As cifras desta semana foram: 1,7km; 2km; 2,3Km e 3,3km (hoje). O joelho não doeu, as dores abdominais e lombares não incomodaram durante a corrida, mas lá se fazem sentir algumas vezes durante o dia - mas sem as intensidades incapacitantes de outrora.
Para o treino de hoje não tinha programado esticar mais que 300m a 500m, mas distraí-me e quando percebi quase que usei os travões de emergência, já tinha acrescentado 1km. Estava a sentir-me bem, estava nas nuvens a gozar a sensação, mas ainda assim decidi parar. Parei por resguardo, antes que um qualquer arame partisse, um parafuso desapertasse ou que uma mola saltasse...ok , já se percebeu o sentido! Não senti dores ou desconfortos, mas quando olho para trás, vejo que ainda não percorri a recta que começa na Estaca Zero e termina na esquina da Zona de Segurança! Ainda não dobrei essa esquina... e o que eu tenho de correr para a alcançar!
Os alongamentos e reforço muscular continuam e na corrida...lá vou esticando a pouco a pouco e com cautela, apesar de continuar a achar a "fruta muita". Claro que esta opinião depende do ponto de vista! E este é o meu: nos últimos 10 dias corri mais que nos meses de Dezembro e Janeiro, juntos! De outro modo: há 15 dias nem imaginava conseguir correr 100m! Esta semana corri pouco mais que 9Km.
Cerca de 2 semanas após a ITB me ter afastado dos treinos (ler aqui e aqui), mais afastada fiquei, quando me vi a braços com um conjunto de dores e desconfortos na região abdominal e lombar. Depois de três médicos, um diagnóstico errado (e respectivo tratamento), muitos exames e análises a mostrar que tudo estava bem, as dores permaneciam. A hipótese de se tratar de uma questão muscular, esteve sempre presente, mas nunca foi a prioridade de quem me observou. Decidi dirigir-me a quem trabalha com atletas (profissionais a amadores), com o objectivo de ver confirmada - ou desmentida - a hipótese de se tratar de problema a nível muscular. A primeira recomendação que me fez foi, fazer alongamentos, a segunda foi.... correr - mas já lá vamos.
Para quem tinha diminuido drasticamente a solicitação da musculatura do core, para evitar as dores e os desconfortos - ao longo de muitas semanas - fazer alongamentos pareceu-me...actividade no mínimo... ameaçadora do meu bem estar! Experimentei. Senti-me num filme em câmara lenta, dado o receio em magoar estruturas que sentia estarem fragilizadas, enfraquecidas. Confesso que as expectativas de que resultasse eram baixinhas, mas felizmente estava enganada! Comecei a sentir alívio dos sintomas logo no dia seguinte.
Alongamentos e alguns exercícios de core fazem agora parte da minha rotina diária (2x dia) - de há 2 semanas a esta parte - e os resultados começaram a aparecer. Uma semana após dar início aos alongamentos, fui recebida, por um mago das massagens, um milagreiro das recuperações, que me confirmou que pelo menos parte dos sintomas eram efectivamente de natureza muscular. A minha ITB, não passou despercebida e também fiquei a saber que o síndrome da ITB da perna esquerda estava em risco de se fazer sentir - bonito, uma não bastava! A sessão demorou 30 minutos e percebi na plenitude, uma sms que recebi de um amigo, um dia antes, dizendo: "boa sorte e grite à vontade". Houve muito suor, dor e as vocalizações sinalizando os dói-dóis, foram controladas por um buff que levei para segurar o cabelo - que coloquei na boca e mordi as vezes necessárias (muitas).
Resumidamente, levei uma tareia de todo tamanho, que só não me roubou energia para me questionar, como tinha aguentado! Mas aguentei, e regressarei! Foi-me recomendado que continuasse a fazer os alongamentos e que fosse correr no dia seguinte. Por esta é que não esperava, ainda para mais com o corpinho a ecoar dor a cada poro! Ok, estou a exagerar, o corpo só ficou magoado do pescoço para baixo - e a ideia de correr no dia seguinte, parecia surreal, uma alucinação. E sim, foram muitas as dores que senti no dia seguinte ao acordar, ao levantar e durante os primeiros 2 ou 3 minutos! E depois... não sei para onde foram os ais, uis, os dasss e as coxeadelas. Vesti o equipamento e lá fui eu...correr, 5 semanas após a última vez! ! Após aquecimento e alongamentos corri o que a ITB me deixou: 1km - sim, esperava ter podido correr um pouquinho mais, mas o meu foco estava sobretudo nas dores lombares e abdominais, que não se assanharam (yeyyy!!!) - a ITB já é uma velha conhecida, não me surpreendeu ter-se feito anunciar.
Passaram-se 5 dias desde que corri pela primeira vez e ontem foram registados 1,7km - desta vez sem sintomas no joelho, abdómen ou região lombar. Parei por precaução. Parei porque achei a "fruta muita"!
As dores na região lombar e abdominal ainda se fazem sentir, mas cada vez são menos intensas e aparecem com menor regularidade. Suponho que vá ser uma recuperação lenta - mas não me importo, desde que recupere!
Estou a recuperar aos poucos, estou de regresso aos treinos!
O meu objectivo até recentemente era simplesmente dilatar a distância que conseguia correr (oh eu a falar no pretérito). Velocidade e skills de trepadora, entre outras, seriam coisas para depois. O objectivo agora é recuperar da lesão, da minha ITBS. Em resumo e para quem não sabe da história: deixei de fazer alongamentos com a frequência com que costumava fazer e insisti em correr com uma dor no joelho - daquelas tipo cavilha espetada até ao osso - para atingir uma distância que nunca tinha feito. Da fase de euforia, passei a f...-se, estou lixada e agora estou numa de Maria-Madalena-arrependida-resignada-à-condição-de-lesionada-mas-de-mangas-arregaçadas-rumo-à-recuperação (como se pudesse fazer outra coisa!).
