acontecer-nada!
Como disse, o desfecho desta vez foi diferente, se isso será o suficiente para alterar este tipo de comportamento, não tenho maneira de saber!
Estou sempre a dizer que tendo a exagerar e que preciso de ter paciência e calma nos treinos...
Tenho-me controlado o suficiente, mas ontem...bem...sou capaz de ter exagerado um "bocadinho"...
Não vou dar muitos pormenores, vou só dizer que durante metade do treino (3km), corri a ritmos completamente proibidos, dada a minha condição física! Não sei o que me deu!
Estou quase arrependida! (Se me voltar a magoar, arrependo-me de certeza!).
Amanhã é dia de treino... espero ter juízo!
Acho que é por isso que escrevo estas linhas, para me comprometer a ter juízo!
Tenho treinado - pouquinho e devagarinho - mesmo quando as pernas pedem mais!
A recuperação tem sido lenta, e não sabendo como, lá consegui ter juízo e não exagerei nas cargas!
Mas isto tem sido um aborrecimento...
Mais ou menos isto, mas com muito menos estilo!
Aborrecido, mas talvez tenha dado resultado!
Ainda tenho de aguardar alguns dias - e fazer uns treinos leves para confirmar - mas aparentemente, as dores estão de malas feitas e em fase de despedida! Finalmente!
Daqui a uns dias acho que já se pode treinar a sério, é que a minha forma está....
Não estou parada! Eu corro, mas paro antes dos sintomas aparecerem - pronto ok...paro quando os sintomas começam a aparecer - logo, corro pouquinho de cada vez!
Demoro mais tempo a equipar-me ...do que a correr! eh eh
Aparentemente daqui em diante tem de ser mesmo assim, pouco de cada vez, pois tenho um conjunto de estruturas que estão a adaptar-se a novos equilíbrios e enquanto não se ajustarem...vão-se queixar!
Antes da Corrida do Tejo, tinha programado abrandar nas duas semanas seguintes, e assim fiz.
Corro (só) 2 vezes por semana (sacrilégio!) e faço 2 sessões de bicicleta... para ver se não perco mais - ou ganho algum - cardio!
Ah e continuo a pensar que o meu desempenho na Corrida do Tejo, foi mesmo uma daquelas coisas muito improváveis de acontecer!
Quanto ao meu estado de humor... estou surpreendentemente calma e não sinto pressa em voltar a fazer uma corrida (lá se foi a dose de endorfinas!). Ainda não fiz nenhuma inscrição, intuo que o efeito psicológico me tente a apressar o regresso à forma, e neste momento preciso de tempo, o meu corpo precisa de tempo!
Estarei a ganhar juízo?
Pois...
Era isto que tinha para partilhar com quem aqui passa!
A quem estiver a recuperar: calma, paciência e uma dose de inconformismo!
A quem estiver em forma; força nessas pernas e bons treinos!
A quem passar aqui por engano: Não ligue a esta conversa das lesões e ponha-se a correr!
Para quem não sabe, comecei a correr há 13 meses. A viagem não tem sido pacífica – quem por aqui passa, sabe que lesiono-me com (muita) frequência, aliás metade deste tempo, estive encostada no estaleiro. Este pára-arranca constante, é desgastante sobretudo do ponto de vista psicológico.
Tal é (espero que termine o ciclo), a frequência com que me lesiono, que nunca deu tempo para me preparar a preceito para uma corrida! E... voltei a lesionar! Todo o esforço estava a ir por água abaixo! O filme estava novamente a acontecer, com a agravante que me tinha inscrito numa corrida, e nela depositado todas aquelas coisas que depositamos aos ombros das “primeiras vezes”!
Estava a treinar com regularidade, sentia-me em forma, fiz alguns treinos promissores e decidi abrandar a carga durante a última semana de Agosto, para em melhores condições aprimorar alguns detalhes nas primeiras semanas de Setembro...e lesionei-me!. Inicialmente não sabia se iria demorar 2 ou 3 dias ou se 2 ou 3 semanas. Nos primeiros dias de paragem melhorei, fiz um treino experimental de 2km, que não despertou sintomas - as coisas pareciam encaminhadas - mas passados 2 dias....todas as melhorias tinham regredido furiosamente.
