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Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

Runner Wannabe

Coisas da corrida de uma pretendente a corredora amadora.

08
Jul18

E desta vez?


Runner Wannabe

 

O que é - desta vez?

Como se trata – desta vez?

Quando posso voltar a correr – desta vez?

 

E nisto passaram-se quase 2 anos...

 

Então e desta vez?

Desta vez, tomei o gosto por acordar e não sentir tensões musculares! Desta vez, tomei o gosto por não sentir necessidade de defender uma articulação ou músculo de um qualquer movimento. Desta vez, não terei de passar consideravel tempo diário dedicado a automassagens, alongamentos e reforço muscular aqui-ali-ali-e-ali.

 

O que aconteceu?

Deixei de forçar o meu corpo a fazer aquilo que ao longo de 2 dezenas de meses, me dizia não ser a “cena dele”! Durante esse tempo, a mente discordou do corpo... mas agora já está mais convencida (a muito custo). Deixei de correr. Foi – e continua a ser – um processo um pouco difícil, mas a birra já foi maior!

 

E agora?

Antes de começar a correr, dedicava-me a caminhadas - 15k a 30k – e andava de bicicleta. Por agora, vou-me dedicar as estas actividades – na medida do possível. Manter-me em forma é o objectivo – a verdade seja dita, a corrida não me estava a dar isso!

Faço semanalmente cerca de 30km de bicicleta, sim, não é grande coisa, mas já é alguma coisa! E este fim-de-semana fui revisitar os meus dotes de caminheira!

 

A caminhada

Aproveitei estar à beirinha dos Caminhos do Tejo, para fazer uma caminhada de 20km – em modo turismo - até Santarém, por caminhos seguros e sinalizados – de uma ou de de outra maneira ;). Trata-se de um percurso plano até chegar ao sopé do monte onde decidiram “plantar” a cidade. Curiosamente, foi o caminho de subida e terreno irregular, o que mais gostei de fazer!

 

2018-07-07 07.41.38.jpg

Um dos marcos, com uma "pedrinha" interessante!

 

2018-07-07 09.59.42.jpg

É suposto as organizações retirarem as fitas após conclusão da prova,

mas ainda bem que estas não foram retiradas, pois não haviam marcos

ou setas a indicar qual dos caminhos de uma bifurcação devia ser seguido!

 

2018-07-07 10.12.46.jpg

Tejo e a Ponte D. Luís lá ao fundo (quase a chegar).

 

Terminámos pelas 10:45, a caminhada que começou pelas 5:30 da manhã! Sim, isto de caminhar tem este pequeno pormenor...geralmente começa assim que há alguma claridade! O tempo contabilizado a caminhar foi de 4:30h.

Tal como na corrida, nas coisas das caminhadas também tem de se repor energias. Eram 8:00 já estávamos a lanchar! Antes e depois da “hora da bucha” - vulgo, lanche - as conversas orbitavam em torno de comida, para variar! O mote era sempre o mesmo: “sabem o que é que me apetecia comer, agora?” e depois seguiam-se as hipóteses mais saloias e saturadas de colesterol que podiam passar pelas nossas mentes! É escusado dizer que, assim que apanhámos o primeiro café/restaurante aberto...fomos prestar a nossa homenagem consumista!

Para nosso contentamento - quase infantil - quando a boleia nos foi buscar ao ponto de encontro, ia artilhada com uma bomba calórica sob a forma de caixa repleta de mil-folhas fresquinhos, cujos vestígios mais duradouros foram os resíduos mucilaginosos que ficaram nos dedos - e que nem tiveram tempo para entranhar na pele! Não, não há fotografias que o comprovem. Não houve tempo! Foi tudo muito rápido!

 

Como reagiu o corpo?

 

Para minha grande surpresa, corpo e mente estavam de acordo numa coisa – havia energia – para mais 10k de caminhada! Mas não fazia parte do plano, acrescentar mais 50% à distância inicial!

Depois de arrefecer, foi com redobrado agrado que percebi que não haviam tensões, mazelas ou dores! Aliás, cheguei a casa e...fui fazer algumas limpezas! Contudo após almoço... fui tomada de assalto por um sono imenso – mas daquele que dá para ficar rabugenta! É que nem eu me conseguia aturar! Depois de passar um pouco pelas “brasas” lá desci a causticidade do meu humor - para meu bem e para bem dos que me rodeavam!

Hoje continuo a sentir-me bem, sem sintomas ou sinais de alarme – ah... e com um humor notoriamente mais fofinho!

 

Dito isto, com muita probabilidade, caminhadas (e bicicleta), serão os pratos principais do meu menu de actividades físicas, nos próximos tempos!

 

Então e a corrida?

A corrida está na prateleira das coisas que continuo-a-querer-fazer-mas-por-agora-não. Finalmente, consegui encaixar a ideia de que não posso correr nos moldes dos demais corredores amadores – ou seja, treinar regularmente, evoluir na distância, na forma física, almejar os 10K...e por aí em diante. Por agora – e nos últimos quase-dois-anos, isto nunca esteve ao meu alcance - sem o “brinde” das lesões! Se alguma vez vai estar? Não sei, mas não tenho vontade de experimentar nos tempos próximos! Ai e tal... isto parece aquela conversa do “gato escaldado, de água fria tem medo”. Nada disso! Nunca me deixei de me atirar (à água)...mas efectivamente estava quase sempre quente! Agora vou fazer um intervalo. A vontade de não andar sempre aos aís e uis superiorizou-se à de querer correr – de forma assídua.

 

Conheço-me o suficiente para poder dizer que é só uma questão de tempo, até voltar a tentar, mas não há data definida, não há pressão, não há expectativas.

Por agora caminhadas e bicicleta, está bom!

 

Boas corridas!

 

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