A última vez que experimentei correr foi há 6 dias, treino esse que serviu para monotorizar a lesão, mas cedo tive de parar pois aos 2,5km comecei a sentir um sintoma (tensão) que precede a dor (dor esta que costuma aparecer entre 500 a 1000 m após a referida tensão). Desde então concentrei-me em fazer alongamentos (2x por dia) e um pouco de bicicleta, tendo sido suspensa toda e qualquer corrida. Mas hoje tentei perceber se tinha havido alguma evolução na condição. Houve evolução sim, senti a tensão aos 3km, que me fez parar de imediato e assim estimo que o ponto de dor esteja algures entre 3,5km e 4km. Por outras palavras, estendi a distância corrida sem tensão ou dor em mais 500m. Por este andar – sim, porque isto quase que não se qualifica de corrida – lá para o Carnaval devo estar a chegar aos 10Km! Consegui em 1000m derreter o trabalho de 2 meses, que me vai levar outros tantos (tempo estimado) a recuperar! Sinto-me "especial"!
Uma imagem de gatinhos para mudar o andamento desta publicação.
E sinto-me especial também por uma outra razão completamente diferente, que se cruzou com o test drive de hoje. Como já tive oportunidade de dizer noutra publicação, tenho um amigo (de 12 anos), que têm uma enorme crença nas minhas capacidades atléticas (desfasada). Perguntei-lhe ontem em jeito de brincadeira, se queria vir comigo fazer o test drive ao joelho - avisando-o que iria cedo. Pensando que hoje tinha aulas, A. disse que não se iria conseguir levantar às 6:00 - pensando que eu me referia a estas horas proibitivamente madrugadoras. Minutos depois caiu-lhe a ficha e percebeu que não tinha aulas e que afinal podia acompanhar-me - tendo ficado visivelmente mais aliviado quando lhe disse que planeava começar pelas 8:00 e não às 6:00. O meu amigo levantou-se às 7:30, vestiu-se, tomou o pequeno almoço e estava à minha porta às 8:10 com uma garrafa de 1,5L meia de água (hidratação é importante)! Foi ele que me distraíu do medo constante que me acompanhou desde a primeira passada, foi ele que me perguntou várias vezes como estava o joelho quando percebia que eu abrandava (ainda mais) e foi ele que em jeito de conforto me disse quando tive de parar, "deixa estar, da próxima vez corremos mais".
Em forma de agradecimento, ensinei-lhe algo para a vida: alongamentos, a importância de banho quente logo a seguir a um treino com temperaturas baixas... e como cuspir enquanto se corre!
Concordo com A....da próxima vez correremos mais um pouquinho!
Desde que fiz aquela insanidade (principalmente a parte de continuar a correr), experimentei correr por duas vezes – ambas na semana passada – e os resultados foram medíocres/alarmantes! Descalcei as sapatilhas com que corro e vesti o fato-de-corredora-amadora-lesionada-em-recuperação, e para fazer o pandã, também exibo aquele ar enjoado e triste do menino da lágrima, mas sem a lágrima.
E depois acontecem coisas destas:
- Então sentes-te melhor? - perguntaram.
- Sim sinto-me bem, tenho feito alongamentos, bicicleta e mais alongamentos, mas só terei certeza se estou melhor quando voltar a correr – respondi.
- Eu referia-me à garganta...
- Estou melhor, obrigada.
(Insensíveis!!! Não sabeis que 99% do volume do meu Departamento das Maleitas, é ocupado pelo joelho!)
O menino passou de chorão a zangado...e também mudou de corte de cabelo...
não necessariamente para melhor.
Pensava que a dor de garganta era o prelúdio de algo mais limitador, mas afinal foi coisa de 48h – não me estou a queixar, ok?! E por me sentir melhor, fui hoje dar uma voltinha de bicicleta para meter o coração e o pulmanito a bombar. A aplicação disse que pedalei 9,57km em 28:30, com uma velocidade média de 20,2km/h....Pensei então, se partisse ao mesmo tempo que uma daquelas gazelas da maratona masculina, cortaria os 42 195m cerca de 6 minutos depois do primeiro atleta (mais coisa menos coisa!). Bem, o que interessa é que deu para aquecer e fazer uma sessão de alongamentos bem quentinha, como eu gosto!
Assim...só em descida!
Não sei se estou a fazer bem ou se estou a fazer menos bem, sei que a tentação de experimentar correr, ainda é menor que a percentagem de medo de ter muito tempo de recuperação pela frente. Acrescentei à rotina mais 3 exercícios e vou fazendo outros de reforço muscular. Sinto-me bem, mas também me parece que esta chatice, não é daquelas que curam totalmente, mas sim daquelas que precisam de trabalho contínuo para que não reincidam. Palavras de ordem: alongar, pedalar, alongar.
Por último, mas não menos importante. Tenho de comprar calçado decente, sim...finalmente! Não acho que a minha lesão tenha a ver com o calçado, mas:
1) já percebi que a vontade de correr não esmoreceu, pelo contrário, esmoreço se não corro;
2) quero evitar lesões que podem ter o dedinho de calçado impróprio;
3) Quero entrar numa corrida organizada em breve (1 mês – se recuperar a tempo - uma pessoa precisa de se motivar, ok?) e ter tempo para “macerar” o calçado.
Posto isto, peço aos corredores mais experientes que eu (não é difícil), que façam uma recomendação acerca de calçado de trail e/ou de estrada que acham mais adequado. Desde já o meu agradecimento!