Decidi ir ao osteopata, como explanei na publicação anterior, tendo saído do consultório, a ver uma luz ao fundo do túnel. Segui as instruções à risca, incluindo telefonar a relatar como me tinha sentido durante os treinos, de modo a saber se seria necessário intervir novamente. O 1.º treino – após endireitadelas – foi no sábado dia 16. Parei aos 1,5km, para não exacerbar os sintomas que pareciam querer marcar presença. Dois dias depois, 2.ªF, dia 18, corri 3,5km e parei pelas mesmas razões do treino anterior, mas até animei, afinal corri mais do dobro da distância! Decidi fazer um último treino, na 5F dia 21. Sabia que era difícil duplicar a distância, mas se conseguisse chegar aos 5km...talvez com 3 dias de descanso (até dia 24), estivesse em condições mínimas de chegar aos 7km, durante a Corrida do Tejo...e na restante distância...caminharia! Corri neste último treino 4,5km e parei porque comecei a sentir os sintomas, contudo quando analisei o ritmo (lento), pensei que se ainda abrandasse um pouco mais, chegar aos 7km deixasse de ser muito, muito difícil, para passar somente a, difícil.
Foi a partir deste treino que saíram da minha esfera de hipóteses-minimamente-concretizáveis, a sombra da possibilidade de conseguir concluir 10km, em corrida. Se conseguisse chegar aos 7 a um ritmo de 7:30min/km, os restantes 3 caminhava a 10min/km! A estimativa de chegada à meta era de 1h:45...
E assim se instalou uma monumental birra!
Foi nisto que pensaram? Acham mesmo que podia fazer aquilo às pernas?
Quem me dera!
Birra, mais birra e mais birra. Não atazanei muito (pouco) a vida dos que me rodeavam, mas eu própria estava farta do desalento, até que me conformei à condição e lá me consegui acalmar. O desalento esteve sempre presente, o que mudou foi a zanga, já não estava zangada – sabe-se lá com quem - era só uma ansiedade para que tudo terminasse o mais rápido possível.
Uma amostra do estado de espírito na tarde de Sábado.
João: Como te sentes para amanhã?
Eu: o saco está feito. Fi-lo para não pensar mais em amanhã.
Não estou ansiosa que chegue a hora, estou ansiosa para que termine!
Para os 10...só um milagre!
João - Ansiosa que termine?!? Desfruta de tudo, tira prazer do que conseguires. Faz do dia um marco na tua carreira. É a tua primeira de muitas provas. Aproveita!!! (…) Milagres em corrida não seriam os primeiros nem os últimos...
Eu - Vou aproveitar o que conseguir, aproveitar. Não tenhas duvidas que farei o melhor que me for permitido, mas estou lixadíssima por não poder deixar lá a pele!
João - Uau... já vi ca birra continua. Hoje és esta!
Eu - percebes porque quero que termine? Para me passar a birra!
João - Posso fazer uma previsão?
Eu - Diz Nostradamus...
João - Aqui o Nostradamus diz que vais acabar assim:
Tinha chegado o dia...
Acordo pelas 6:00 de Domingo, o comboio seria 1h:30 depois... mas tinha de dar tempo ao meu corpo, de deixar em casa coisas que só iam fazer peso se as levasse! Entenderam né?
Saí de casa pelas 7:00h, o nevoeiro cerrado, que engolia tudo, só acentuava um estado meio melancólico-enjoadote e nem o atraso do serviço da CP ,que me levaria até Sta. Apolónia, me tirou do sério...como de outras vezes!
Contudo, este atraso foi o suficiente para ter de alterar a hora de encontro com o João Lima, que me iria entregar o dorsal. E eu continuava estranhamente calma, logo eu, que não reajo muito bem a atrasos, meus e alheios!
Sigo de metro até o Cais do Sodré, e é já dentro do comboio rodeada de corredores, que começo a sentir um burburinho dentro de mim (não, não eram gases! Esse assunto já tinha sido despachado!).
Saio em Algés e começo a atravessar uma massa humana vestida predominantemente de amarelo. Sinto o cheiro a licra, sinto o cruzar de perfumes ampliados pelo calor dos corpos que aqueciam (lá mais para a frente...não há perfume que resista!), vejo gente, muita gente e pensava “boa...onde te foste meter!”.
Localizo o João, que me entrega o dorsal e me apresenta um conjunto de amigos que me parabenizam antecipadamente pela minha primeira corrida...e eu a pensar que só me aguentaria até ao km 7!
Coloco o dorsal, atabalhoadamente...ficou mais ou menos bem... à segunda tentativa! Aquilo são só 4 alfinetes, não é? Pois...
Para a posteridade, aqui está a foto.
O João Lima (o padrinho), eu e o meu dorsal mais ou menos bem colocado!
Comecei a sentir o tempo a correr de outra maneira, comi um snack . Sim, sensivelmente 40 minutos antes de começar a minha corrida, estava a comer! Tinha tomado o pequeno almoço muito cedo e caso não ingerisse mais qualquer coisa, ficaria sem “gasosa” a meio da corrida e já me bastavam as outras limitações!
Bem dita banana e cubo de marmelada!
Vi a Fabiana Fão e o seu M.! Trocaram-se algumas palavras e desejos de boa corrida!
Depois de entregar o saco no bengaleiro (que óptima ideia!), sigo para junto do grupo, mas o burburinho aumentava e com ele veio a vontade de fazer xixi...
Bela fila, sim senhora! Pareciam que estavam a dar pastéis de Belém e cafés, ambos quentinhos!
Havia malta a aquecer de um lado para o outro, mas os da fila para as casas-de-banho ou estavam muito quietinhos, ou estavam com aquele nervoso miudinho de “ai que eu já não me aguento e rego isto tudo à minha volta!”. Ok, estes eram uma minoria! A maioria estava no relax à espera de fazer o xixi profiláctico!
Demorei tanto tempo na fila, que segui logo para a minha caixa de partida, não fossem eles antecipar a partida e eu ficava em terra!(brinco, ok?). Já não tive tempo de desejar boa corrida ao grupo que me recebeu,fui simpática não fui?
Nada como as primeiras impressões!
Revendo o plano enquanto seguia para a caixa de partida. Corres devagar, muito devagar, para aguentar até 6 ou 7, depois logo se vê.
Tinha decidido partir a frio, isso é, sem corridinha prévia, mas quando dei por mim, estava rodeada de tanta gente que até um aquecimento à bacia corria o risco de parecer que assediava o corredor da frente, me oferecia ao de trás e ainda chamava a atenção aos corredores dos lados, para o lindo espectáculo! Desisti da ideia...a minha bolha de espaço interpessoal, encolheu quase para a pele!
Pessoas a falar dos tempos, dos feitos do passado, das expectativas, das lesões, dos treinos, das paragens, da temperatura...aqui já não havia muito perfume. Por vezes sentia o cheiro típico de pomadas analgésicas e a pensar...se calhar também deveria ter aplicado alguma...
Saem as gazelas da 1.ª vaga.
Começo a sentir o Sol a castigar-me um pouco as costas. Ainda tentei meter-me na sombra de corredor de trás...mas ele era baixote...baixote mais cheio de aço...com um tempo de 45 min aos 10km e sem treinar há duas semanas apontava para um tempo de 47 e picos... e eu que só queria chegar a correr aos 7km...
E partiu a 2.ª vaga...
Sabia que daí a 5 minutos partiria a 3.ª vaga.
Voltei a acalmar... e não sei por onde andou a minha mente. Olhei para o céu, logo acima das cabeças do mar de gente que tinha pela frente e não pensava em nada. A minha respiração ficou lenta e profunda e ...começo a caminhar, nem sabia se já tinha sido dada a partida, se aquela massa humana tinha somente decidido começar a mover-se!. Com o aproximar do pórtico da partida, preparo cronómetro e pouco depois estava a correr devagarinho, estava a aquecer e ia-me resguardar o melhor que conseguia!
Apesar de arriscado, acho que fiz bem em gastar o cartucho do aquecimento, na corrida.
Não aceleres...não aceleres.... respira....não aceleres.... respira...isso, vais bem, vais a correr...respira... não aceleres. Ena tanta gente! Toda a gente me ultrapassa...respira...não aceleres...isso mesmo! Vamos...calma...respira...mas quem é que vem para uma corrida destas de calças e camisola com mangas? Respira e não aceleres... ena que bronze!...respira...será que fechei as portadas, será que desliguei o ferro?...respira se faz favor...
Foram 2km nisto, a um ritmo de 7:19 min/km. Tinha de abrandar mais 10 segundos, aproximava-se uma subida...ia abrandar de certeza! Primeira subida, vamos a ela, o ritmo diminuiu como previsto, encurtei a passada, aumentei a cadência...subida feita! Já molhava o bico com qualquer coisinha, por esta altura!
O ritmo já não me preocupava, não o alterei muito. Lá o ia confirmando ao passar de cada km, estava a rolar um pouco mais rápido, mas nada de extraordinário. Não tinha com que me preocupar, algo iria acontecer algures entre o km 6 e 7...portanto, era ir indo até lá!
E algures ao km 6 aconteceu realmente uma coisa, mas não o que eu esperava.
Ao ultrapassar um corredor, dei conta que levava a respiração completamente descontrolada, a sua postura era a de quem ia agarrado por arames e sem saber porquê, abeirei-me dele e disse-lhe “anda, eu levo-te”, não sei de onde veio aquilo, juro! Fiquei ao lado dele por uns minutos, ele recuperou e seguimos lado a lado por algum tempo. Houve momentos em que fiquei um pouco para trás, houve momentos em que ele ficou um pouco para trás, lá nos íamos controlando mutuamente olhando por cima do ombro, sempre que seguíamos na frente. Não dissemos nada um ao outro...parece que nenhum se podia dar a esse luxo!
O 2.º abastecimento foi providencial...bebo 25% da água e despejo o restante...excusado será dizer que já ia completamente ensopada - e sentia este peso extra - mas era tão bom deixar a água refrescar as caldeiras!
E eis o km 8...hum? Quilómetro 8? Olho para o relógio e continuo estável, cansada...naturalmente, a falta do cardio estava-se a fazer sentir! Balbucio entre duas expirações ruidosas qualquer coisa como “são só mais 15 minutos disto!” O meu Sancho Pança ou D. Quixote, sei lá, sorriu...talvez tenha sido mais um esgar que um sorriso, mas que eu interpretei - ou quis interpretar - como “estava a ver que isto nunca mais acabava!”.
Começo a perceber que o impossível...pode ser possível ...e os milagres na corrida, acontecem! E...a meio do km 8 começo a sentir o joelho direito a começar a doer. “Agora não, agora não, agora não...só falto um bocadinho...vamos...certinha, direita...respira...ok...abranda um pouco e mantém...mantém...”. O meu camarada de viagem ganhou uns 3 o 4 metros, foi olhando por cima do ombro para ver se eu ainda lá estava...e aparece o km 9. Já se viam as barreiras que separava a zona da chegada dos ainda largos metros, até à rotunda! Começo a ouvir bombos...por momentos pensei “ já estás a ouvir coisas, tás cansadota, não é?”.
Por entre os incentivos dos finishers do outro lado das grades e com o aproximar da rotunda, o som tornou-se mais nítido e um fôlego marcado pelo ritmo da percussão oxigena o que ainda recebia oxigénio. Faço a rotunda e não sabendo se fiz aqueles metros com um sorriso parvo estampado...lembro-me de ter sorrido e de estar mentalmente a agradecer a desconhecidos, que aplaudiam e incentivavam os últimos metros daquela demanda! Tenho a noção que acelerei um pouquinho e pela primeira vez, cortei uma meta, de uma corrida que fiz a correr do princípio ao fim!
Foi a minha primeira corrida! :D
Paro o cronómetro e não me recordo o que fiz primeiro, se foi ver o tempo, se foi procurar o meu desconhecido companheiro de corrida. Coloquei-lhe a mão no ombro, ele virou-se, dei-lhe um aperto de mão e disse-lhe “boa corrida”, com uma voz trémula, daquelas que adivinham um pranto compulsivo, mas lá me aguentei! Ele disse “sim” e outra coisa qualquer, que não entendi, mas não faz mal!
Caminhei um pouco e dirigi-me para o local de encontro com o padrinho, a quem eu avisara que se ficasse à minha espera, corria o risco de esperar muito tempo!
Enquanto me colocava nas filas para a “cerimónia de entregas de medalhas de finishers”, olhava para o relógio...incrédula, completamente incrédula...o meu cronómetro marcava 1:11:55! Quando acordei deste transe tinha uma medalha ao peito, uma maça numa mão, uma garrafa e um montão de panfletos, noutra!
Dirigi-me ao local de encontro, o padrinho recebeu a afilhada de braços abertos e sorriso estampado! Eu sorria...e abanava a cabeça, enquanto tentava perceber o que tinha acontecido!
E a verdade é que ainda não percebi!
De tão “noutro mundo” eu estava, que nem sequer perguntei ao padrinho, como tinha corrido a sua prova, como se sentia, que tal de tempo...sabem aquelas coisas normais que os corredores, perguntam uns aos outros? Pois...eu estava numa galáxia far far away...Mas lá despertei para a realidade, quando um amigo lhe fez essas perguntas...ups! Lá me desculpei com o candor possível...mas acho que ele fez o desconto...e perdoou!
Seguiu-se a foto para a posteridade em que exibo a medalha, uma maça e um ar de o-que-é-que-aconteceu, aliado a um baixíssimo IF (Índice de Fotogenia). Pois... até se tentou uma segunda foto...mas garanto, está igual! Obrigada pelo esforço, João!
Ok, era hora de rumar até à Piscina Oceânica, onde iria tomar um duche misericordioso...e quente! Que ma-ra-vi-lha!
Iria regressar a casa de comboio e não queria empestar as carruagens!
Despachei-me em poucos minutos e rumei à estação de St.º Amaro, pelo passeio marítimo de Oeiras, na companhia do padrinho, que aguardou mais uma vez por mim! Já mais relaxada e por entre conversas e histórias sobre corrida, surgiu o convite para correr pelos 4 ao km! Pessoal...vamos lá ver se me consigo explicar, fazendo justiça ao que aconteceu! Gaguejei, hesitei...acho que o tentei demover, mas aparentemente sofro de um viés pouco abonatório, quando a mim me refiro! Lembram-se da profecia da minha chegada, que seria a sorrir? Talvez tenha mesmo poderes adivinhatórios e veja o que eu ainda não alcanço!
Aceitei o convite, sou corredora dos 4 ao km!!!
Bolas...cresci uns 10cm!!!
Agora, é fazer o melhor que consigo, a cada circunstância, mesmo não sabendo o que isso possa ser!
Fiquei sem muitas palavras, oh dia intenso com direito a cereja no topo do bolo!
Não consigo descrever o percurso,apesar da Marginal ser lindíssima. Lembro-me sobretudo das algumas pessoas que no meio do nada estavam a apoiar os corredores! Lembro-me de um menino de talvez 7 anos gritar para dentro do pelotão "tia, tia, tia!" e uma corredora sair disparada para abraçar o miudo que estava frenéticamente contente! Lembro-me dos cartazes motivadores, das vozes de incentivo...que apesar de poucas ao longo de 10km, não deixaram de se fazer ouvir!
Obrigado público fã e apoiante de corrida!
A minha viagem de regresso iniciou-se na estação de St.ºAmaro. Estava de coração tão cheio que nem sabia como reagir – típico, tão típico! Mas logo, logo torci o nariz! A malta que regressava agora a Lisboa, começou a lotar os comboios da linha de Cascais. Mal consegui entrar numa carruagem, pois praticamente todo o espaço útil estava ocupado por corredores...transpirados! Uma coisa é quando estamos nos outdoors....mas nos indoors, fechadinhos e a partilhar aquele calor humano! Ui!
As restantes etapas até casa foram pacíficas, de assinalar somente a travadinha que me deu em St.ª Apolónia, sentada num banco de madeira, enquanto esperava por mais um comboio. As lágrimazitas que não deixei que caíssem anteriormente, encontravam agora um salvo-conduto, rosto abaixo.
Tinha finalmente feito a minha primeira corrida!
Agora já me sentia corredora!
E estava nos 4 ao km!
Dadas as circunstâncias, melhor era impossível! Esperem... não há impossíveis em corrida!
João, obrigada por todo o apoio!
Resultados:
Tempo de chip: 1:11:52
Tempo aos 5k : 37.10
Km mais lento: 9
Km mais rápido: 10 (eh eh...nada como ver uma meta, para acelerar o passo!)
É com o discurso toldado, que escrevo estas linhas para vos dizer que terminei hoje, a minha primeira corrida - Corrida do Tejo. Esta corrida foi completada em 1:11:52 (tempo de chip), sempre em corrida, sem paragens e sem caminhada, contra todas – mas mesmo todas – as minhas expectativas! Depois explico tudo, explicadinho.
Estou...surpresa, contente e perplexa...e vou deixar o relato da minha primeira corrida, para um momento em que consiga pensar com maior clareza. Neste momento sinto coisas, balbucio algumas palavras, só me apetece comer.... tenho flashes da corrida e depois dá-me fome outra vez!
A todas as pessoas que me apoiaram, que me incentivaram e que aturaram a minha birra de 3 dias (spoiler) - e em todos os outros dias também! - o meu sentido agradecimento e admiração! Foram uns bravos!
Um destacado agradecimento ao colega de equipa João Lima (fui subtil?) que estando longe, acabou por estar perto, quando ele próprio estava num “aperto”!
Parabéns para mim, que me surpreendi! (Estou a dar uma palmadinha nas minhas costas)